Escolas da Contabilidade

Correntes de pensamentos sobre a doutrina ou teoria da Contabilidade. A caracterização das doutrinas é feita de acordo com os objetos e fins que se atribuem à Contabilidade. Dentre as principais encontram-se:

  • Patrimonialismo: a mais importante escola nas Américas; corrente de pensamento contábil que considera o patrimônio aziendal como objeto da Contabilidade, observado sob o aspecto da finalidade aziendal; é criador e chefe desta corrente o Prof. Vincenzo Masi.
  • Aziendalismo: corrente doutrinária que tem por base a economia Aziendal. De acordo com os seus adeptos, os fenômenos a estudar são os aziendais, admitindo a Contabilidade apenas como levantamento de fatos patrimoniais, restringindo-lhe o campo. Foi chefe desta escola, na Itália, o Prof. Pietro Onida, Prof. Cralo Masini, Prof. Cuddini, Prof. Mazzini etc.; o aziendalismo tem as suas raízes em estudos desenvolvidos há alguns decênios por Sombart, Gromberg, Schmalenbach, Nicklish, Hoffmann e outros.
  • Controlismo: doutrina da Contabilidade que teve a sua origem na segunda metade do século XIX e que considera como objeto da Contabilidade o controle da riqueza administrada. O método seguido no desenvolvimento da doutrina foi o histórico. Classificou as funções do controle em: Antecedentes, Concomitantes e Subseqüentes. Esta escola serviu de base a toda doutrina contábil de nossos dias e às mais vigorosas correntes do pensamento contábil: o Aziendalismo e o Patrimonialismo.Teve ilustres seguidores, como: Alfieri, Rigobon, Ghidiglia, Vianello, Gobbis e muitos outros estudiosos.
  • Personalismo: corrente do pensamento contábil que adota como teoria fundamental a personificação das contas, o patrimônio como conjunto de direitos e obrigações e as relações dos fatos contábeis apenas sob o prisma de direitos e obrigações.
  • Contismo: doutrina da Contabilidade que reconhecia esta ciência como tendo por objeto as contas. Definiam a Contabilidade como a “ciência das contas”. O Contismo deu origem ao Personalismo, pois, segundo, o Prof. Vincenzo mais os esforços de Vannier e de Marchi se fizeram sentir na direção de teorizar sobre contas. Grande foi a repercussão do contismo na literatura mundial de Contabilidade, e até hoje, por incrível que pareça, ainda encontramos autores que definem a Contabilidade sob as influências contistas. O contismo foi uma das formas inconscientes do patrimonialismo. Grandes contistas foram: Parmetler, Massa, Gitti, que formam o trio forte dessa corrente doutrinária.
  • Neocontismo: doutrina do pensamento contábil que teve o seu máximo vigor nos fins do século XIX e no início do século XX, trazendo com novos coloridos a velha doutrina que considerava a Contabilidade como “ciência das contas”. Surgiu com características um pouco mais aprimoradas, pois, nas “contas” o que se observava não era apenas seu aspecto formal, mas sim o Valor. O três expoentes mais importantes da época do contismo foi Fabio Besta, Giuseppe Cerboni e Giuseppe Rossi.
  • Universalismo: foi a única escola nascida nas Américas; doutrina que apresenta a Sistemologia e que foi criada pelo Prof. Francisco D’Auria. Doutrina que visa a universalizar o objeto da Contabilidade fazendo-o extensivo a todos os sistemas.
  • Reditualismo: corrente do pensamento contábil que considera o rédito como objeto central de estudo da ciência da Contabilidade. De acordo com tal corrente, o objeto de estudo da Contabilidade é conhecer a perda ou o lucro de uma empresa ou de uma entidade. Tais pensadores estribam seus estudos: em teorias de rédito, desejando proclamá-la como a teoria de toda a doutrina contábil.

Fonte: SÁ, Antonio Lopes de, SÁ, Ana Maria Lopes de. Dicionário de Contabilidade. 9. ed. São Paulo: Atlas, 1995.