Educação a distância no mundo pós pandemia é debatida durante o XII ENCPCCC

As medidas de combate e prevenção ao novo coronavírus levaram à suspensão de aulas presenciais em todo o Brasil. Com o fechamento das portas das instituições de ensino superior, a Educação a Distância (EaD) surgiu como alternativa para garantir a aprendizagem dos estudantes. O impacto disso no mundo pós-pandemia foi discutido em um painel da 12ª edição do Encontro Nacional de Coordenadores e Professores do Curso de Ciências Contábeis (ENCPCCC). O evento é uma realização do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e da Academia Brasileira de Ciências Contábeis (Abracicon).

“O impacto do ensino a distância no pós-pandemia” contou com a mediação do contador e vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do CFC, Aécio Prado Dantas Júnior. Na ocasião, ele afirmou que o uso da tecnologia transformou a relação entre aluno e professor. “Desde o início dessas mudanças, em meados de março, o espírito colaborativo existiu e nós vemos que ele permanece até hoje. Como exemplo, temos alguns alunos que passaram a auxiliar os professores para que o resultado alcançado fosse o melhor possível”, ele pontuou.

A Profa. Dra. Maria Ivanice Vendruscolo, do Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foi uma das convidadas para o debate. Segundo ela, foi necessária uma quebra de paradigma educacional, pois a comunidade acadêmica tinha algumas ressalvas com o ensino a distância.

“Para essa adaptação acontecer, tivemos que fazer uma grande reflexão sobre o assunto. Constatamos que o principal desafio a ser superado é a capacitação. Afinal, se não houver, o professor apenas leva o modelo da sala de aula para a plataforma. Por isso, foi essencial garantir aos docentes uma construção de conhecimentos em EaD”, ela alertou.

Enquanto em algumas instituições a adaptação ao ambiente digital teve que ser imediata, em outras o modelo já havia sido adotado., como é o caso da Trevisan Escola de Negócios. O presidente da empresa, Antoninho Marmo Trevisan contou parte da experiência que já vinha acontecendo há dois anos. “A migração do presencial para o digital é um processo longo, trabalhoso e complexo. Inicialmente buscamos profissionais qualificados e nos inspiramos em alguns modelos consolidados no exterior. Foi preciso muita instrução e conhecimento específico”.

A diretora acadêmica e regulatória da escola de negócios, Renata Bianchi, também participou dessa transformação. “Quando tivemos que fechar o prédio ficamos tranquilos, pois era algo que já estávamos implementando. Investimos mais de R$5 milhões na aquisição de novas plataformas e na criação de uma equipe especializada para garantir qualidade nas produções de streaming”.

Em sua fala, o contador José Carlos Fortes, Founder & Chairman da Fortes Tecnologia, destacou a possibilidade das aulas remotas continuarem a acontecer no período pós-pandemia. “Embora tudo tenha acontecido de maneira emergencial, fizemos em seis meses o que seria operacionalizado em cinco ou dez anos. Claro que alguns retoques devem ser feitos, mas o legado fica. Imagino que todos continuarão a unir educação e tecnologia. De qualquer forma, parcial ou híbrida, tudo isso terá um impacto imediato no mercado de trabalho”.

A programação do XII Encontro Nacional de Coordenadores e Professores do Curso de Ciências Contábeis (ENCPCCC) segue até o dia 30 de setembro, das 15h às 18h, via Zoom. Clique aqui para assistir ao painel “O impacto do ensino a distância no pós-pandemia” na íntegra.

Fonte: Comunicação CFC

Mais de 2 mil pessoas participam da abertura on-line do XII Encontro Nacional de Coordenadores e Professores do Curso de Ciências Contábeis

O isolamento social exigido para o enfrentamento do novo coronavírus trouxe mudanças e adaptações para a vida pessoal e profissional. A educação a distância passou a ser a única opção viável durante a pandemia de Covid-19.  Nesta terça-feira (29), reunindo mais de 2 mil inscritos, teve início o XII Encontro Nacional de Coordenadores e Professores do Curso de Ciências Contábeis (XII ENCPCCC), realizado pela primeira vez na modalidade on-line, para debater o tema “A evolução do pensamento contábil superando adversidades”, uma realização do Conselho Federal de Contabilidade (CFC),em parceria com a Academia Brasileira de Ciências Contábeis (Abracicon).O evento contou com o apoio do Sistema CFC/CRCs e Academias Regionais de Ciências Contábeis.

Presidente do CFC, Zulmir Ivânio Breda

A abertura do evento contou com a presença do presidente do CFC, Zulmir Ivânio Breda; da presidente da Associação Interamericana de Contabilidade (AIC), presidente da Academia Brasileira de Ciências Contábeis e Coordenadora da Comissão de Ensino do CFC, Maria Clara Cavalcante Bugarim; do presidente da Fundação Brasileira de Contabilidade (FBC), Adeildo Osório de Oliveira; do vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do CFC, Aécio PradoDantas Júnior; e do diretor-presidente da Associação Nacional de Programas de Pós-Graduação em Ciências Contábeis (Anpcont), José Eliseu Feres de Almeida.

A primeira edição na modalidade on-line do XII ENCPCCC atingiu um grande marco: mais de 2 mil participantes prestigiaram o evento. Um público recorde, o que comprova a eficiência da tecnologia em prol da classe contábil e do ensino superior.

“Nesses 75 anos de história, nós tivemos mudanças significativas no ensino da Ciência Contábil, o que faz com que o curso seja o 4º mais procurado entre universidades presenciais e a distância”, lembrou o presidente o CFC, Zulmir Breda. “Chegamos à 12º edição cumprindo nossa missão, que é a de evolução do pensamento contábil, aperfeiçoar os métodos de ensino e promover a pesquisa em Ciências Contábeis, usando, inclusive, as ferramentas tecnológicas disponíveis”, ressaltou Breda.

Vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do CFC, Aécio Prado Dantas Júnior

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) divulgados em 2018, o curso de Ciências Contábeis ocupa a quarta posição entre os mais procurados. Atualmente, das 2.364 instituições de ensino superior do País, quase a metade oferta a graduação. Para o vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do CFC, Aécio Prado Dantas Júnior, a graduação é o primeiro passo de um caminho de aprendizado que deve ser contínuo e atualizado. Segundo ele, o mercado tem demandado um novo tipo de profissional, com currículos que trazem conhecimentos como inteligência emocional, inovação tecnológica, algoritmos, busiiness intelligence, ciência de dados e planejamento estratégico. “Isso porque o profissional da contabilidade está à frente no gerenciamento dos negócios, por isso, é necessária a atualização do ensino contábil”, destaca.

“A boa formação do profissional da contabilidade é fundamental para o reconhecimento da nossa profissão e é dessa forma, por meio de eventos como esse, que nos aproximamos das instituições de ensino para caminharmos e atualizarmos cada vez mais o nosso curso. São os professores e coordenadores, apenas eles, que são capazes de transformar a nossa profissão”, lembrou o vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do CFC, Aécio Dantas.

Presidente da Abracicon, Maria Clara Bugarim

A presidente da Abracicon, Maria Clara Bugarim, lembrou que “o objetivo desse encontro, desde 2006, é mobilizar e congregar legítimas entidades representativas da classe contábil e o corpo acadêmico das instituições de ensino superior em busca de um melhor ensino e de um maior aprimoramento profissional”.

Já o presidente da Fundação Brasileira de Contabilidade (FBC), Adeildo Osório de Oliveira, destacou o trabalho da contadora Maria Clara Bugarim quando presidente do CFC e pioneira na idealização do Encontro Nacional de Professores e Coordenadores do curso de Ciências Contábeis. “Lembro-me da sua postura visionária quando decidiu plantar a semente desse evento, em 2006, e como é emocionante presenciar a sua consolidação. Um encontro que reúne doutores e mestres para o aprimoramento, a construção e evolução do saber contábil.  E isso é muito gratificante”, ressaltou o presidente da Fundação Brasileira de Contabilidade (FBC), Adeildo Osório.

Para o diretor-presidente da Associação Nacional de Programas de Pós-Graduação em Ciências Contábeis (Anpcont), José Elias Feres de Almeida, são em oportunidades como a do encontro de coordenadores, congressos, cursos de extensão e capacitação que os profissionais e docentes atualizam-se e entram em contato com o que está surgindo de novo nos campos da teoria e da prática. Segundo ele, as gerações estão mudando e é preciso aperfeiçoamento e adaptação à nova realidade, para que tenhamos um ambiente mais transparente e mão de obra estratégica e qualificada. “Na minha visão, com mais de 15 anos envolvidos com a academia e a pesquisa científica e sempre buscando ter contato e aproximação com a prática do mercado e em contato com profissionais e empresários, percebo que uma profissão se desenvolve e aumenta seu status na sociedade na medida em que seu arcabouço científico se expande (fronteira do conhecimento) e se aprofunda (capacidade da teoria explicar a prática) ao mesmo tempo”, ressaltou.

Programação

O XII Encontro Nacional de Coordenadores e Professores do Curso de Ciências Contábeis acontecerá até 30 de setembro, das 15h às 18h, através da ferramenta Zoom e será transmitido simultaneamente no canal do Youtube da Abracicon (acesse aqui).

O evento é pontuado no Programa de Educação Profissional Continuada (PEPC). Acesse a programação aqui.

Fonte: Comunicação CFC

“Destinação dos recursos da Rates e seus reflexos contábeis” é tema de webinar

O CRCRS realizou, nesta terça-feira, webinar que debateu a “Destinação dos recursos da Rates e seus reflexos contábeis”, com palestra da Doutora em Controladoria e Contabilidade, Paola Richter Londero, e participação das integrantes da Comissão de Estudos de Contabilidade do Setor Cooperativo do CRCRS, Margit Kasper e Carla Fabiana Gregory, que atuou como mediadora. O evento abordou tópicos como a base legal, aspectos históricos e questões críticas relativas à Reserva de Assistência Técnica Educacional e Social (Rates).

Inicialmente, Paola Londero esclareceu uma dúvida sobre as siglas Rates e Fates (Fundo de Assistência Técnica Educacional e Social), explicando que são a mesma coisa, tratando-se, a primeira, de uma nomenclatura contábil e, a segunda, sendo utilizada na legislação pertinente ao assunto. Sobre a base legal, salientou que a Rates é regida pela Lei 5.764/71; pela NBC T 10.8, que trata do aspecto da contabilização; a ITG 2004; e a Orientação Técnica da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), de 2018; além de outra orientação técnica da OCB, de março de 2020, com esclarecimentos específicos para a contabilização relativa aos fundos, neste período de pandemia.

Com base em estudo que realizou com cooperativas brasileiras de diferentes setores de atuação, a palestrante destacou questões críticas no que tange aos reflexos contábeis da destinação de fundos para assistência técnica, educacional e social. O volume da Rates no balanço patrimonial, a assistência como benefício ao cooperado e a necessidade de comunicação efetiva entre profissionais da Contabilidade e cooperados estiveram entre os pontos abordados. “É necessário demonstrar claramente os benefícios obtidos, talvez não por meio da linguagem contábil, mas,  de uma comunicação efetiva, de modo a demonstrar as vantagens de participar da cooperativa”, afirmou Paola.

Para a contadora Margit Kasper, a demonstração clara das reversões da Rates pelos profissionais da contabilidade aos cooperados favorece o entendimento sobre os benefícios obtidos e evidencia as vantagens de participar da cooperativa. Quanto às assembleias, que são os momentos nos quais ocorrem essas comunicações, a mediadora Carla Fabiana ressaltou que são importantes ferramentas de transparência, para propiciar conhecimento aos cooperados sobre o funcionamento das organizações.

O tema tratado é bastante amplo, perguntas podem ser encaminhadas para o e-mail nadia@crcrs.org.br, que serão todas respondidas. Quem se interessar em aprofundar o conteúdo, pode acessar a tese de doutorado de Paola Londero, “Reconhecimento, mensuração e evidenciação dos retornos econômicos e sociais gerados pelas cooperativas agropecuárias aos seus cooperados”, no link https://bit.ly/2Sbkebu.

O vídeo completo do webinar está disponível na TV CRCRS, canal YouTube

Plenário do CFC aprova NBC sobre Auditoria de Informação Contábil Histórica Aplicável ao Setor Público

A minuta da Resolução CFC nº 1.601/2020, que altera a Resolução CFC nº 1.328/2011, inserindo a Norma Brasileira de Contabilidade de Auditoria de Informação Contábil Histórica Aplicável ao Setor Público (NBC TASP) na estrutura das NBCs, foi aprovada pelo Plenário do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) nesta quinta-feira (24).

A reunião plenária, realizada de forma on-line, contou com a participação de Fábio Túlio Filgueiras Nogueira, presidente da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon); do contador Inaldo da Paixão Santos Araújo, vice-presidente de Ensino, Pesquisa e Extensão do Instituto Rui Barbosa (IRB); de Crislayne Morais, coordenadora do Instituto; e de Sebastião Helvecio Ramos de Castro, vice-presidente de Relações Institucionais do IRB.

Fato histórico

“Queremos, com essa aprovação, elevar a auditoria das contas públicas, no Brasil, para um padrão de alta qualidade”, afirmou o presidente do CFC, Zulmir Breda. Segundo ele, o CFC vem desenvolvendo ações para contribuir para a melhoria da qualidade da informação no setor público, cujo processo deverá culminar, em 2024, com a adoção, por todos os entes da Federação, de todo o conjunto das normas da contabilidade e de auditoria do setor público convergidas ao padrão internacional, editado pela Federação Internacional de Contadores (Ifac, na sigla em inglês).

Para o vice-presidente Técnico do CFC, Idésio Coelho, a inserção da NBC TASP na estrutura das NBCs é um fato muito importante. “A contabilidade das contas públicas será preparada e também auditada de acordo com os padrões internacionais”, ele afirmou, acrescentando que isso representa um grande desafio, uma vez que o nível da auditoria pública brasileira, com essa aprovação, foi elevado ao âmbito internacional.

O presidente do CFC e o vice-presidente Técnico do Conselho ressaltaram que essa conquista, que pode ser avaliada como histórica para o Brasil, não teria sido possível sem o apoio do Instituto Rui Barbosa e da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), além do trabalho realizado pelos membros do Grupo de Estudos (GT), instituído pelo CFC para a elaboração da minuta.

“Reafirmo hoje o nosso espírito de colaboração, reconhecendo, por meio do CFC, a importância dessa categoria ao País”, disse o presidente da Atricon, Fábio Túlio Filgueiras Nogueira, referindo-se aos profissionais da contabilidade. Ainda segundo ele, é preciso reconhecer a importância de setores que, ao longo de sua trajetória, têm se apresentado como imprescindíveis ao processo democrático, e o CFC faz parte dessas entidades essenciais.

O vice-presidente de Relações Institucionais do IRB, Sebastião Helvecio Ramos de Castro, representou o presidente do Instituto Rui Barbosa, Ivan Bonilha, e disse que os 33 Tribunais de Contas (TCs), incluindo o da União (TCU), fazem parte do IRB e estarão comprometidos com a adoção da NBC TASP. “Este é um marco que engrandece o preceito constitucional da auditoria contábil”, afirmou.

Para o vice-presidente de Ensino, Pesquisa e Extensão do IRB, Inaldo da Paixão Santos Araújo, a aprovação da NBC TASP representa um grande passo no aprimoramento do controle externo no País. “Hoje vivemos um momento histórico, porque há muito o setor público buscava essas normas de auditoria. Talento, dedicação e comprometimento são qualidades que levaram a esse grande marco”, concluiu.

A NBC TASP

A Resolução contém quatro artigos e ampla explicação sobre o contexto que respalda a elaboração do normativo, cujo trabalho foi conduzido por um Grupo de Estudos instituído pelo CFC.

Os dispositivos da Norma tratam da alteração da Resolução CFC nº 1.328/2011, com a inserção da NBC TASP no escopo das NBCs; da aplicação, com nuances específicas do processo de auditoria do setor público, do que já estava previsto nas normas de auditoria do setor privado; e da vigência da nova NBC, que será a partir de 1º de janeiro de 2024, mas que poderá ser adotada, no todo ou em parte, a partir de 2021.

A NBC TASP será publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias.

Audiência e discussão pública

A minuta da Resolução CFC nº 1.601/2020 permaneceu em audiência pública no período de 19 de junho a 19 de agosto de 2020.

Além disso, o tema foi discutido durante o 2º Circuito Técnico, realizado no dia 5 de agosto, em iniciativa da Câmara Técnica do CFC. Na ocasião, o moderador do webinar, o conselheiro do CFC Antônio Carlos Sales Ferreira Júnior, ressaltou a importância do tema para o controle externo brasileiro. “No âmbito dos Tribunais de Contas, hoje nós temos a auditoria operacional, a de conformidade e a financeira; agora, estamos tratando da auditoria contábil”, afirmou.

Para quem quiser saber mais sobre a NBC TASP, está disponível, no canal do CFC no YouTube, a gravação do evento. Acesse AQUI.

Fonte: Comunicação CFC

Parabéns aos Contadores e palmas à Ciência Contábil

O Dia do Contador, comemorado em 22 de Setembro, além de homenagear uma classe hoje composta por cerca de 350 mil contadores e contadoras, presta tributo ao dia da criação oficial dos cursos universitários de Ciências Contábeis no Brasil. Instituído pelo Decreto-Lei nº 7.988, de 22 de setembro de 1945, o ensino superior para os profissionais da contabilidade é um marco na evolução da profissão e da ciência contábil no País.

O status presente da nossa profissão, com sua expertise técnica e ampla bagagem de conhecimentos, é resultante de aspectos sociais, econômicos e políticos de um passado que nos conduziu até aqui. De geração a geração, ancorada na ciência contábil, a profissão se desenvolveu e foi capaz de se reinventar quando necessário, como diante de recentes inovações tecnológicas incrementais ou disruptivas.

Neste 22 de Setembro, comemoramos 75 anos desde a assinatura do Decreto-Lei pelo presidente Getúlio Vargas. Há relatos diversos na literatura que trata da evolução do ensino de Ciências Contábeis, mas alguns dos primeiros cursos universitários instalados foram o da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o da Universidade de São Paulo (FEA-USP).

Para ser mais exato, o Decreto-Lei nº 7.988/1945 criou o ensino superior de Ciências Econômicas e de Ciências Contábeis e Atuariais. Até essa época, os cursos de contabilidade não tinham nível universitário e eram ministrados em escolas de comércio desde o início do século XX. No entanto, nossos precursores se queixavam de que a profissão, tida como de conhecimento empírico, gozava de pouco prestígio em relação a outras de grau de educação superior.

Um passo importante na história do ensino ocorreu em 1924, quando foi realizado o 1° Congresso Brasileiro de Contabilidade e foram lançadas as bases da campanha pela regulamentação da profissão e pela reforma do ensino comercial no Brasil. Duas décadas de luta foram necessárias, culminando com as assinaturas do Decreto-Lei nº 7.988, em 22 de setembro de 1945, que criou o curso superior, e do Decreto-Lei nº 9.295, em 27 de maio de 1946, que regulamentou a profissão e criou os Conselhos de Contabilidade.

A partir daí, o desenvolvimento da profissão passou a seguir um curso constante, no sentido de aumentar a cultura geral dos contadores, de provocar a evolução do pensamento contábil e de expandir as pesquisas e os conhecimentos científicos.

O curso de Ciências Contábeis e Atuariais, em sua primeira versão, contou com grade curricular que tinha as disciplinas de Contabilidade Geral; Organização e Contabilidade Industrial e Agrícola; Organização e Contabilidade Bancária; Organização e Contabilidade de Seguros; Contabilidade Pública; e Revisões e Perícia Contábil.

Simultaneamente, alguns fatos da história do Brasil passaram a exigir mais dos contadores. Na década de 1960, por exemplo, a edição da Lei de Finanças Públicas (nº 4.320/1964), que teve participação de renomados contadores na sua formulação; da Lei da Reforma Bancária (nº 4.595/1964); e da Lei do Mercado de Capitais (nº 4.728/1965) foram decisivas para a evolução do ensino e do exercício profissional.

O surgimento da auditoria como prerrogativa exclusiva dos contadores foi outro fato verificado no mercado de trabalho que exigiu que o ensino se aperfeiçoasse. Ainda, um rápido salto no desenvolvimento da profissão contábil ocorreu com a publicação da Lei das Sociedades Anônimas – nº 6.404/1976 e com a criação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), pela lei 6.385, também de 1976.

Enquanto isso, o ensino chegava à sua maturidade. Um dos primeiros núcleos de pesquisa contábil criado no País, em 1946, a Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas da Universidade de São Paulo, mais tarde denominada Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA/USP), foi pioneira, nos anos 1970, em criar a pós-graduação stricto sensu (mestrado) em Controladoria e Contabilidade. Na mesma década, foi criado o Programa de Mestrado em Ciências Contábeis da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. Já o primeiro Programa de Doutorado em Contabilidade foi implantado em 1978 na FEA/USP.

A valorização da profissão contábil seguiu ancorada nos acontecimentos econômicos e políticos nacionais e superou, com o fortalecimento da ciência contábil, a escassez de prestígio da profissão de outrora. Prova disso é que os jovens começaram a se interessar mais e mais pelo curso de ciências contábeis.

Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep) mostram que, entre os dez maiores cursos de graduação do Brasil – em relação ao número de matrículas, de ingressantes e de concluintes –, no período de 2009-2018, o curso de ciências contábeis aparece em quarto lugar, atrás apenas de Direito, Administração e Pedagogia. Em 2018, houve mais de 350 mil matrículas nos 1.489 cursos de Ciências Contábeis, oferecidos por 1.104 Instituições de Ensino Superior (IES).

Em relação à pós-graduação, atualmente, há 37 cursos de mestrado e 15 de doutorado em contabilidade.

Em homenagem às contadoras e aos contadores pelo seu Dia, faço questão de cultivar a lembrança de uma parte da história da Contabilidade: a trajetória do ensino e a evolução da ciência contábil. Das sementes plantadas pela Família Real Portuguesa para o ensino comercial e de contabilidade no Brasil, em 1808, aos dias atuais, orgulha-nos ver a profissão que abraçamos, repleta de profissionais com conhecimentos técnicos e competências intelectuais para atender às demandas heterogêneas da sociedade e da economia brasileiras.

Contador Zulmir Breda

Presidente do CFC

Live especial do CRCRS no Instagram marca o Dia do Contador

Para comemorar o 22 de setembro, Dia do Contador, de forma muito especial, o CRCRS realizou a live “Contador 5.0”, conduzida pela presidente Ana Tércia, com a presença de um convidado muito apaixonado pela profissão, o contador Rogério Rokembach, presidente do CRCRS no período 2006-2009. Irreverente, ele iniciou sua participação mostrando que estava vestindo paletó, bermuda e chinelos e brincando com a assistência, multiplicando a sua imagem na tela.

Mas, brincadeiras à parte, Rokembach defendeu que, como diz a presidente do CRCRS, “se  profissão te escolheu, é vocação!”. “Sempre digo que sou um ativista da profissão contábil. Em qualquer lugar em que ela esteja sendo solicitada, debatida, ameaçada, é certo que estrei lá, defendendo a profissão, porque sem ela, o País não funciona”, afirmou.

Sobre o novo momento que a pandemia imprimiu à Contabilidade, a presidente Ana Tércia destacou a possibilidade de o profissional estar simultaneamente em contato com muitas pessoas e instituições, a custo reduzido. Para Rokembach, além desse ganho, é preciso reconhecer que os profissionais contábeis se adaptaram muito rapidamente ao chamado “novo normal”. Sem desconsiderar o momento econômico dramático, enfrentado por vários segmentos, a mensagem é otimista, de que se pode crer em um futuro positivo para a profissão contábil e, para que essa melhoria tenha reflexos na sociedade, Rokembach recomenda que os profissionais da contabilidade sejam agentes de transformação social, aplicando seus conhecimentos para auxiliar instituições que necessitem – sejam de idosos, de crianças ou do Terceiro Setor – fazendo mais e melhor pelos que são menos favorecidos.

O vídeo comemorativo ao Dia do Contador está disponível no Instagram.

 

Segunda edição do Exame de Suficiência acontecerá em novembro deste ano

A segunda edição de 2020 do Exame de Suficiência do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) está marcada para o dia 08 de novembro deste ano (domingo), das 9h30 às 14h, seguindo o horário oficial de Brasília. A informação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (21). A aprovação nessa avaliação é um dos requisitos para a obtenção de registro profissional em Conselho Regional de Contabilidade (CRC).

De acordo com o edital, a prova será composta por questões objetivas e acontecerá na modalidade on-line. A escolha por esse formato atende as orientações nacionais e internacionais de saúde e busca proteger os candidatos do contágio da doença.

As inscrições devem ser efetuadas no período entre 14h do dia 22 de setembro de 2020 e 16h do dia 22 de outubro de 2020, somente pelo site da Consulplan (www.consulplan.net) ou pelo site do CFC (www.cfc.org.br). Os interessados devem observar o horário oficial de Brasília.

A taxa de inscrição será de R$ 50,00, devendo ser recolhida em guia própria, em favor do CFC. Já a solicitação de isenção de taxa deverá ser solicitada pelo examinando, no ato da inscrição e por meio do sistema, das 14h do dia 22 de setembro de 2020 às 14h do dia 24 de setembro de 2020, também seguindo o horário oficial de Brasília.

Para ler edital publicado no DOU, clique aqui.

Fonte: Comunicação CFC

Comissão de Estudos em Controladoria analisa os desafios do profissional desse segmento em webinar

Os desafios do profissional que atua no segmento da controladoria foi o tema proposto para discussão em webinar, promovido pela Comissão de Estudos em Controladoria do CRCRS, em 18 de setembro, com a presença do presidente do Conselho de Administração das Tintas Killing, Agostinho Dalla Valle, além da participação dos integrantes da comissão, Adauto Fröhlich (coordenador), e Daiana de Souza.

A importância do caráter multidisciplinar para o profissional da contabilidade, especialmente, para o contador que atua em controladoria, já que exerce funções em áreas diversas, foi reforçado pelo coordenador da comissão, que lembrou de um ensinamento deixado pelo seu pai. “Trata uma pequena empresa como se fosse grande, por que no momento em que ela crescer, tudo já está preparado”.

Para Daiana, para que se possa compreender o que é controladoria, deve-se ter em mente o contexto em que a empresa atua e seus stakeholders, os colaboradores, clientes, gestores, fornecedores, governo e comunidade. “A controladoria zela para que os usuários disponham de todas as informações necessárias para atingirem plenamente seus objetivos, assim como monitora o equilíbrio das relações”, explica Daiana, que, aponta a competência da imparcialidade como fundamental em um controller.

Como presidente de conselho de administração das Tintas Killing, Agostinho expôs a sua visão como usuário da controladoria, atribuindo a ela a gestão de resultados do dia a dia e ao conselho a governança do resultado. “O conselho de administração espera que a controladoria forneça um conjunto de informações em quantidade e qualidade, que permita a correta tomada de decisão”, afirmou.

No webinar, foram abordados aspectos que compreende a controladoria, sua principais atribuições, desafios para o profissional que atua nesse segmento, a função estratégica de garantir que as informações sejam adequadas ao processo decisório, e muitos outros aspectos práticos da atuação do controller. Para assistir, basta acessar a TVCRCRS no Youtube.