CRC ao vivo com Você realiza “Bate-papo tecnológico: mitos e verdades sobre o mercado da contabilidade”

“Bate-papo tecnológico: mitos e verdades sobre o mercado da contabilidade” foi o tema do CRC ao vivo com Você, realizado em 28 de outubro, que reuniu o vice-presidente de Relações Institucionais do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul (CRCRS), Ricardo Kerkhoff, o integrante da Comissão de Estudos de Tecnologia da Informação Clóvis da Rocha e o conselheiro Tairo Rolim Fracasso, que também integra a Comissão de Estudos CRCRS Jovem e o Grupo de Trabalho para Realização de Estudos sobre Experiência do Usuário.

A primeira provocação de Ricardo Kerkhoff foi “o mercado da Contabilidade está ameaçado pela tecnologia. Mito ou verdade?” Para Clóvis da Rocha, “é, ao mesmo tempo, mito e verdade”. Ele lembrou as mudanças advindas da chegada do computador aos escritórios contábeis, em meados da década de 1980, e a evolução das tecnologias que têm agilizado muito, especialmente a apresentação das obrigações assessórias. Em contrapartida, os órgãos governamentais vêm aumentando as exigências, demandando a adaptação contínua dos profissionais da contabilidade. “Mas, a profissão não acabou por isso, ela se beneficiou com isso”, comenta Clóvis, que acredita que estamos vivendo uma segunda transformação, com os processos de robotização e a inteligência artificial. Por outro lado, para o profissional que usa a informação contábil para suprir seu cliente com vistas à tomada de decisão, abre-se um horizonte muito grande. Sobre esse contexto, Ricardo Kerkhoff acrescenta que o avanço tecnológico tem propiciado uma abreviação do tempo para o fornecimento de informações aos clientes.

Tairo Fracasso concorda que o impacto da tecnologia na contabilidade é positivo e ressalta que a pandemia tem contribuído para reduzir a resistência, por parte de alguns profissionais que ainda tinham dúvidas, quanto ao uso de recursos como acesso remoto, videoconferências, importação e exportação de arquivos, entre outros. Segundo ele, é necessário adaptar-se às tecnologias para não ser substituído por um profissional mais atualizado.

A adaptação às novas tecnologias, embora imprescindível, nem sempre é fácil. Ricardo Kerkhoff, que pertence à segunda geração de um escritório contábil, também fala sobre o peso da cultura para quem herda um negócio familiar. Ele alerta para a tendência de seguir “fazendo as coisas da mesma maneira, sem parar para pensar estrategicamente sobre como as coisas precisam ser feitas”.

O pensamento estratégico é a parte da contabilidade à qual a tecnologia não poderá se sobrepor, prevê Clóvis da Rocha. “A tecnologia vai substituir o trabalho rotineiro, mas não será capaz, de maneira nenhuma, de substituir as relações humanas”, conclui.

Confira o CRC ao vivo com Você “Bate-papo tecnológico: mitos e verdades sobre o mercado da contabilidade” na TV CRCRS.