CRCRS debate os desafios dos profissionais da contabilidade que atuam como executivos no Terceiro Setor

As reflexões do auditor e conselheiro de empresas Rogério Rokembach e da coordenadora da Comissão de Estudos do Terceiro Setor do CRCRS, Grace de Avila Rodrigues, aqueceram o final da tarde de 29 de julho de profissionais e estudantes de Contabilidade, com o painel “Terceiro Setor e os desafios do executivo”.  O evento, que debateu aspectos do trabalho desenvolvido por entidades com objetivos sociais e sem fins lucrativos, foi certificado e pontuou para o Programa de Educação Profissional Continuada. A transmissão foi pela Plataforma Teams e pela TV CRCRS, canal do YouTube.

Na abertura, a presidente do CRCRS, Ana Tércia L. Rodrigues destacou a relação do Terceiro Setor com a ajuda aos menos favorecidos para enfrentarem as condições climáticas que têm trazido muito frio, especialmente, à Região Sul do Brasil. “O Terceiro Setor é um calor que vem do coração e também das ações que se desenvolvem no âmbito do voluntariado e do assistencialismo, às vezes, tão mal compreendido, mas tão necessário em momentos como este, de pandemia e de frio extremo”, afirmou.

A presidente do CRCRS salientou, ainda, seus votos de que o Terceiro Setor seja, cada vez, mais transformado em uma área com boa regulação e melhores práticas de gestão, por meio do controle e da governança, para ter, como os demais setores da economia, cada vez mais empresas de sucesso.

Na sequência, a coordenadora da Comissão de Estudos do Terceiro Setor, Grace de Avila Rodrigues frisou a necessidade de os profissionais da contabilidade buscarem a capacitação continuada como forma de tornar a classe contábil não apenas uma categoria capaz de prestar serviços de consultoria na área, mas, de alcançar o reconhecimento pela sociedade como referência sobre o tema.

Para dar uma ideia da relevância do Terceiro Setor, a contadora apontou, entre diversos números do Fórum Nacional das Entidades Filantrópicas (Fonif), em 2021, o atendimento de 60% dos procedimentos de alta complexidade do SUS, no Estado; pelo menos 725 mil estudantes bolsistas; e, na área da assistência social, mais de 5.800 instituições voltadas ao atendimento de cerca de 3 milhões e 600 mil pessoas em situação de vulnerabilidade. “O contador é protagonista no controle de todos esses processos”, sublinhou Grace Rodrigues. Por isso, a importância da formação continuada para assegurar a excelência da atividade contábil no Terceiro Setor, reforçou a coordenadora da comissão.

Ao enfatizar a importância de gestos de carinho e solidariedade, o auditor Rogério Rokembach iniciou sua participação apelando a todos que possam, para que façam alguma doação a fim de ajudar quem precisa a se alimentar melhor e a se aquecer no frio.

Sobre a necessidade de fazer o Terceiro Setor avançar como um todo quanto à qualidade da gestão, Rokembach, destacou que é preciso qualificar os profissionais da contabilidade que atuam como executivos na área, uma vez que o sucesso na busca de financiamentos de bons projetos só se efetivará por meio da transparência e do compliance. Nesse sentido, no entendimento do auditor, o profissional da contabilidade desempenha um papel de estruturador executivo, papel esse capaz de conferir às entidades do Terceiro Setor orçamento, ferramentas de gestão, números estruturados, explicados e publicados – itens que podem alavancar o sucesso das entidades e que são todos atribuições de profissionais da contabilidade.

Para Rogério Rokembach, também é imprescindível que o profissional da contabilidade seja capaz de transmitir os dados contábeis e de transformá-los em informações concretas que tragam benefícios à entidade e, por consequência, favoreçam a sociedade.

Sobre esse aspecto, a coordenadora Grace Rodrigues apontou que as habilidades a serem desenvolvidas pelos profissionais da contabilidade precisam ir além do âmbito técnico. É o caso da boa comunicação, com diferentes públicos.

Como lembrou Rokembach, comunicar-se bem é indispensável, pois de nada adianta o profissional fazer a demonstração contábil dentro da norma se não souber traduzir para todos os públicos o que essas informações significam. “Esse é o verdadeiro papel, o desafio do executivo”, afirmou o auditor.

Esses e outros aspectos desafiadores da atividade contábil no Terceiro Setor estão disponíveis na TV CRCRS, canal do YouTube. Confira!