Em visita a Porto Alegre, presidente da Associação Interamericana de Contabilidade faz balanço de sua gestão e garante surpresas positivas para o megaevento de outubro

Este ano, com a decisão desafiadora e arrojada dos presidentes do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Zulmir Breda, da Associação Interamericana de Contabilidade (AIC), Maria Clara Bugarim, e do Conselho Regional de Contabilidade (CRCS), Ana Tércia L. Rodrigues, de reunirem dois grandes e tradicionais eventos da contabilidade em uma única ocasião, ou seja, promover simultaneamente a XXXIV Conferência Interamericana de Contabilidade e XVIII Convenção de Contabilidade do RS, a prospecção de temas contemporâneos e palestrantes de renome nacional e internacional e o compromisso de realizar um megaevento passou a ser a meta principal dos gestores e dos colaboradores das entidades envolvidas.

Em visita a Porto Alegre, para deliberar mais algumas providências em conjunto com os presidentes Zulmir e Ana Tércia, a presidente Maria Clara, que foi a primeira mulher a assumir a presidência da  AIC, em 2019, fez um balanço desse tempo à frente da entidade e deu uma palinha sobre o que está sendo preparado para esperar os profissionais e estudantes de contabilidade, em outubro, nesse megaevento.

Maria Clara foi empossada presidente da AIC, em Cartagena (Colômbia), na XXXIII Conferência Interamericana de Contabilidade (CIC), em 2019, e, neste ano, passará a presidência ao seu sucessor ou sucessora, no Brasil, durante a realização da XXXIV CIC, que acontecerá de 19 a 21 de outubro, em Porto Alegre. A expectativa da presidente da AIC é de que esse será um momento de surpresa positiva. Por todo o trabalho de preparação que vem sendo realizado e pela própria tradição da Convenção, acredita que o evento híbrido será a marca de um momento emblemático, no qual, a profissão entenderá, mais uma vez, sua força, resiliência e capacidade de superação.

Até que se definisse a realização da XXXIV CIC em Porto Alegre, foram dois anos de muitos desafios. “Antes de tudo, foi desenvolvido um trabalho para assegurar que tivéssemos o privilégio de concluir nosso mandato no nosso País, porque já havia uma negociação de dois outros países para sediar a XXXIV CIC. Aí, com todo o apoio do presidente Zulmir, dos organismos patrocinadores, CFC e Ibracon, trabalhamos e conseguimos fazer aqui essa nossa despedida. Foi o primeiro trabalho importante que foi feito”, conta Maria Clara, lembrando, também que o Rio Grande do Sul ofereceu todo o suporte necessário para a realização, dentro do possível e com toda a responsabilidade, de uma conferência lindíssima, com todos os cuidados, atendendo a todas as disposições legais em relação à segurança, mas mantendo a tradição das conferências anteriores e da própria Convenção.

A gestão à frente da AIC 

Apesar da trajetória consolidada pela experiência em entidades no Brasil, Maria Clara vê a chegada a uma associação latino-americana junto com a pandemia como um desafio gigantesco. “Entendemos que se trata de uma responsabilidade imensa, não só com a AIC, mas com o próprio Brasil. Não é a Maria Clara que chegou a essa posição, não é uma profissional, é o nosso País e tudo o que representamos no contexto da América Latina”, explica.

Segundo a presidente da AIC, o reconhecimento ao protagonismo do Sistema Contábil Brasileiro, não só no âmbito da América Latina, mas também mundial, pode ser observado no respeito institucional dedicado pelo IASB e por todos os organismos à  trajetória e ao modo como o Sistema é conduzido. A responsabilidade imensa serviu como estímulo para que, mesmo diante de uma crise tão forte, a gestão se reinventasse. “Hoje, nossos números são muito precisos. Sem falsa modéstia, fizemos uma gestão muito exitosa”, avalia.

Inicialmente, o próprio idioma foi uma dificuldade – o Brasil é o único país dentro da AIC que não fala espanhol. Contudo, isso não impediu o desenvolvimento de um planejamento estratégico consistente, tendo a proximidade como palavra de ordem e um projeto, que foi o carro-chefe da gestão, baseado na bandeira da integridade e da transparência, para o qual buscou apoio, aqui no Brasil, tanto da Controladoria Geral da União (CGU), quanto do próprio Ministério das Relações Exteriores.

Maria Clara ressalta, ainda, que o sucesso na missão de representar o protagonismo da Contabilidade brasileira também foi devido ao respaldo indiscutível do Conselho Federal de Contabilidade. “Não me canso de agradecer o apoio do presidente Zulmir que permitiu, apesar de todas as dificuldades do contexto de pandemia, que conseguíssemos estruturar a nova sede da AIC, recém-entregue, no Panamá”, destacou. Citou também, entre as muitas realizações de sua gestão, o trabalho das 11 comissões técnicas; a criação de um projeto de podcast; a edição de uma revista e de boletins informativos quinzenais; a repaginação do site da entidade e o arsenal extremamente robusto de conteúdos oferecidos por meio do canal da AIC, fruto do trabalho das comissões técnicas.

Maria Clara Bugarim, presidente da Associação Interamericana de Contabilidade (AIC)

Sobre a Associação Interamericana de Contabilidade (AIC)

A AIC é a organização de contabilidade internacional mais antiga do mundo, fundada em 1949, com o objetivo de integrar os contadores do continente americano, assumir o compromisso de sua representação e promover o constante aprimoramento da qualificação dos profissionais, seus conhecimentos e deveres sociais.

Com mais de 60 anos de atividade institucional, a AIC tem contribuído para fortalecer as organizações profissionais de contadores nos países americanos que a patrocinam, além de participar ativamente no desenvolvimento  harmônico da prática livre da Contabilidade (extraído do site contadores-aic.org).