Proteção ao patrimônio é tema de debate na XXXIV CIC e XVIII CCRS

Entre os temas abordados no primeiro dia do megaevento, que reúne mais de 2400 participantes, estiveram em pauta as consequências decorrentes das oscilações da economia. Os especialistas em finanças Felipe Macedo, sócio na Messem Investimentos, e Fernando Ferreira, estrategista-chefe na XP Investimentos, discutiram assunto no painel “Como proteger seu patrimônio em momentos de adversidade”. Em formato híbrido – Felipe participou presencialmente e Fernando, on-line -, com moderação da ouvidora do CRCRS, Cristiani Fonseca de Souza, o painel integrou o Ecossistema Criatividade e Tecnologia.

Felipe Macedo e Cristiani Fonseca de Souza participaram presencialmente | Foto Jackson Ciceri/Imprensa CIC-CCRS

Inicialmente, o palestrante Felipe Macedo contou um pouco da história da XP Investimentos, empresa que iniciou suas atividades há 20 anos, em Porto Alegre, em uma pequena sala no bairro Moinhos de Vento. Hoje, com uma carteira de mais de 3 milhões de clientes ativos e cerca de R$ 715 bilhões em valores sob custódia, é parte integrante da XP Inc., que concentra diversas marcas do mercado financeiro e atua em vários segmentos e países, atendendo todos os perfis de investidor. A Messem Investimentos, de Caxias do Sul, é afiliada da XP. Ambas partilham os objetivos de democratizar investimentos financeiros para todos os perfis de clientes e têm em comum a história de terem se reinventado na crise.

Fernando Ferreira, estrategista-chefe da XP Investimentos, no telão | Foto Jackson Ciceri/Imprensa CIC_CCRS

Foi com essas experiências que aprenderam e hoje recomendam a readaptação rápida dos investimentos como um dos melhores caminhos para evitar perdas de patrimônio, que podem ser decisivas para a sobrevivência dos negócios. Em tempos de incerteza, é necessário ter cautela e fazer o uso correto de ferramentas como seguros e gestão financeira adequada.

De acordo com Fernando Ferreira, neste período de economia globalizada, fatores internos, como atraso nas reformas administrativa e do imposto de renda, e externos, como dificuldades de produção na China, contribuem para a crise econômica e aumentam o risco fiscal no Brasil. Mas, segundo ele, mesmo assim, a dica é manter os investimentos e sempre de forma diversificada.

“O Brasil continua sendo barato por conta das commodities. Hoje, apenas 1% dos brasileiros aloca seus investimentos no mercado internacional, quando cerca de 98% das oportunidades estão fora daqui”, explica. Por isso é recomendável estudar os ativos de melhor performance e avaliar os fundos internacionais, uma novidade no mercado brasileiro que pode ser bastante interessante, afirma Fernando.

Por Ruvana De Carli – Comunicação CRCRS