Entrega da declaração negativa ao COAF em discussão

Em 23 de fevereiro, um número expressivo de profissionais da contabilidade participou do fórum de debate, realizado no auditório do CRCRS, com o objetivo de esclarecer aspectos referentes à entrega da declaração negativa ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), cuja data limite era 28 de fevereiro. Estão obrigados a efetuarem a declaração os profissionais que atuam na área contábil e organizações contábeis que realizaram, mesmo que eventualmente, serviços de assessoria, consultoria, contadoria, auditoria, aconselhamento ou assistência. Na declaração negativa, os profissionais da contabilidade que atuam nos segmentos citados devem comunicar a não ocorrência de transações ou operações passíveis de serem comunicadas ao Coaf.

Foram convidados para debaterem o tema Diogo Chamun, presidente do Sescon/RS;  Enory Spinelli, empresário contábil e ex-presidente do CRCRS; Luiz Fernando de Nóbrega, vice-presidente de Fiscalização do CFC; Moacir Carbonera, vice-presidente da Região Sul da Fenancon; e Glicério Bergesch, 1º vice-presidente Administrativo da Federacon. A mediação ficou por conta do vice-presidente de Fiscalização do CRCRS, Mário Karczeski.

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Spinelli - coaf

Enory Spinelli abriu o debate falando de como surgiu a lei de lavagem de dinheiro no Brasil – Lei nº 9.613,que posteriormente foi alterada pela lei nº 12.683. Abordou também a necessidade do CFC de editar a Resolução nº 1.445 como forma de regulamentar a referida lei. Para Spinelli, contador não faz denúncia, apensa repassa informação negativa ou positiva. “Conheça bem o seu cliente”, aconselha.

Luiz Fernando - coaf

Luiz Fernando: “Os esforços do Conselho Federal de Contabilidade têm sido no sentido de disseminar e conscientizar os profissionais da contabilidade sobre os efeitos da Resolução nº 1.445”. O vice-presidente de Fiscalização do CFC considera a lei de lavagem de dinheiro uma quebra de paradigma.

Carbonera - coaf

Carbonera afirmou que a Fenacon tem como objetivo principal simplificar a legislação e, portanto, as reivindicações, nesse sentido, devem ser encaminhadas à entidade.

 

Chamun - Coaf

Chamun disse que a lei de lavagem de dinheiro é impactante e suas condições devem ser amenizadas para evitar situações desconfortáveis para os profissional da contabilidade.

 

Glicério - Coaf

“Temos que conhecer os nossos clientes”, reafirma Glicério

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A interação com o público foi intensa. Muitas perguntas foram colocadas aos debatedores.