Conselho de Contabilidade promove seminário em Erechim

No dia 29 de maio, o município de Erechim recebeu o Seminário de Assuntos Contábeis, evento que o Conselho Regional de Contabilidade do RS (CRCRS) promove em todas as regiões do Estado. O contador Pedro Grabril Kenne da Silva, vice-presidente de Relações Institucionais do CRCRS, na oportunidade representando o presidente da entidade Antônio Palácios, em seu pronunciamento, salientou a importância da participação dos profissionais que atuam na área contábil nos seminários para se atualizarem e aprimorarem seus conhecimentos. Lembrou ainda os outros recursos que o CRCRS disponibiliza aos profissionais também com vistas a constante atualização, tais como: palestras on-line todas as quartas-feiras, rádio e TV CRCRS, entre outros.

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Mateus Benincá, delegado regional do CRCRS em Erechim, deu as boas-vindas aos mais de 100 participantes ao Seminário

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O prefeito de Erechim, Paulo Polis, foi representado pelo secretário da Fazenda, o técnico em contabilidade Jandir Santolin.

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Pedro Gabril Kenne da Silva, vice-presidente de Relações Institucionais do CRCRS, na ocasião representando o presidente do CRCRS Antônio Palácios, fez a abertura do Seminário, expondo as funções precípuas do Conselho.

Em seguida teve início o painel sobre Lei Anticorrupção e Lei Lavagem de Dinheiro, no qual a contadora Mônica Foerster, coordenadora da Comissão de Estudos de Auditoria Independente do CRCRS, e o Juiz de Direito da 2ª Vara Cível de Erechim, Juliano Rossi, abordaram os aspectos legais e a inserção do profissional da contabilidade no contexto.

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Na bancada: Mário Karczeski, vice-presidente de Fiscalização do CRCRS e, na oportunidade, moderador do painel; Juliano Rossi, Juiz de Direito da 2ª Vara Cível de Erechim. Painelista: Mônica Foerster.

Mônica citou os três métodos do esquema típico de lavagem de dinheiro: colocação, ocultação e reintegração. Relembrou a origem da expressão “lavagem de dinheiro”, que surgiu com o gângster norte-americano Al Capone, quando, em 1928, comprou uma rede de lavanderias em Chicago para encobrir o dinehiro ilícito proveniente de negócios ilegais.

A contadora falou também da legislação no Brasil, que prevê, entre outros aspectos, a extinção do rol taxativo de crimes antecedentes, ampliação dos agentes que devem informar transações suspeitas, a obrigatoriedade de pessoas físicas ou jurídicas de prestarem as informações, mesmo que eventualmente exerçam serviços de assessoria, consultoria, contadoria, auditoria. Enfocou a Resolução CFC nº 1.445 de 2013, que regula a Lei da Lavagem de Dinheiro, apontando a atenção especial que deve ser dada as operações de compra e venda de imóveis; de abertura ou gestão de contas bancárias, de poupança, investimento ou de valores mobiliários; de criação, exploração ou gestão de sociedade de qualquer natureza.

Já em relação a Lei nº 12.846 de 2013 -Lei Anticorrupção, o Juiz Juliano citou uma curiosidade: embora a lei seja chamada de anticorrupção, ela não fala em corrupção. Entretanto a grande novidade foi a possibilidade de punição das pessoas jurídicas, tanto na esfera civil como administrativa., de forma objetiva, sem a comprovação da culpa, negligência ou imprudência. Podem ser punidas todas as empresas brasileiras,  inclusive as estrangeiras com sede no Brasil, associações, entidades. São considerados atos lesivos os que incidem sobre o patrimônio público e princípios da constituição.

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Painelista: Juliano Rossi, Juiz de Direito da 2ª Vara Cível de Erechim.

Paralelamente ao painel, o vice-presidente de Relações Institucionais, Pedro Gabril, reuniu-se com as autoridades presentes no evento para falar das ações de responsabilidade social promovidas pelo Sistema CFC/CRCs, como o Programa de Voluntariado da Classe Contábil (PVCC). Na ocasião, foi dado um enfoque especial para  a necessidade de estimular a destinação de parte do imposto de renda, pessoa física, aos Fundos da Criança e do Adolescente e ao Fundo do Idoso.

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Márcio Mâncio, empresário na área de consultoria, foi o encarregado de retomar as atividades na parte da tarde, falando sobre as ações que fazem a diferença no sucesso da profissão.

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Márcio Mâncio

“Recuperação judicial das empresas”, foi o tema que André Koller Di Francesco Longo, especialista em Ciências Penais, apresentou aos participantes. Iniciou mostrando a importância do profissional da contabilidade nos dias atuais. Afirmou que nos Estados Unidos é a segunda profissão mais rentável.

André retrocedeu no tempo para explicar o surgimento da recuperação judicial, que teve início, no Brasil, em 2005, com base na Teoria das Restrições, e acrescentou que o plano de recuperação é um equilíbrio econométrico. Alguns pontos da recuperação judicial: analisar e conhecer os problemas, organizar e alocar os recursos, negociar, tomar decisões, entre outras. O palestrante mostrou que a estruturação da recuperação passa pelos recursos materiais, financeiros, humanos, administrativos e mercadológicos. Falou ainda da recuperação extrajudicial, que restringe hipoteca, dívidas trabalhistas e tributárias.

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André Koller Di Francesco Longo

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