Live dá dicas e orientações sobre Imposto de Renda Pessoa Física

Com a proximidade da data limite de entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física, 30 de junho, é importante esclarecer dúvidas e orientar sobre as algumas novidades. O vice-presidente Celso Luft e o presidente do Sescon-RS, Célio Levandovski, com a coordenação do vice-presidente Márcio Schuch Silveira, detalharam em live, realizada em 27 de maio, procedimentos e chamaram atenção para determinadas peculiaridades do sistema disponibilizado pela Receita Federal do Brasil.

Luft salientou a praticidade de utilizar o débito automático, tanto para o profissional da contabilidade quanto para o cliente, pois, assim,  evita a geração de DARF todo o mês. Para pagamento da primeira cota, a solicitação do débito deve ser efetuado até 10 de junho. Outra dica importante, refere-se ao pagamento de multas. Para evitar, Celso recomenda que a declaração seja enviada no prazo determinado, mesmo que faltem alguns documentos, uma vez que pode ser retificada posteriormente.

Uma das novidades apresentadas para o IRPF deste ano, foi a criação da ficha de doação, que permite que a destinação ao Funcriança e Fundo do Idoso seja feita diretamente na declaração O programa sugere automaticamente o valor.

Célio apontou as funcionalidades do site da Receita Federal do Brasil (receita.economia.gov.br), como a pesquisa da legislação, lançamentos de bens do titular. Nesse item, explicou que, no caso do casal, os bens relacionados em uma única declaração, mesmo que o bem pertença a um dependente, deverá ser marcado no item “titular” – o programa não aceita “cônjuge”.

Outros pontos fundamentais foram esclarecidos, tais como: processos em malha fina, recebimento de pensão, aplicação na bolsa, ações trabalhistas, venda de imóvel – ganho de capital, receitas oriundas de aplicativo, entre outros.

Têm muito mais dicas na live, assista e confira na TV CRCRS – Youtube.

 

CFC envia ofício à Secretaria do Trabalho e solicita reprocessamento de arquivos

O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) enviou um ofício à Secretaria Especial do Trabalho. No documento, o presidente do CFC, Zulmir Breda, solicita o reprocessamento dos arquivos, enviados antes de 06 de maio de 2020, que estão com erros ou foram rejeitados. A sugestão é que o conteúdo, já encaminhado, seja analisado para se identificar os empregados que não tiveram seus benefícios processados. E, em seguida, ser realizado um reprocessamento somente destes trabalhadores impactados.

De acordo com o Ofício n.º 998/2020, em uma verificação, por amostragem, constatou-se que os empregados sem contas bancárias não tiveram seus registros de benefícios inseridos. Dessa forma, ao se consultar o CPF, não há registro do benefício. Com base nessas informações, o Conselho acredita que os erros são desses trabalhadores e o motivo seria a falta dos dados bancários.

O texto ainda destaca que a maior parte dos empregados afetados teve seus acordos fechados no período entre 1° de abril e 05 de maio de 2020 e, dessa forma, já deveria estar recebendo o benefício. Com esse problema e a necessidade de reprocessamento das informações, o atraso no pagamento será de mais 30 dias.

O documento aponta que a grande maioria dos trabalhadores afetados é de pequenas e de médias empresas que “normalmente não dispõem de um fluxo financeiro de médio ou longo prazo que lhes permita arcar com auxílios a estes trabalhadores”. O Conselho acrescenta que esses empregados e negócios estão com dificuldades em função desse problema.

O CFC ainda lembra que, a partir da versão do Empregador Web de 05 de maio, o padrão de arquivo aceito foi modificado. Antes dessa data, eram aceitos arquivos do tipo UTF8 BOM. Após a atualização, o padrão é apenas UTF puro. Nesse sentido, o Conselho também solicita que sejam recebidos os dois padrões no reprocessamento para não gerar erro em todos os arquivos enviados com o padrão anterior.

Fonte: Comunicação CFC

Como reduzir a inadimplência, a perda de clientes e a queda de faturamento durante a crise

A discussão em torno da inadimplência, perda de clientes e queda do faturamento, em face a quarentena causada pela pandemia da Covid-19, ocorreu, por meio de webinar, em 26 de maio, com a participação do empresário contábil e criador do canal Contabilidade Consultiva, Pedro Nery, e condução do vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do CRCRS, Márcio Schuch Silveira, e da conselheira e diretora do Sescon-RS, Patrícia Arruda.

Pedro Nery, de maneira bem objetiva, apontou a necessidade das empresas de manterem uma boa gestão financeira e estratégica, exemplificando a importância a  partir de sua própria experiência, quando administrava uma empresa, antes de ser consultor da área contábil.

Nery acredita que falta aos contadores, neste momento, um maior envolvimento na gestão financeira das empresas, dos cliente, e de uma orientação aos empresários de como otimizar os custos, mostrando fluxo de caixa realizado e o fluxo de caixa projetado. Isso, segundo o consultor, é importante para que o empresário não tome decisões às cegas e perceba que as informações geradas pelos contadores podem dar um direcionamento mais seguro nos rumos dos negócios.

O consultor divide os serviços de gestão financeira em três frentes de atuação, de acordo com a realidade de cada empresa: orientação financeira, consultoria financeira e terceirização. Lembra ainda que divide os clientes por grupos e dispensa tratamento diferenciado, de acordo com a necessidade de cada um.

Por fim, atribuiu que para ser consultor são indispensáveis mudar o mindset, ter conhecimento técnico profundo e buscar treinamento.

Assista a live completa na TV CRCRS – youtube

 

Classe contábil de Passo Fundo se mobiliza em ação solidária

O SindiCONTÁBIL e o grupo de Contabilistas Ativas, com apoio do CRCRS, promoveram uma campanha em Passo Fundo para arrecadar cestas básicas, com o intuito de destinar à ONG Amor de Passo Fundo, entidade de assistência social que busca o bem-estar de famílias e pessoas em estado de vulnerabilidade, e ao Grupo de Vicentinos, que assiste famílias carentes do município desde 1916.

A entrega das cestas básicas às entidades foi realizada, em 15 de maio, pelo presidente do SindiContábil, Gustavo Ferres, e pelas integrantes do Grupo de Contabilistas Ativas, Eliane Reolon e Aline Mattana, que também é coordenadora da Comissão de Estudos do CRCRS Jovem.

Decreto-Lei nº 9.295, que cria CFC e regionais e regulamenta a profissão contábil, completa 74 anos

Há 74 anos, em 27 de maio de 1946, foi sancionado Decreto-Lei nº 9.295, que determinou a criação do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e Conselhos Regionais e definiu as atribuições do profissional que atuava na área contábil.

O decreto define as atribuições do CFC e regionais, assim como as prerrogativas dos profissionais contábeis, definindo as situações consideradas como exercício ilegal e as penalidades aplicáveis por essa infração e outras.

Em 11 de junho de 2010, o Decreto-Lei nº 9.295 foi alterado pela Lei nº 12.249, que proporcionou a regulamentação da obrigatoriedade do Exame de Suficiência, para obtenção do registro profissional, e fixou em 1º de junho de 2015 a data limite para registro de técnicos em contabilidade.

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del9295.htm

CRCRS doa alimentos ao Asilo Padre Cacique – em tempos de crise a união fortalece!

Na tarde de 20 de maio, o presidente em exercício, Celso Luft, acompanhado do coordenador da Comissão de Estudos do Voluntariado, Gerson Santos, entregou, ao Asilo Padre Cacique alimentos e roupas arrecadadas pelo CRCRS.
Celso, acredita que, neste momento de pandemia, o importante é promover ações solidárias e compartilhar um pouco de tudo com aqueles que são mais afetados por esta crise, sem precedentes.

Presidente em exercício do CRCRS, Celso Luft, e coordenador da Comissão de Estudos do Voluntariado, Gerson Santos

 

Indústria registra melhor desempenho desde o início da quarentena, aponta Boletim da Receita Estadual

A indústria gaúcha apresentou uma sensível recuperação no que diz respeito ao volume de vendas na última semana. A comparação frente a períodos equivalentes do ano passado indica que a retração passou de -15%, entre 2 e 8 de maio, para -7%, entre 9 e 15 de maio. Os dados constam na oitava edição do Boletim Semanal da Receita Estadual sobre os impactos da Covid-19 nas movimentações econômicas dos contribuintes de ICMS do Estado, disponível no site da Secretaria da Fazenda e no Receita Dados (portal de transparência da Receita Estadual). O Boletim considera o período entre 16 de março, data das primeiras medidas de quarentena no Rio Grande do Sul, e 15 de maio, última sexta-feira, tendo como fonte uma série de informações advindas dos documentos fiscais eletrônicos e dos sistemas de inteligência da Instituição.

O movimento da indústria foi influenciado pelo crescimento de setores que já demonstravam resultados positivos recorrentes, como os da área de alimentação e de produtos de limpeza, e pela recuperação de segmentos relevantes que vinham apresentando resultados negativos. O setor de bebidas, por exemplo, registrou crescimento pela primeira vez desde o início da quarentena, evoluindo do patamar de -13%, na semana anterior, para +9%, na última semana, comparando sempre a períodos equivalentes de 2019. Os setores de tratores e implementos agrícolas (de +2% para +11%) e de madeira, cimento e vidro (de +3% para +18%) são outros destaques, pois, após quedas bruscas, vêm melhorando seus desempenhos recentes de forma contundente.

Além disso, também foi determinante a redução das perdas de segmentos que ainda apontam queda, como os setores de plásticos (que passou de -36% para -11%), coureiro-calçadista (de -45% para -36%) e de têxteis e confecções (de -16% para -10%). “A melhora gradual de algumas das atividades mais afetadas também é fundamental para que possamos vislumbrar um cenário de recuperação econômica, embora ainda tenhamos quedas expressivas em diversos setores industriais”, destaca Ricardo Neves Pereira, subsecretário da Receita Estadual.

Na análise dos demais setores de atividade, o atacado também voltou a apresentar resultado positivo expressivo, passando de +13%, na semana anterior, para +16%, na última semana, frente a períodos equivalentes de 2019. Em sentido oposto, as vendas relativas no varejo retrocederam de -5% para -11%. “A análise do comportamento das vendas no varejo durante a semana do Dia das Mães, por exemplo, revelou queda de 7% nas vendas frente ao ano passado”, destaca Ricardo Neves.

Com esses movimentos, os resultados acumulados (de 16 de março a 15 de maio) reafirmam o comportamento de recuperação da economia identificado nas três semanas anteriores. Os desempenhos acumulados da indústria, atacado e varejo que haviam sido, respectivamente, de -20%, -5% e -22% na semana passada, evoluíram para -18%, -3% e -20%, na última semana.

Emissão de notas eletrônicas

O histórico recente tem apresentado tendência de estabilização das perdas, com recuperação gradual após a queda atingir o pico de 31% entre 28 de março e 3 de abril. Na última semana (9 a 15 de maio), a redução nas emissões foi de apenas 1% frente ao período equivalente de 2019.

No acumulado do período (16 de março a 15 de maio), entretanto, a redução é de 14%, representando uma diminuição do valor médio diário emitido de R$ 2,02 bilhões no período equivalente em 2019 para R$ 1,73 bilhão em 2020, ou seja, cerca de R$ 290 milhões deixaram de ser movimentados, em operações registradas nas notas eletrônicas, a cada dia.

Desempenho no varejo por Corede

No tocante ao desempenho do varejo por região do Estado, conforme os 28 Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Corede) existentes no Rio Grande do Sul, o perfil das vendas segue apresentando relação com o nível de participação na produção industrial.

  • Os Coredes com participação superior a 4%, que respondem por ¾ da produção industrial (Metropolitano Delta do Jacuí, Vale do Rio dos Sinos, Serra, Sul, Vale do Taquari e Vale do Rio Pardo), apresentam, em média, os piores resultados, na ordem de -15%.
  • Os Coredes com participação entre 1% e 4% (10 unidades) exibem perdas, em média, de -3%.
  • Os Coredes com participação inferior a 1% na indústria (12 unidades) são os que apresentam os melhores resultados, de -1%, em média.

Combustíveis

No acumulado (16 de março a 15 de maio), o combustível com maior queda no volume de vendas segue sendo o etanol (-61%), seguido pela gasolina comum (-27%) e pelo óleo diesel S-500 (-19%). O óleo diesel S-10 apresenta crescimento de 4%. Somando os quatro combustíveis, a redução média é de 21%.

Em relação ao preço médio, os quatro combustíveis analisados têm apresentado movimento de queda no período recente, reflexo da atual conjuntura internacional acerca do petróleo. A gasolina comum, por exemplo, chegou a atingir R$ 4,79 no final de janeiro, estava em R$ 4,62 no dia 16 de março e passou ao patamar de R$ 3,81 no dia 6 de maio. Após, atingiu R$ 3,88 no dia 15 de maio, última data de análise do Boletim, podendo representar uma tendência de recomposição nos preços.

Transporte de cargas

Em média, na última semana, a emissão de Conhecimentos de Transporte Eletrônicos (CT-e), documento fiscal digital emitido pelas transportadoras de carga para cobrir as mercadorias entre a localidade de origem e o destinatário da carga, foi 9% inferior ao observado em período correspondente do ano de 2019. O número revela expressiva recuperação da atividade de transporte de cargas, tendo em vista que essas perdas relativas já estiveram no patamar de -40%, no início de abril. O maior impacto negativo ocorre nas operações interestaduais, na ordem de -15%, enquanto as operações no Estado registram queda de apenas 6%.

Transporte de passageiros

A aquisição de Bilhetes de Passagem Eletrônicos (BP-e), documento digital emitido pelas transportadoras que identifica as prestações de serviço de transporte de passageiros, demonstra que a atividade de transporte de passageiros está se recuperando gradualmente. A média recente de documentos emitidos (30 mil por dia), embora seja significativamente inferior à média observada no período pré-crise (103 mil por dia), é o dobro da quantidade de emissões do início de abril (14 mil por dia). O maior impacto ocorre no transporte interestadual de passageiros.

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Texto: Ascom Fazenda/ Receita Estadual