Entidades divulgam manifesto contra cobrança pelo uso da plataforma Integra Contador

A Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícia, Informações e Pesquisas (FENACON), o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e o Instituto de Auditoria Independente do Brasil (Ibracon) divulgaram, na noite desta quarta-feira (28/09), manifesto contra a nova plataforma de prestação de serviços contábeis e fiscais, Integra Contador, em razão da cobrança pelo uso da plataforma.

A Integra Contador permite o acesso automatizado a um conjunto de informações que só estavam disponíveis por consulta individualizada no Centro Virtual de Atendimento da Receita Federal (e-CAC). A ferramenta oferece, inicialmente, 27 serviços em sete APIs (Application Programming Interface). Dentre os principais, estão os relacionados ao Simples Nacional e MEI, consulta e transmissão de DCTFWeb, consulta de pagamentos realizados, emissão de DARF, dentre outros.

“O acesso a essas informações é primordial ao profissional contábil que necessita entregar as obrigações acessórias dos seus clientes no prazo legal. As empresas contábeis tratam diariamente de centenas de dados fiscais de seus clientes, e apesar de todo o corpo técnico qualificado da empresa contábil, não é difícil de se encontrar dificuldade no cumprimento das obrigações fiscais causadas por sistemas da Administração Pública que por vezes não suporta o volume dos dados transmitidos”, diz o manifesto assinado pelas entidades que trabalham junto a todas as categorias econômicas.

Ainda segundo as entidades, a mercantilização da plataforma é uma situação que está em total desacordo com o que é defendido por dois principais motivos. “Primeiro que a criação da plataforma é feita por empresa pública e com intuito de facilitar o acesso a transmissões de dados obrigatórios pelo contribuinte (ou seu contador), ou seja, a API é um meio para que os contribuintes – pessoa física ou jurídica, cumpram com suas obrigações fiscais; segundo que os custos financeiros para uso dessa plataforma recairão diretamente ao contribuinte, que já arca com grandes dispêndios financeiros para custear o cumprimento das suas obrigações acessórias. É de se ressaltar que não pode ser transferido ao contribuinte o ônus da ineficiência na prestação dos serviços online que são obrigatórios ao próprio contribuinte”, reitera o comunicado.

O manifesto destaca ainda que as entidades entendem que a nomenclatura “Integra Contador” não faz jus à API, pois a atividade que é fornecida na plataforma é do contribuinte ao governo, e propõem a alteração do nome da API para que não haja indevida associação ao ônus dessa plataforma diretamente ao profissional contábil.

“Nós sempre lembramos que estaria fora de cogitação qualquer tipo de ônus que recaísse nas obrigações contábeis e nos contribuintes. Agora, a Receita Federal, que se retirou das últimas reuniões, quando se começou a discutir a questão dos preços, disse que se trataria de um problema entre Serpro, empresas de TI e escritórios de contabilidade, inclusive divulgando tabelas de preços com as quais não concordamos pagar”, explica o presidente da FENACON, Daniel Coêlho.

Ele ressalta que as empresas de TI podem, se assim desejarem, contratar o serviço, mas sem repassar custos. “Se julgarem que a ferramenta, de alguma maneira, vai otimizar os processos, tudo bem, não nos opomos. A questão é não repassar o valor para nós, e isso já ficou claro em diversas reuniões”, ressalta Coêlho.

Fonte: Comunicação CFC

Confira o gabarito preliminar da prova objetiva do Exame de Suficiência

Já está disponível o gabarito preliminar da prova objetiva referente ao Exame de Suficiência do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), que ocorreu neste último domingo (18). Para consultar, basta acessar o site da Consulplan, banca do exame.

Os candidatos interessados em interpor recurso contra o gabarito preliminar terão dois dias, a partir do dia subsequente ao da divulgação, e deverão realizar em requerimento próprio disponibilizado no link correspondente no site da Consulplan, conforme dispõe o edital.

A interposição de recurso acontece de 00h00 do dia 20 de setembro de 2022 às 23h59 do dia 21 de setembro de 2022. Se houver anulação de qualquer questão, por força de deferimento de recurso julgado procedente, essas alterações pontuarão todos os examinados que tenham errado a questão antes de sua anulação, independentemente de terem, ou não, interposto recurso.

A divulgação da resposta aos recursos contra o Gabarito Preliminar e Resultado Final Preliminar está prevista para o dia 19 de outubro de 2022.

O exame é um dos requisitos para obtenção do registro profissional nos Conselhos Regionais de Contabilidade (CRCs). Ao todo, as provas foram aplicadas em 118 cidades, em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal (DF), com a participação de 43.850 examinandos.

De acordo com o edital, cada candidato poderá interpor um recurso por questão, limitado a cinco mil caracteres cada recurso. Para saber mais, acompanhe no site da Consulplan.

Fonte: Comunicação CFC

AVISO AOS CONTRIBUINTES – EFD CONTRIBUIÇÕES

A Receita Federal, ciente da emissão indevida de multas por atraso na entrega da EFD-Contribuições, está atuando junto ao Serpro para normalizar o ambiente de recepção. Eventuais multas emitidas de forma indevida, relativas ao mês de julho/2022, transmitidas em 15/09/2022, serão automaticamente excluídas, não sendo necessário nenhuma ação por parte dos contribuintes.

Fonte: SPED – Receita Federal

Na Conexão Contábil Sul, presidente do CRCRS fala sobre soft skills na formação do profissional

Após a cerimônia de abertura do evento, realizado em Curitiba, no CRCPR, nos dias 30 e 31 de agosto, um painel, conduzido pelo conselheiro do CFC Haroldo Santos Filho, reuniu os presidentes do CRCRS, Márcio Schuch Silveira, do CRCPR, Laudelino Jochem, e o conselheiro do CFC, Elias Neto, para falarem de “Inovação em Tecnologia e soft skills na formação do profissional da contabilidade”.

Schuch iniciou sua manifestação enfatizou a rapidez com que as mudanças estão ocorrendo e a necessidade de acompanhar essa evolução. Salientou, ainda, a importância de pautar as atividades em três pilares fundamentais: ética, integridade e profissionalismo, que considera um desafio diário diante das diversas situações que se apresentam constantemente.

“Não adianta pensar em soft skills sem estar pautado na ética, integridade e profissionalismo”, concluiu o presidente do CRCRS, que apresentou pesquisas realizadas pela CGMA – Competency Framework sobre competências. Na edição de 2019, a pesquisa apontou cinco áreas de conhecimento: habilidades técnicas, de negócios, de pessoas, liderança e digital skills.

Conforme definição: “O CGMA Competency Framework (edição de 2019) foi desenvolvido para ajudar contadores gerenciais, profissionais de finanças e seus empregadores a entender os requisitos de conhecimento e avaliar as habilidades necessárias para as funções atuais e desejadas. A estrutura é sustentada pela necessidade de objetividade, integridade e comportamento ético, e inclui um compromisso contínuo de adquirir novas habilidades e conhecimentos”.

O Conexão Contábil, organizado pelo Sistema CFC/CRCs e voltada para discussões sobre o futuro e o desenvolvimento da Contabilidade, é gratuito, será realizado em todas as regiões do País, no formato híbrido, e pontua para o Programa de Educação Continuada do CFC. O evento já aconteceu nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul. A próxima parada será em Manaus, nos dias 27 e 28 de setembro (região Norte).

Clique aqui e confira o painel.

 

RS elimina Substituição Tributária para mais quatro grupos de mercadorias

O Estado do Rio Grande do Sul está excluindo da Substituição Tributária (ST) as operações envolvendo mais quatro grupos de mercadorias. A medida consta no Decreto Nº 56.633, publicado no Diário Oficial desta terça-feira (30/8), e é válida a partir de 1º de outubro de 2022. Os setores e grupos de produtos abrangidos são: lâmpadas elétricas, diodos e aparelhos de iluminação; água mineral; produtos alimentícios; e materiais de limpeza.

Além da água mineral, diversas bebidas estão sendo retiradas da ST por meio do grupo de produtos alimentícios. Alguns exemplos são sucos de frutas, água de coco, bebidas prontas à base de mate ou chá, bebidas prontas à base de café e bebidas lácteas, entre outras. Já os refrigerantes, energéticos e cervejas, por exemplo, permanecem na sistemática. As carnes de gado bovino, ovino, bufalino, suíno e aves, bem como os demais produtos comestíveis resultantes do abate, também seguem no regime de ST.

A medida é baseada em estudos econômico-tributários e atende demanda dos setores econômicos, visando à simplificação da tributação e das obrigações relacionadas. Além disso, com as mudanças, a Administração Tributária gaúcha irá ampliar os controles sobre as operações realizadas no varejo para combater a informalidade e a inadimplência, buscando garantir uma concorrência leal entre as empresas.

Em julho, oito grupos de mercadorias já haviam sido retirados da ST por meio do Decreto Nº 56.541, publicado no Diário Oficial de 9 de junho: pneumáticos de bicicletas, aparelhos celulares, produtos eletrônicos, artefatos de uso doméstico, ferramentas, artigos de papelaria, materiais elétricos e máquinas e aparelhos mecânicos. O setor do vinho também já havia sido retirado da ST em 2019.

A sistemática da ST foi instituída no RS e em outros estados brasileiros por apresentar, para o Estado, a vantagem de concentrar a arrecadação do ICMS em apenas uma etapa do processo produtivo de determinados bens. Por outro lado, para os contribuintes que estão nas etapas posteriores ao recolhimento do imposto, o mecanismo possibilita ampla simplificação pela não realização das tarefas necessárias para a determinação do ICMS devido por eles.

Com as recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), em especial com o fim da “definitividade” do ICMS recolhido sob a sistemática da ST, no entanto, o Estado teve de monitorar a arrecadação em todos os elos das cadeias de distribuição. Já os contribuintes que recebem os produtos já tributados, por sua vez, passaram a fazer pagamentos adicionais (quando a base de cálculo da retenção foi inferior ao preço final efetivamente praticado) ou a solicitar ressarcimentos mensais do ICMS (quando a base de cálculo da retenção foi superior ao preço final efetivamente praticado), com o objetivo de “ajustar” o imposto inicialmente estimado ao imposto calculado com base nos valores reais das operações.

Diante da alteração, portanto, as principais virtudes atribuídas à ST, especialmente a simplificação para os contribuintes, foram substituídas por uma sistemática mais complexa que a exigida no sistema tradicional de “débito x crédito”. A Receita Estadual iniciou um processo de revisão criteriosa da ST para avaliar em quais casos tal sistemática ainda é válida para o Estado e para os contribuintes e, por outro lado, para quais produtos é mais conveniente retornar ao sistema tradicional.

Os estudos e o relacionamento com os setores econômicos resultaram, até o momento, na identificação e na eliminação da ST para 12 grupos de mercadorias. A decisão considera a evolução nos sistemas de controles fiscais nos últimos anos e as vantagens decorrentes da simplificação da forma de apuração ao retirar as atuais complexidades inerentes à exigência do imposto por ST. Outros grupos de operações com mercadorias também estão em fase de estudo pela Administração Tributária.

Entenda as mudanças na sistemática da ST

• A sistemática da ST estabelece que um contribuinte da cadeia produtiva recolhe o imposto pelos demais a partir de um valor de mercadoria presumido.

• Em 2016, o STF definiu, por meio do Recurso Extraordinário nº 593.849, a possibilidade de restituição ao contribuinte do ICMS-ST pago a maior e a complementação ao Estado do ICMS-ST pago a menor quando há diferença entre a base de cálculo presumida e o preço final efetivamente praticado na operação. A alteração de entendimento motivou ações judiciais nos estados e criou uma série de dificuldades operacionais para o Fisco e para os contribuintes, retirando um dos principais objetivos da sistemática, que era a redução do universo de contribuintes submetidos à fiscalização, obrigando o controle de todas as operações subsequentes para verificar a correção dos valores de imposto a restituir ou a complementar apurados.

• Após um amplo debate, adaptações de legislação e de sistemas de controle, o RS passou a exigir dos contribuintes a apuração do chamado “Ajuste ST” no início do ano de 2019. No entanto, a sistemática implementada é complexa, gerando uma série de dificuldades para os contribuintes e para o próprio Fisco no controle da apuração. Além dos problemas operacionais, também foram verificadas uma série de distorções em diversos segmentos e regiões, referentes a práticas de mercado ou diferenças regionais de preços que não geravam impacto na sistemática original da ST.

• Com o objetivo de adequar as distorções e com a autorização do Convênio ICMS nº 67/19, no ano de 2020 o RS instituiu Regime Optativo de Tributação da Substituição Tributária (ROT-ST), viabilizando que parte dos contribuintes optassem pela não aplicação do Ajuste ST. Apesar da solução, as dificuldades de controle seguiram existindo, pois os contribuintes com valores a restituir significativos continuaram realizando o Ajuste ST. Além disso, outras unidades da federação, em especial com proximidade física do RS, optaram por deixar de submeter uma série de operações à sistemática de ST, gerando vantagens competitivas na atração de investimentos de contribuintes.

Assim,  foram iniciados os estudos para verificar a viabilidade de deixar de submeter operações à sistemática de ST, considerando, em especial, as evoluções nos sistemas de controles fiscais nos últimos anos e as vantagens decorrentes da simplificação da forma de apuração ao retirar as complexidades inerentes à exigência do imposto por ST.

• Clique aqui para acessar o resumo dos grupos de operações (e respectivas mercadorias) abrangidos na alteração

Texto: Ascom Sefaz
Edição: Secom

Conexão Contábil Sul debate contabilidade e a contribuição para a governança corporativa e pública

O Conexão Contábil, região Sul, acelerou o ritmo de atividades e no segundo painel, desta quarta-feira (31), tratou da “Contabilidade e a sua contribuição para a governança corporativa e pública”, um debate com moderação do contador Joaquim de Alencar Bezerra Filho, vice-presidente de Desenvolvimento Operacional do Conselho Federal de Contabilidade (CFC).

Para iniciar o painel, o moderador realizou um questionamento sobre qual seria o legado da Contabilidade no fortalecimento dos sistemas de governança. Em seguida, passou a palavra para o primeiro palestrante, Sergio Laurimar Fioravanti, membro do Conselho de Administração e coordenador da Comissão de Estudos de Governança e Compliance do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul (CRCRS).

Fioravanti apresentou os pilares da governança em seus quatro aspectos: transparência; equidade; prestação de contas; e responsabilidade corporativa, e defendeu que não se faz governança sem contabilidade.

Ao destacar as boas práticas de compliance, Fioravanti frisou a colaboração no momento da prestação de contas e no controle de gestão financeira, que favorece a excelência nas demonstrações contábeis, mantendo os padrões éticos esperados.

Dando andamento ao painel, o contador e especialista em finanças e governança, Alexandre Girardi, tratou da governança corporativa e o papel do profissional da contabilidade, ao citar casos práticos que envolvem o alinhamento prévio das informações e das prestações de contas. “Nós, gestores e contadores, temos que ter a certeza de que as operações da empresa estão em compliance. Para isso, é preciso ter políticas internas, matriz de responsabilidade, matriz de riscos ligada a auditoria interna e externa; além da elaboração de relatório de sustentabilidade”, frisou ao falar de algumas práticas no sistema de governança.

Para tratar da governança pública, o painel seguiu com a apresentação do contador Zulmir Ivânio Breda, ex-presidente do CFC e atual membro do grupo de trabalho de criação do Comitê Brasileiro de Pronunciamentos de Sustentabilidade (CBPS), que definiu governança pública como um conjunto de boas práticas que envolvem a liderança, a estratégia e o controle, que permitem aos governantes avaliar e direcionar as suas metas e ações.

“A Contabilidade tem muito a oferecer diante das boas práticas de governança na esfera pública, inclusive o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) foi reconhecido, no último ano, como o conselho com o melhor índice de governança pública de todos os conselhos profissionais do Brasil”, ressaltou Breda. Após detalhar os princípios da governança pública federal, com a apresentação do Decreto 9.203/2017, o ex-presidente do CFC discerniu a esfera privada da administração pública, além de citar o padrão de normas internacionais que tornam cada vez mais assertivos os princípios de governança adotados por inúmeras corporações e entidade no âmbito público e privado.

Para saber mais, assista na íntegra. Clique aqui.

Fonte: Comunicação CFC

Contador Parceiro: Programa que prepara contadores para atender às micro e pequenas empresas é um dos temas do Conexão Contábil

O programa “Contador Parceiro – Construindo o Sucesso” foi apresentado ao público do Conexão Contábil, edição Sul, na tarde desta quarta-feira (31). O evento é realizado pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e pelo Conselho Regional de Contabilidade do Paraná (CRCPR). A iniciativa é gratuita e acontece no formato híbrido, com transmissão pelo canal do CFC no YouTube.

O programa é fruto de uma parceria entre o CFC e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Para falar sobre o tema, foram convidados a presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Pernambuco (CRCPE) e coordenadora do Comitê Gestor Nacional do Programa “Contador Parceiro: Construindo o Sucesso”, a contadora Maria Dorgivânia Arraes Barbará; a presidente do Conselho Regional de Contabilidade de Santa Catarina (CRCSC), a contadora Marisa Luciana Schvabe de Morais, e o consultor da Regional Centro do Sebrae Paraná, Agenor Felipe Krysa. A vice-presidente de Fiscalização, Ética e Disciplina do CFC, a contadora Sandra Maria de Carvalho Campos, foi a moderadora do painel.

Krysa iniciou a sua apresentação afirmando a relevância da classe contábil para os pequenos negócios. “O profissional da contabilidade é fundamental para o desenvolvimento das pequenas empresas, especialmente na retomada econômica no pós-pandemia de covid-19”. O consultor do Sebrae falou que é justamente por esse motivo que a entidade mantém forte a parceria com o CFC na manutenção do programa e ressaltou o valor da relação de confiança estabelecida entre empresários, empreendedores e contadores.

O painelista ainda apresentou um estudo realizado pelo Sebrae/PR voltado para entender quem são os micro e pequenos empresários, bem como as suas dificuldades e necessidades. O objetivo foi justamente compreender esse público para oferecer soluções customizadas, que impactem positivamente esses negócios e contribuam com os seus desenvolvimentos. Os resultados do estudo foram apresentados e explicados por Krysa, que também falou sobre as mudanças do mercado consumidor e dos ambientes externos e seus reflexos nessas empresas de menor porte.

Outro ponto abordado pelo representante do Sebrae foi a capacidade de os profissionais da contabilidade para assessorar as empresas. “Os contadores têm muita força para atuar com essas empresas como consultores nesse processo [de gestão], de ajudar, realmente, as empresas a estruturarem os seus custos e as suas despesas, a entenderem o seu ponto de equilíbrio, a poderem calcular o seu resultado”, disse. Krysa também afirmou que os contadores são fundamentais para no planejamento estratégico desses negócios.

Com base nessas reflexões, expôs aos participantes o foco do programa Contador Parceiro – Construindo o Futuro. Segundo apresentou, uma das finalidades da iniciativa é “capacitar os profissionais da contabilidade para atuar em gestão, empreendedorismo e gestão visando à criação de uma rede de suporte e consultoria para os pequenos negócios”. A proposta é que a classe contábil esteja ainda mais preparada para assessorar esses negócios em busca dos seus crescimentos.

A presidente do CRCSC iniciou a sua exposição dizendo acreditar que os desafios enfrentados pelos micro e pequenos empresários podem ser solucionados por meio do trabalho de profissionais da contabilidade devidamente capacitados. Para Morais, o programa pode ser um desses caminhos de formação.

Dando continuidade, a contadora compartilhou detalhes da iniciativa com os participantes, como o público-alvo direto e indireto, o objetivo geral, o escopo da parceria entre o CFC e o Sebrae, os integrantes do comitê gestor nacional e o funcionamento e a estrutura do programa. A painelista ainda informou que o curso conta com pontuação no Programa de Educação Profissional Continuada (PEPC) do CFC.

Ainda durante o painel, Maria Dorgivânia Arraes Barbará alertou o público sobre a necessidade de adaptação da linguagem dos contadores no trato com os clientes e informou que esse tópico está inserido no programa. “Essa linguagem do Contador Parceiro é aquela que nós, consultores, precisamos desenvolver para atender à micro e pequena empresa. Você não pode prestar uma consultoria a pequenos negócios usando uma linguagem técnica”, pontuou.

No encerramento da exposição, a vice-presidente de Fiscalização, Ética e Disciplina do CFC, Sandra Maria de Carvalho Campos, resumiu o impacto social do Contador Parceiro. “Esse programa é fundamental, pois possui uma abrangência que contempla o empresário, a sociedade, o negócio e o cliente, em todos os níveis e sentidos”.

Para assistir ao painel, clique aqui.

Fonte: Comunicação CFC

Conexão Contábil Sul: Painel traz os desafios do controle público e alterações legislativas

O segundo dia de atividades do Conexão Contábil, região Sul, começou na manhã desta quarta-feira (31), com a apresentação do painel: “Desafios do planejamento e do controle público em função do federalismo e das alterações legislativas”, que tratou do monitoramento das contas no país, por intermédio das informações digitalizadas e disponibilizadas pela tecnologia da informação. A importância de análises de dados nos processos de auditoria e controle dos órgãos fiscalizadores também foi destaque nas falas dos palestrantes.

No decorrer do painel, que contou com a mediação do vice-presidente Técnico do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), o contador Wellington do Carmo Cruz, esteve em debate como os processos de informatização colaboram ativamente para que os sistemas e fontes de dados estejam ativos, fornecendo sempre informações de qualidade para todos. O contador Moisés Hoegenn foi o primeiro a falar e destacou a forma como os dados podem ser utilizados no processo de alterações legislativas, principalmente no que tange às receitas recorrentes dos entes federativos.

Em um segundo momento, o professor da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e contador, Ricardo Rocha de Azevedo, ressaltou a eficácia do processo de informatização e dos sistemas de dados disponibilizados por servidores e entidades, ao citar que o uso atual dos processos informatizados têm possibilitado mais acessos a essas informações.  “Para fins de controle e de monitoramento, a informação digitalizada está sendo muito utilizada, principalmente para quem usa com alta frequência. Com a transmissão de dados e a pronta análise dos sistemas, por meio de critérios já estabelecidos, e a informatização presente desses processos”, explicou.

Azevedo ainda ressaltou que esses processos estão evoluindo em tentativas de acertos e erros. Entretanto, muitas fontes de dados são pouco utilizadas, principalmente no uso dessas informações para controle e fiscalização. Segundo ele, a utilização de dados em Interface de Programação de Aplicação (APIs), por exemplo, poderiam ser utilizados com mais frequência para o desenvolvimento de políticas públicas dos estados e municípios.

Para colaborar com a sua argumentação, o palestrante utilizou informações de uso das redes sociais dos estados e exemplificou a questão ao falar da informatização dos dados de municípios, que tem crescido nos últimos anos. O professor detalhou como é feita a utilização desses dados pelos municípios, já que não são apenas importantes para a prestação de contas, mas também para atuações em prol de ações que auxiliem no planejamento orçamentário governamental.

Ao final do painel, foi aberto um momento de reflexão e finalização com participação do público presente.

Para assistir à palestra na íntegra, clique aqui.

Fonte: Comunicação CFC

Necessidades e tendências na especialização da profissão contábil é tema de painel do evento Conexão Contábil

Em continuidade às apresentações do Conexão Contábil, edição Sul, realizadas na tarde desta terça-feira (30), os palestrantes do painel “Necessidades e tendências na especialização da profissão contábil” debateram a capacitação e o aprimoramento dos profissionais da área. Para os painelistas, a evolução de procedimentos e rotinas laborais da contabilidade, impulsionada pelo avanço tecnológico, passou a exigir desse tipo de trabalhador um novo perfil profissional necessário à execução das atividades.

Ao tratar do tema, a presidente do Conselho Regional de Contabilidade de Santa Catarina (CRCSC), Marisa Luciana Schvabe de Morais, lembrou ainda que a especialização do profissional é realizada por meio de capacitação e aprimoramento, que necessariamente perpassam por questões de ordem técnica e relacionadas às competências – integradas pelas vertentes do conhecimento (o saber), das habilidades (o saber fazer) e da atitude (o desejar fazer).

Para corroborar essa afirmação, a presidente do CRCSC fez uma explanação sobre como a especialização do trabalhador – não somente da área contábil, mas também das demais profissões – tem sido percebida no mundo todo. Para isso, a painelista apresentou pesquisas realizadas em âmbito mundial, entre os anos de 2020 e 2021, que definem esse novo perfil.

Os resultados confirmam que, entre outras coisas, como muitas atividades operacionais serão substituídas pela tecnologia, as competências comportamentais e de relacionamento serão muito valorizadas, conforme destaca a pesquisa denominada The Future of Job Report, apresentada, em outubro de 2020, no Fórum Econômico Mundial.

Essa mesma pesquisa ressalta ainda que, entre as habilidades mais buscadas pelo mercado de trabalho, estão o pensamento crítico e analítico, a resolução de problemas e as habilidades de autogestão, como aprendizado ativo, resiliência, tolerância ao estresse e flexibilidade.

Para Marisa Luciana, cabe aos profissionais aprimorar suas habilidades e conciliá-las ao conhecimento técnico, que tem evoluído constantemente, de forma muito rápida. Para isso, de acordo com a presidente, a educação continuada na especialização do profissional assume grande importância. Sendo assim, essa exigência deve ser estendida a toda a categoria contábil, segundo Marisa Luciana – não de forma obrigatória, mas por adesão voluntária, como forma de melhorar o aprimoramento técnico dos profissionais de contabilidade.

O segundo palestrante do painel, o diretor-presidente da Associação Nacional de Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis (Anpcont), Edilson Paulo, reiterou a relevância da combinação das aptidões técnicas e comportamentais e iniciou sua apresentação destacando um passo a passo necessário ao desenvolvimento desse perfil profissional desejado.

O diretor-presidente pontuou a importância de se conhecer bem a profissão, lembrando ao público que a atuação do profissional da categoria influencia a tomada de decisão de gestores. Edilson afirmou ainda que esse conhecimento é também necessário pelo fato de que atuação contábil exige um constante julgamento para a alocação correta dos recursos, uma vez que as relações financeiras estão cada vez mais complexas.

Ainda de acordo com o painelista, o profissional também deve decidir em que área atuar, mas sem perder o foco em manter-se antenado às mudanças gerais na profissão. Edilson Paulo alerta que o foco único na especialização incorre em obsolescência mais rápida, uma vez que a atualização dos assuntos e processos está cada dia mais célere.

Edilson Paulo encerrou sua apresentação ressaltando a importância de equilibrar as diversas habilidades e conhecimentos para alcançar uma atuação profissional mais produtiva e condizente com as exigências do mercado de trabalho.

O painel foi moderado pelo vice-presidente de Política Institucional do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Manoel Carlos de Oliveira Júnior. Na oportunidade, Manoel Júnior lembrou que a pandemia foi um potente catalizador do avanço tecnológico e que essa realidade imposta deve ser aproveitada pelos profissionais de contabilidade.

A íntegra dos debates pode ser acessada no canal do CFC no YouTube.

Fonte: Comunicação CFC

Importância da capacitação dos profissionais da contabilidade é reforçada na abertura do Conexão Contábil Sul

O Conexão Contábil, edição Sul, foi iniciado na tarde desta terça-feira (30/8). O evento, realizado pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e pelo Conselho Regional de Contabilidade do Paraná (CRCPR), reúne mais de 1.800 participantes nos formatos presencial e a distância. A parte física acontece na sede do CRCPR, localizada em Curitiba/PR. Para aqueles que optaram em acompanhar ao evento no modelo virtual, é possível assistir às palestras pela plataforma Zoom, para inscritos, ou pelo canal do CFC no YouTube, para o público em geral.

Durante a solenidade de abertura, o presidente do CRCPR, Laudelino Jochem, deu as boas-vindas ao público e, em seguida, a presidente do Conselho Regional de Contabilidade de Santa Catarina (CRCSC), Marisa Luciana Schvabe de Morais, ressaltou o empenho dos Regionais do Sul para oferecer um excelente evento ao público.

O presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul (CRCRS), Márcio Schuch Silveira, fechou os discursos dos Regionais sediados no Sul do país. O contador celebrou o evento e falou sobre os benefícios da iniciativa. “É uma grande alegria estarmos aqui porque estamos entre amigos, que têm um grande propósito em comum que é a valorização da profissão contábil e a discussão sobre o conhecimento contábil e o quanto a nossa profissão pode contribuir para o desenvolvimento da sociedade. Vice-presidente [José] Donizete, quero te parabenizar também pela iniciativa do Conexão Contábil porque eu tenho certeza de que já é um grande sucesso”, afirmou.

A abertura do Conexão Contábil ainda contou com a presença do presidente do Instituto de Auditoria Independente do Brasil (Ibracon), Valdir Renato Coscodai, que explicou que há muitos temas fundamentais para a manutenção da relevância da Contabilidade, mas que ele gostaria de destacar três pontos que estavam presentes na programação do evento. “Primeiro, a questão da governança corporativa e pública porque sem governança não temos condição de ter a transparência e a ética necessária para conduzir os negócios, tanto no setor privado como no público. A questão da inovação e do empreendedorismo, que é fundamental para que os profissionais se diferenciem no mercado. É com isso que temos os melhores resultados, o aumento de receita, a produtividade, a partir de melhorias contínuas em todos os nossos processos e também um outro assunto que, para mim, é extremamente caro e tem sido debatido atualmente, que é a discussão sobre as mudanças das diretrizes curriculares do curso de Ciências Contábeis”, pontuou.

Para fechar essa parte da programação, o vice-presidente de Desenvolvimento Operacional do CFC, Joaquim de Alencar Bezerra Filho, representando o presidente do CFC, Aécio Dantas, refletiu sobre temas que, segundo ele, precisam estar presentes no dia a dia da Contabilidade. O contador ainda falou sobre a importância da Educação Profissional Continuada (EPC) e destacou que, somente em 2022, mais de 135 mil pessoas foram atendidas pelos eventos promovidos pelo Sistema Contábil brasileiro. “Nós estamos, a cada edição, reforçando matérias que antes estavam muito afastadas de uma discussão mais técnica, de uma propriedade mais efetiva da própria Contabilidade, e aqui nós estamos falando da matéria da governança, do ESG, da própria discussão sobre as reformas das diretrizes curriculares, temas que estão além da técnica, mas que são argamassas, que elevam uma técnica, que é a técnica da Contabilidade, a produzir um efeito de transformação social e, a cada edição dessas, esse debate tem feito com que nós possamos construir um legado de dizer que, sim, a responsabilidade socioambiental, a liderança e a governança são papéis da Contabilidade”, ressaltou.

A presidente da Fundação Brasileira de Contabilidade (FBC), Sandra Elvira Santiago; a diretora da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon) e ex-vice-presidente do CFC, Lucélia Lecheta; e o presidente da Academia de Ciências Contábeis do Paraná (ACCPR), Moacir Carlos Baggio, também fizeram parte da cerimônia de abertura.

O Conexão Contábil é um espaço para a promoção da Educação Profissional Continuada, composto de uma série de eventos, realizados gratuitamente e no formato híbrido, com pontuação no Programa de Educação Profissional Continuada (PEPC) do CFC. A iniciativa é organizada pelo Sistema CFC/CRCs e voltada para discussões sobre o futuro e o desenvolvimento da Contabilidade.

Para acessar o evento, clique aqui.

Fonte: Comunicação CFC