Receita Federal notifica devedores do Simples Nacional

Foram notificadas, no total, as 440.480 maiores empresas devedoras do Simples Nacional, com significativo valor pendente de regularização, correspondendo a um total de dívidas em torno de R$ 35 bilhões.

No dia 09/09/2021 foram disponibilizados, no Domicílio Tributário Eletrônico do Simples Nacional (DTE-SN), os Termos de Exclusão do Simples Nacional e os respectivos Relatórios de Pendências dos contribuintes que possuem débitos com a Receita Federal e/ou com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

Os referidos documentos podem ser acessados tanto pelo Portal do Simples Nacional, por meio do DTE-SN, ou pelo Portal e-CAC do site da Receita Federal.

Para evitar a sua exclusão do Simples Nacional a partir de 01/01/2022, a empresa deve regularizar a totalidade dos seus débitos, por meio de pagamento ou parcelamento, no prazo de 30 dias a contar da data de ciência do Termo de Exclusão.

A ciência se dará no momento da primeira leitura, se a pessoa jurídica acessar a mensagem dentro de 45 (quarenta e cinco) dias contados da disponibilização do referido Termo, ou no 45º (quadragésimo quinto) dia contado da disponibilização do Termo, caso a primeira leitura seja feita posteriormente a esse prazo.

A empresa que regularizar a totalidade de suas pendências dentro do prazo mencionado não será excluída pelos débitos constantes do referido Termo de Exclusão, tornando-o sem efeito. Continuará, portanto, no regime do Simples, não havendo necessidade de qualquer outro procedimento, sendo desnecessário o comparecimento em qualquer unidade da RFB.

Foram notificadas, no total, as 440.480 maiores empresas devedoras do Simples Nacional, com significativo valor pendente de regularização, correspondendo a um total de dívidas em torno de R$ 35 bilhões.

As microempresas e empresas de pequeno porte devem ficar atentas para não serem excluídas de ofício do Simples Nacional, por motivo de inadimplência.

Para mais esclarecimentos, disponibilizamos no link abaixo as respostas para as perguntas mais frequentes sobre o assunto.

Perguntas e Respostas – Exclusão por débitos 2021

Fonte: SECRETARIA-EXECUTIVA DO COMITÊ GESTOR DO SIMPLES NACIONAL

Receita Federal anuncia nova funcionalidade para a DCTFWeb

Com a nova funcionalidade, a DCTFWeb poderá ser enviada automaticamente após o fechamento do eSocial.

A Receita Federal publicou na segunda-feira, dia 13/09/2021, o Ato Declaratório Executivo CORAT nº 14/2021, que prevê a possibilidade de enviar a DCTFWeb de forma automática, assim que for realizado o fechamento do eSocial.

A partir do período de apuração de outubro de 2021, os contribuintes poderão indicar no eSocial a opção de enviar automaticamente a DCTFWeb, dispensando assim a necessidade de acessar o e-CAC para fazer o envio da declaração.

Qualquer contribuinte obrigado à DCTFWeb poderá optar pela transmissão direta, desde que não possua débitos suspensos no eSocial. Se forem informados valores suspensos, será necessário fazer a edição e transmissão pelo e-CAC, como de costume. Contribuintes obrigados ao envio da EFD-Reinf que desejarem utilizar a transmissão automática da DCTFWeb, devem fazer o fechamento desta escrituração antes do eSocial.

Mesmo com a nova funcionalidade, ainda será necessário acessar o e-CAC para emitir o DARF. O documento, contudo, poderá ser emitido tanto pelo aplicativo da DCTFWeb como pela consulta da situação fiscal (consultar pendências), uma vez que a declaração já terá sido entregue, gerando o valor a pagar.

A Receita ainda está estudando a possibilidade de emitir o DARF junto do fechamento do eSocial, quando houver transmissão direta da DCTFWeb, mas ainda não tem previsão de implementação.

Fonte: RFB

Em visita a Porto Alegre, presidente da Associação Interamericana de Contabilidade faz balanço de sua gestão e garante surpresas positivas para o megaevento de outubro

Este ano, com a decisão desafiadora e arrojada dos presidentes do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Zulmir Breda, da Associação Interamericana de Contabilidade (AIC), Maria Clara Bugarim, e do Conselho Regional de Contabilidade (CRCS), Ana Tércia L. Rodrigues, de reunirem dois grandes e tradicionais eventos da contabilidade em uma única ocasião, ou seja, promover simultaneamente a XXXIV Conferência Interamericana de Contabilidade e XVIII Convenção de Contabilidade do RS, a prospecção de temas contemporâneos e palestrantes de renome nacional e internacional e o compromisso de realizar um megaevento passou a ser a meta principal dos gestores e dos colaboradores das entidades envolvidas.

Em visita a Porto Alegre, para deliberar mais algumas providências em conjunto com os presidentes Zulmir e Ana Tércia, a presidente Maria Clara, que foi a primeira mulher a assumir a presidência da  AIC, em 2019, fez um balanço desse tempo à frente da entidade e deu uma palinha sobre o que está sendo preparado para esperar os profissionais e estudantes de contabilidade, em outubro, nesse megaevento.

Maria Clara foi empossada presidente da AIC, em Cartagena (Colômbia), na XXXIII Conferência Interamericana de Contabilidade (CIC), em 2019, e, neste ano, passará a presidência ao seu sucessor ou sucessora, no Brasil, durante a realização da XXXIV CIC, que acontecerá de 19 a 21 de outubro, em Porto Alegre. A expectativa da presidente da AIC é de que esse será um momento de surpresa positiva. Por todo o trabalho de preparação que vem sendo realizado e pela própria tradição da Convenção, acredita que o evento híbrido será a marca de um momento emblemático, no qual, a profissão entenderá, mais uma vez, sua força, resiliência e capacidade de superação.

Até que se definisse a realização da XXXIV CIC em Porto Alegre, foram dois anos de muitos desafios. “Antes de tudo, foi desenvolvido um trabalho para assegurar que tivéssemos o privilégio de concluir nosso mandato no nosso País, porque já havia uma negociação de dois outros países para sediar a XXXIV CIC. Aí, com todo o apoio do presidente Zulmir, dos organismos patrocinadores, CFC e Ibracon, trabalhamos e conseguimos fazer aqui essa nossa despedida. Foi o primeiro trabalho importante que foi feito”, conta Maria Clara, lembrando, também que o Rio Grande do Sul ofereceu todo o suporte necessário para a realização, dentro do possível e com toda a responsabilidade, de uma conferência lindíssima, com todos os cuidados, atendendo a todas as disposições legais em relação à segurança, mas mantendo a tradição das conferências anteriores e da própria Convenção.

A gestão à frente da AIC 

Apesar da trajetória consolidada pela experiência em entidades no Brasil, Maria Clara vê a chegada a uma associação latino-americana junto com a pandemia como um desafio gigantesco. “Entendemos que se trata de uma responsabilidade imensa, não só com a AIC, mas com o próprio Brasil. Não é a Maria Clara que chegou a essa posição, não é uma profissional, é o nosso País e tudo o que representamos no contexto da América Latina”, explica.

Segundo a presidente da AIC, o reconhecimento ao protagonismo do Sistema Contábil Brasileiro, não só no âmbito da América Latina, mas também mundial, pode ser observado no respeito institucional dedicado pelo IASB e por todos os organismos à  trajetória e ao modo como o Sistema é conduzido. A responsabilidade imensa serviu como estímulo para que, mesmo diante de uma crise tão forte, a gestão se reinventasse. “Hoje, nossos números são muito precisos. Sem falsa modéstia, fizemos uma gestão muito exitosa”, avalia.

Inicialmente, o próprio idioma foi uma dificuldade – o Brasil é o único país dentro da AIC que não fala espanhol. Contudo, isso não impediu o desenvolvimento de um planejamento estratégico consistente, tendo a proximidade como palavra de ordem e um projeto, que foi o carro-chefe da gestão, baseado na bandeira da integridade e da transparência, para o qual buscou apoio, aqui no Brasil, tanto da Controladoria Geral da União (CGU), quanto do próprio Ministério das Relações Exteriores.

Maria Clara ressalta, ainda, que o sucesso na missão de representar o protagonismo da Contabilidade brasileira também foi devido ao respaldo indiscutível do Conselho Federal de Contabilidade. “Não me canso de agradecer o apoio do presidente Zulmir que permitiu, apesar de todas as dificuldades do contexto de pandemia, que conseguíssemos estruturar a nova sede da AIC, recém-entregue, no Panamá”, destacou. Citou também, entre as muitas realizações de sua gestão, o trabalho das 11 comissões técnicas; a criação de um projeto de podcast; a edição de uma revista e de boletins informativos quinzenais; a repaginação do site da entidade e o arsenal extremamente robusto de conteúdos oferecidos por meio do canal da AIC, fruto do trabalho das comissões técnicas.

Maria Clara Bugarim, presidente da Associação Interamericana de Contabilidade (AIC)

Sobre a Associação Interamericana de Contabilidade (AIC)

A AIC é a organização de contabilidade internacional mais antiga do mundo, fundada em 1949, com o objetivo de integrar os contadores do continente americano, assumir o compromisso de sua representação e promover o constante aprimoramento da qualificação dos profissionais, seus conhecimentos e deveres sociais.

Com mais de 60 anos de atividade institucional, a AIC tem contribuído para fortalecer as organizações profissionais de contadores nos países americanos que a patrocinam, além de participar ativamente no desenvolvimento  harmônico da prática livre da Contabilidade (extraído do site contadores-aic.org).

Contabilidade é indispensável em qualquer segmento. Campanha nacional do Sistema CFC/CRCs mostra a essencialidade do profissional da contabilidade

No dia 7 de setembro, o Sistema CFC/CRCs lançou uma campanha nacional, destacando a essencialidade do profissional da contabilidade no desenvolvimento do nosso País.

A ação objetiva mostrar como o trabalho da classe contábil está presente no dia a dia das pessoas e das organizações, contribuindo para a eficiência e o desenvolvimento dos setores público, privado e do terceiro setor.
Você poderá acompanhar e prestigiar a campanha, que será veiculada em TVs fechadas, rádios, jornais, revistas, variadas mídias externas e também nas redes sociais.

Vale lembrar, que a iniciativa é inédita do CFC, em 75 anos de atuação, e conta com a colaboração ativa dos Conselhos Regionais.

Preparando um megaevento para a classe contábil: vem aí a XXXIV CIC e XVIII CCRS

Prosseguem, em ritmo acelerado, os preparativos para o maior evento contábil da América Latina em 2021: XXXIV Conferência Interamericana de Contabilidade e XVIII Convenção de Contabilidade do RS.

Os presidentes Ana Tércia (CRCRS); Maria Clara Bugarim (AIC); e Zulmir Breda (CFC) reuniram-se, na sede do CRCRS, em um trabalho concentrado para alinhar alguns procedimentos, equacionar ações e visitar o campus da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre, onde o evento será realizado de 19 a 21 de outubro, no formato híbrido.

A dedicação e o empenho dos presidentes, colaboradores das entidades envolvidas e de parceiros para que esse megaevento atinja o objetivo de oferecer conhecimento aliado à tecnologia, de acordo com o lema: Contabilidade e Tecnologia – Aliança para o Desenvolvimento das Nações, tem sido total.

A experiência, o amor à profissão e o desejo de ver os profissionais e os estudantes de contabilidade, cada vez mais, confiante na sua escolha, já garantem o sucesso. Será uma oportunidade única de assistir palestras com tantos nomes de destaque no cenário nacional e internacional e de conhecer, na Feira de Negócios, produtos inovadores e lançamentos direcionados à área contábil.

Saiba mais e inscreva-se em cic-ccrs.com

Sede do CRCRS – 3 de setembro

PUCRS – 6 de setembro

Salão de Atos da PUCRS – 6 de setembro

Campanha Contabilidade Solidária superou as expectativas de arrecadação de alimentos. Classe contábil, mais uma vez, colaborando com a sociedade.

O Conselho de Contabilidade do RS (CRCRS) e o Sescon-RS, já parceiros em ações sociais de longa data, uniram-se, este ano, com o Banco de Alimentos para realizar a Campanha Contabilidade Solidária.

Com a participação do Banco de Alimentos, as doações puderam ser efetuadas de qualquer lugar do Estado por meio de um QR Code e link disponibilizados especificamente para a campanha. O total de gêneros alimentícios arrecadados foi encaminhado às instituições cadastradas. Por todo o Estado, os delegados representantes também promoveram, em seus municípios e jurisdições, arrecadação de donativos, que, nesse caso, foram distribuídos nas entidades carentes de suas respectivas regiões.

Dia do Agasalho

Em uma ação paralela, no dia 9 de julho, o CRCRS e o Sescon-RS promoveram o dia de doação de agasalhos, com postos de recolhimento, em Porto Alegre, nas duas entidades, das 8h às 18h. A iniciativa também foi em nível estadual e cada município estabeleceu seus pontos de coleta e as instituições beneficiadas.

Algumas cidades engajadas na campanha recolheram também roupas, materiais de higiene e brinquedos.

Resultado exitoso

Lançada em 17 de junho, a campanha, que teve abrangência estadual, arrecadou cerca quase uma tonelada de alimentos não perecíveis e produtos de higiene e cerca de três mil peças de roupas e brinquedos.

Em mais uma ação, a união e a solidariedade em torno de causas sociais comprovaram ser eficientes para minimizar carências de muitas comunidades.

 

 

 

 

 

A Contabilidade Gerencial e a importância dentro das fazendas em discussão

A importância das informações gerenciais na atividade rural foi o tema do webinar “A Contabilidade Gerencial e a importância dentro das fazendas”, realizado pelo CRCRS, por meio de sua Comissão de Estudos de Contabilidade do Setor do Aronegócio, em 02 de setembro. O evento, certificado e pontuado para o Programa de Educação Profissional Continuada (PEPC), contou com palestras ministradas pelos contadores Fabiano Lima Webber e Pamela Fiuza Werlang, integrantes da comissão. Marcelo de Barros Dutra, conselheiro do CRCRS, atuou como moderador. A transmissão foi pela Plataforma Teams e pela TV CRCRS, canal do YouTube.

Direcionado aos profissionais da contabilidade, estudantes e proprietários rurais, o evento abordou tópicos sobre a atividade rural relacionada à necessidade de profissionalização; Influência do fisco na gestão; controles gerenciais normalmente utilizados e controles gerenciais recomendados; custos e resultados; e indicadores gerenciais. 

Inicialmente, Pamela Werlang lembrou que a cadeia do agronegócio vai muito além do produtor rural que cultiva o solo e engorda o gado, estendendo-se ao fornecedor de insumos, agroindústrias, tradings e cerealistas, entre outros, portanto, precisa ser vista sob a ótica de uma cadeia ampla, que tem apresentado grande crescimento na atualidade. Outro aspecto destacado pela contadora foi o “emaranhado jurídico e negocial” em que, segundo ela, se tornou a cadeia do agronegócio, em decorrência de sua vasta expansão sem que estivesse preparada.

O “emaranhado jurídico negocial” pode ser dividido entre dentro da porteira (contratos com colaboradores e para aquisições de crédito em instituições financeiras, entre outros) e fora da porteira (contratos de comercialização direta com tradings e de profissionais para assessoramento, por exemplo, jurídico, além de outras possibilidades). A necessidade de esclarecer o funcionamento das relações negociais nesses dois âmbitos indica que o crescimento não vem sozinho e exige que o setor do agronegócio seja tratado de forma diferenciada, observa Pamela.

A profissionalização da fazenda é uma dessas exigências, cuja maior revolução, no entendimento da contadora, é a evolução fiscal. As novas obrigações na área fiscal demandam que os produtores profissionalizem a gestão das fazendas. Porém, ela acredita que, infelizmente, muitos produtores não profissionalizarão seus empreendimentos de forma preventiva, como seria o ideal, mas, somente quando o fisco o impuser, por meio das exigências fiscais, que vêm crescendo muito. Ao mesmo tempo que há avanços tecnológicos que permitem ganhos em aumento de produtividade e diminuição de perdas, há, de outro lado, um fisco cada vez mais robusto quanto às obrigações acessórias. Isso torna cada vez mais necessário que o produtor rural assuma uma posição de governança para dentro das fazendas, observa Pamela.

Outro ponto analisado pela contadora se refere especificamente ao trabalho dos profissionais da contabilidade. Segundo ela, para que se consiga uma efetiva contabilidade gerencial, ou seja, para que os profissionais da contabilidade consigam  entregar números que permitam interpretar os resultados da atividade rural de forma a apontar a tomada de decisão assertiva para o crescimento, os escritórios contabilidade precisam da parte da profissionalização dentro das porteiras. “A contabilidade gerencial atrelada à profissionalização da fazenda permite a perpetuidade da atividade”, assegura.

Para o contador Fabiano Webber, a evolução tecnológica permitiu a ampliação das informações fornecidas ao fisco. Como exemplo, cita o livro-caixa do produtor rural, que apresenta inúmeras informações, o que oportuniza compará-las com informações de outras fontes à disposição da Receita Federal.

O agronegócio, responsável por um quarto do PIB nacional, mantém forte crescimento ao longo dos últimos anos, assegurando uma posição importante para o Brasil no cenário mundial. Em 2020, por exemplo, o País foi o maior produtor de soja do mundo, superando os Estados Unidos. Essa relevância internacional é mais um dos fatores a chamar a atenção da Receita Federal e torna ainda mais importante a profissionalização da gestão das fazendas, contribuindo para evitar erros que levem a uma fiscalização tributária, orienta Webber. 

Esses fatores externos acabam interferindo de modo decisivo para que o produtor se organize e utilize informações para sua tomada de decisão. Um exemplo citado pelo contador, são os números da operação Declara Grãos, iniciada em outubro de 2019, em Passo Fundo-RS, e hoje está na sua terceira fase. Na primeira fase, a operação ficou limitada à jurisdição da delegacia da RFB de Passo Fundo. Na ocasião, a Receita enviou 600 cartas a produtores que necessitavam regularizar pendências perante o fisco. Na sequência, foram regularizados 1.827 contribuintes e retificadas 3.744 declarações, somente naquela região – o que demonstra o efeito ampliado das operações de fiscalização. As regularizações fiscais resultaram, na época, em uma arrecadação de aproximadamente R$ 11,5 milhões.

Na fase dois da operação Declara Grãos, em agosto de 2020, o foco ampliou-se para situações como omissões de rendimentos; omissões de dação de pagamento entre arrendatários e arrendadores ou entre compradores e vendedores de terras. Nessa etapa, foram enviadas 2.500 cartas, resultando em 1.840 contribuintes regularizados e 6.602 declarações retificadas, até o momento, resultando em uma arrecadação de cerca de R$ 32,2 milhões, relata Webber.

Quanto aos números da fase três, iniciada em junho de 2021, menciona aspectos como dação em pagamento e deduções com o uso de veículos particulares em atividade agrícola, o que é vedado por lei. Uma novidade nos procedimentos é que a comunicação com os produtores rurais cadastrados no eCAC passaram a ocorrer, agora, não somente por carta, mas também pela caixa postal do contribuinte e pelo celular – desde que o número também tenha sido cadastrado.

Confira a live na TV CRCRS, canal do YouTube.

 

Câmara aprova texto-base de projeto que altera regras do Imposto de Renda

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1º) o texto-base do projeto que altera regras do Imposto Renda (PL 2337/21). Por 398 votos a 77, foi aprovado o substitutivo do relator, deputado Celso Sabino (PSDB-PA). Nesta quinta-feira (2), os deputados votarão os destaques apresentados pelos partidos na tentativa de mudar o texto.

De acordo com o substitutivo, os lucros e dividendos serão taxados em 20% a título de Imposto de Renda na fonte, mas fundos de investimento em ações ficam de fora. Na versão anterior, a alíquota era de 5,88% para os fundos.

Já o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) será reduzido de 15% para 8%. Na versão anterior, a redução levava o tributo para 6,5%.

A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) diminuirá 0,5 ponto percentual em duas etapas, condicionadas à redução de deduções tributárias que aumentarão a arrecadação. Após o fim das deduções, o total será de 1 ponto percentual a menos, passando de 9% para 8% no caso geral. Bancos passarão de 15% para 14%; e demais instituições financeiras, de 15% para 14%.

“A correção proposta na faixa de isenção da tabela do Imposto de Renda será a maior desde o Plano Real. Os contribuintes perceberão redução significativa no IR devido. E cerca de 16 milhões de brasileiros – metade do total de declarantes – ficarão isentos”, disse o relator.

Desconto mantido
Um dos pontos para os quais as negociações evoluíram a ponto de a oposição apoiar o texto é a manutenção do desconto simplificado na declaração de ajuste anual.

Atualmente, o desconto é de 20% dos rendimentos tributáveis, limitado a R$ 16.754,34, e substitui todas as deduções permitidas, como gastos com saúde, educação e dependentes.

Pela proposta inicial, esse desconto somente seria possível para aqueles que ganham até R$ 40 mil por ano, limitado a R$ 8 mil (20%). Após as negociações, o limite passou para R$ 10,5 mil.

Lucros e dividendos
Quanto à tributação de lucros e dividendos distribuídos pelas empresas a pessoas físicas ou jurídicas, o projeto propõe a tributação na fonte em 20%, inclusive para os domiciliados no exterior e em relação a qualquer tipo de ação.

A maior parte dos países no mundo realiza esse tipo de tributação. Entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apenas a Letônia não tributa lucros e dividendos.

Entretanto, ficam de fora as micro e pequenas empresas participantes do Simples Nacional e as empresas tributadas pelo lucro presumido com faturamento até o limite de enquadramento nesse regime especial de tributação, hoje equivalente a R$ 4,8 milhões, contanto que não se enquadrem nas restrições societárias de enquadramento no Simples.

Outras exceções são para:

  • as empresas participantes de uma holding, quando um conglomerado de empresas está sob controle societário comum;
  • as empresas que recebam recursos de incorporadoras imobiliárias sujeitas ao regime de tributação especial de patrimônio de afetação; e
  • fundos de previdência complementar.

Debate em Plenário
O projeto é a segunda fase da reforma tributária encaminhada pelo governo. Parlamentares de oposição, no entanto, manifestaram apoio à votação da proposta devido às alterações feitas pelo relator.

Segundo o deputado Afonso Florence (PT-BA), o texto agora “é um projeto da Câmara, em favor da reforma tributária justa e solidária”. Ele elogiou a redução do IR para a pessoa física e a taxação de lucros e dividendos.

O deputado Marcelo Ramos (PL-AM) elogiou o acordo obtido pelos líderes partidários, mas defendeu mudanças no projeto por meio de destaques. “Precisamos ter coragem de enfrentar o desafio de desonerar a tributação sobre o consumo, que pesa mais no bolso do trabalhador, do desempregado, do pai de família.”

Já o deputado Alexis Fonteyne (Novo-SP) disse que a reforma no Imposto de Renda é necessária, mas criticou o texto ao apontar distorções a partir do porte das empresas, em favor das pequenas. “É uma espécie de regressividade para pessoas jurídicas, e assim as empresas não vão querer crescer, faturar”, disse.

O deputado Ivan Valente (Psol-SP) criticou a rapidez na discussão do projeto. “Falamos de reforma tributária há mais de dez anos, e o substitutivo não aborda taxação de grandes fortunas ou sobre valor agregado”, disse. “É um pequeno passo, faltou regressividade”, afirmou, cobrando tributação menor sobre os mais pobres.

O líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), disse que, com o aval do Poder Executivo, a proposta dará origem a uma nova forma de tributar no País. “Esta nova forma de tributar vai ser mais justa, mais equânime para a sociedade: aqueles que ganham mais pagarão mais, aqueles que ganham menos pagarão menos.”

Durante a votação, Barros anunciou que, exceto por razões jurídicas, não deverá haver veto presidencial quanto ao fim dos juros sobre capital próprio ou à taxação de lucros e dividendos. “Se, por algum acaso, houver veto, o governo fará acordo para derrubá-lo”, disse.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Reportagem – Eduardo Piovesan e Ralph Machado
Edição – Pierre Triboli

Receita Federal e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural publicam cartilha sobre o eSocial e a EFD-Reinf

A Receita Federal fez uma parceria com o Senar – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – para publicar cartilha com informações importantes sobre o eSocial e a EFD-Reinf. A cartilha é direcionada aos produtores rurais.

Resultado do projeto tem entrevista com o Auditor-Fiscal Alex Mendonça da equipe do eSocial e está disponível no portal da CNA (Confederação Nacional da Agricultura). É possível acessá-la no link: https://www.cnabrasil.org.br/paginas-especiais/esocial.

No site você encontra também a opção OUTROS MATERIAIS E PROCEDIMENTOS NO ESOCIAL E NA EFD-REINF com mais informações sobre o tema.

EXPORTAÇÃO

MEI RURAL

ADQUIRENTES

AGROINDÚSTRIA

PESCADO

PRESTADOR DE SERVIÇOS RURAIS

EXCEÇÕES (Recolhimento sobre a folha de pagamentos)

PRODUTOR RURAL PESSOA FÍSICA

PRODUTOR RURAL PESSOA JURÍDICA

 

Fonte: RFB

Tem início a Feira de Negócios do maior evento contábil da América Latina de 2021: XXXIV Conferência Interamericana de Contabilidade e XVIII Convenção de Contabilidade do Rio Grande do Sul

De 1º de setembro a 31 de outubro, a Feira de Negócios de dois tradicionais e consagrados eventos da contabilidade: XXXIV Conferência Interamericana de Contabilidade (CIC) e XVIII Convenção de Contabilidade do Rio Grande do Sul (CCRS), estará disponível à visitação em ambiente virtual. Os estandes com lançamentos e produtos inovadores direcionados à área contábil poderão ser percorridos sem a necessidade de inscrição no evento, que ocorrerá de 19 a 21 de outubro, no Salão de Atos da PUCRS, em Porto Alegre, em formato híbrido. 

O formato virtual alia conforto e agilidade para o público, permitindo acesso a partir de qualquer lugar e comunicação direta com o expositor, por meio de WhatsApp e e-mail, além de permitir o acesso ao site da empresa expositora.

Acesse cic-ccrs.com/feira-de-negocios e conheça as novidades da Feira de Negócios.