Proteção ao patrimônio é tema de debate na XXXIV CIC e XVIII CCRS

Entre os temas abordados no primeiro dia do megaevento, que reúne mais de 2400 participantes, estiveram em pauta as consequências decorrentes das oscilações da economia. Os especialistas em finanças Felipe Macedo, sócio na Messem Investimentos, e Fernando Ferreira, estrategista-chefe na XP Investimentos, discutiram assunto no painel “Como proteger seu patrimônio em momentos de adversidade”. Em formato híbrido – Felipe participou presencialmente e Fernando, on-line -, com moderação da ouvidora do CRCRS, Cristiani Fonseca de Souza, o painel integrou o Ecossistema Criatividade e Tecnologia.

Felipe Macedo e Cristiani Fonseca de Souza participaram presencialmente | Foto Jackson Ciceri/Imprensa CIC-CCRS

Inicialmente, o palestrante Felipe Macedo contou um pouco da história da XP Investimentos, empresa que iniciou suas atividades há 20 anos, em Porto Alegre, em uma pequena sala no bairro Moinhos de Vento. Hoje, com uma carteira de mais de 3 milhões de clientes ativos e cerca de R$ 715 bilhões em valores sob custódia, é parte integrante da XP Inc., que concentra diversas marcas do mercado financeiro e atua em vários segmentos e países, atendendo todos os perfis de investidor. A Messem Investimentos, de Caxias do Sul, é afiliada da XP. Ambas partilham os objetivos de democratizar investimentos financeiros para todos os perfis de clientes e têm em comum a história de terem se reinventado na crise.

Fernando Ferreira, estrategista-chefe da XP Investimentos, no telão | Foto Jackson Ciceri/Imprensa CIC_CCRS

Foi com essas experiências que aprenderam e hoje recomendam a readaptação rápida dos investimentos como um dos melhores caminhos para evitar perdas de patrimônio, que podem ser decisivas para a sobrevivência dos negócios. Em tempos de incerteza, é necessário ter cautela e fazer o uso correto de ferramentas como seguros e gestão financeira adequada.

De acordo com Fernando Ferreira, neste período de economia globalizada, fatores internos, como atraso nas reformas administrativa e do imposto de renda, e externos, como dificuldades de produção na China, contribuem para a crise econômica e aumentam o risco fiscal no Brasil. Mas, segundo ele, mesmo assim, a dica é manter os investimentos e sempre de forma diversificada.

“O Brasil continua sendo barato por conta das commodities. Hoje, apenas 1% dos brasileiros aloca seus investimentos no mercado internacional, quando cerca de 98% das oportunidades estão fora daqui”, explica. Por isso é recomendável estudar os ativos de melhor performance e avaliar os fundos internacionais, uma novidade no mercado brasileiro que pode ser bastante interessante, afirma Fernando.

Por Ruvana De Carli – Comunicação CRCRS

Contador explica como fazer a gestão do patrimônio de forma inovadora

Na última década, a gestão do patrimônio público passou por uma série de transformações, a partir da mudança e da criação novas normas. Dentro desse outro cenário, a necessidade do envolvimento da contabilidade nesses processos se tornou realidade nas organizações. Contudo, mais do que cumprir uma obrigação, os profissionais podem ir além e obter resultados mais satisfatórios, por meio do uso da tecnologia e da criatividade.

O contador, escritor e professor Diogo Duarte explicou aos participantes da XXXIV Conferência Interamericana de Contabilidade (CIC) e da XVIII Convenção de Contabilidade do Rio Grande do Sul (CCRS), na tarde desta quarta-feira (20), como gerir o patrimônio público e desenvolver inventários com inovação, criatividade e estratégia.

Na palestra “Técnicas inovadoras de controle patrimonial no setor público”, Duarte deu dicas ao público sobre o tema. A primeira orientação envolve o controle físico dos bens. Sobre o assunto, o palestrante disse ser necessário analisar a realidade da organização para definir se deve ser mantido o controle por código de barras ou se o local possui estrutura técnica para adoção de códigos QR ou mesmo se cabe o investimento em identificação por radiofrequência ou Radio Frequency Identification (Rfid), em inglês. Durante essa observação, também é preciso estudar a relação custo-benefício para a tomada de decisão.

O contador ressaltou, ainda, que a conscientização da equipe é mais importante do que o investimento em novos sistemas. “O que é mais eficiente, a melhor tecnologia ou a capacitação de pessoal? Pessoal sempre! Porque, se a pessoa não sabe para que serve o controle patrimonial, a bagunça será eterna”, enfatizou.

A partir desse pensamento, o palestrante levou o público ao segundo ponto a ser observado. Segundo Duarte, a gestão das pessoas, é essencial. Isso envolve o preparo das equipes para o controle do patrimônio. A sugestão de ação, neste caso, é realizar um programa anual de inventário, capacitar as chefias e descentralizar o patrimônio para melhorar o controle. No entanto, de acordo com Duarte, deve existir um setor de patrimônio central para padronizar as atividades e para o qual os demais prestarão contas.

Por fim, a terceira dica está relacionada à contabilidade e propõe que se façam notas explicativas claras e registros fidedignos e, ainda, que seja dado apoio técnico ao setor de patrimônio.

Por Lorena Molter – Comunicação CFC/Apex

A LGPD e a proteção de dados nas organizações contábeis

A Lei nº 13.709/2018 ou Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) que tem como objetivo estabelecer regras sobre coleta, armazenamento, tratamento e compartilhamento de dados pessoais, impondo mais proteção às pessoas e penalidades para o seu descumprimento – foi um dos temas debatidos nesta quarta-feira, durante a Conferência Interamericana de Contabilidade (CIC), pelos palestrantes Karen Ranielli Borges e Nivaldo Cleto.

Alguns dos primeiros passos para que empresas contábeis possam aderir ao disposto na LGPD são: adequar a empresa e realizar um mapeamento de dados, nomear um encarregado de dados, criar e implementar um programa de privacidade de dados, implementar a governança de dados e acompanhar as leis e resoluções. Foi o que explicou a advogada especialista em Privacidade e Proteção de Dados no NIC.br, Karen Ranielli Borges.  “Os contadores também deverão repensar quando e como esses dados deverão ser solicitados do cliente, com o objetivo de minimizar a posse de informações sensíveis”, disse.

Um dado pessoal pode ser um CPF, um endereço, um número de telefone. Mas também existem aqueles dados que indiretamente possam nos identificar, como as nossas preferências de compras, o nosso score de banco, o nosso salário. “Tudo isso também é considerado um dado pessoal e, dentre esses dados pessoais, nós temos dados sensíveis, ou seja, são informações que podem gerar algum tipo de discriminação, como dados de saúde ou dados relacionados a uma opção política, à orientação sexual”, descreve Ranielli. “O tratamento desses dados precisa ser feito com mais cautela ainda.”

Segundo Nivaldo Cleto, contador e Conselheiro do Comitê Gestor da Internet do Brasil, quando fazemos uma alteração contratual e o cliente têm filhos para colocar como representante legal na empresa, por exemplo, assim que se recebe o CPF e outros dados dessas crianças, o profissional está recebendo dados sensíveis. “E muitas vezes nós não sabemos que estamos lidando com dados sensíveis se não tivermos o plano de compliance da LGPD. É importante que os contadores em geral se adequem para atender essa conformidade e tenham conhecimento do que devem fazer para tratar esses dados”, diz.

Durante o evento, os palestrantes frisaram que, apesar de o assunto ser muito falado dentro do mundo contábil, não existem ainda muitas referências de como implementar a LGPD no dia a dia. Por isso, fizeram nesta tarde um debate essencial com muitas dicas para preparar os contadores para essa nova realidade.

Para Ranielli, precisamos começar a ver a LGPD como uma Lei positiva. “Ao invés de pensarmos que é mais uma Lei que temos que adotar, mais uma regulamentação, ela trará melhorias para as empresas, então temos que vê-la como uma oportunidade, pois hoje se a sua empresa não estiver em conformidade com a LGPD ela vai perder clientes, vai perder muitas oportunidades”, afirma a advogada.

Nivaldo esclarece que também é preciso se adequar para não sofrer nenhuma denúncia. “Na Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) já se pode fazer denúncias. Sabemos que eles estão trabalhando na regulamentação e que vão fazer portarias e deliberações a respeito da LGPD para tratar esses assuntos das sanções”, disse Nivaldo.

“Muitas pessoas pensam que as empresas de pequeno porte não estão obrigadas a tratar dados pessoais, mas estão. Tanto o empresário de contabilidade que recebe uma infinidade de dados pessoais, quanto todas as empresas e negócios”, acrescenta o contador.

A conclusão do debate mostrou que a LGPD vem para ajudar as empresas e contadores, já que antes os dados pessoais eram usados sem regras. Foi o que afirmou Ranielli. “Sem saber como deveríamos tratar, até aqui, qualquer demanda envolvendo dados pessoais era resolvida com base no Código de Defesa do Consumidor, ou com base no Código Civil, ou então no Marco Civil da Internet. Ou seja, leis que não são especiais e que não tratam especificamente deste assunto”, disse. “Hoje, essa Lei nos traz segurança jurídica e nos indica o que pode e o que não pode ser feito pelas empresas no que se refere aos dados pessoais”, conclui a advogada.

Por Carol Veiga – Comunicação CFC

 

 

 

Presidentes de CRCs compartilham suas melhores práticas na gestão

O painel “Melhores Práticas na Gestão dos CRCs” reuniu relatos de sete presidentes de conselhos regionais de Contabilidade, neste segundo dia da 34ª CIC e 18ª CCRS. Foi uma oportunidade de compartilhar experiências bem-sucedidas, que permitiram às entidades virarem o jogo, otimizando suas performances e transformando muito do que seria prejuízo decorrente da pandemia em resultados positivos. A moderação ficou a cargo do presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Distrito Federal, Daniel Fernandes.

Presidentes José Donizete Valentina (CRCSP); Laudelino Jochem (CRCPR); Rangel Francisco Pinto (CRCGO); Maria Dorgivânia Arraes Barbará (CRCPE); Daniel Fernandes (CRCDF), moderador; Itajay Maria Soares (CRCRR); Carla Cristina Tasso (CRCES); e Samir Barbosa Ferreira Nehme (CRCRJ) | Foto: Jackson Cíceri/Imprensa CIC-CCRS

Samir Barbosa Ferreira Nehme (CRCRJ)

O presidente Samir Barbosa Ferreira Nehme conta que foi preciso enfrentar com coragem o desafio de inovar. O projeto para modernizar o Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro (CRCRJ) foi baseado em duas premissas: atender aos profissionais da Contabilidade e livrar a sociedade do mau exercício da profissão. Para perseguir esses objetivos, foram adotadas várias medidas. Foi estruturado um espaço coworking para os profissionais do interior que se deslocam até a capital; criado um aplicativo para acesso rápido a notícias, cursos, legislação de interesse da classe contábil, além de um balcão de estágios e empregos e área para atualização cadastral e emissão de boletos.  Também foi implantado atendimento via WhatsApp, permitindo retorno imediato aos profissionais, com redução no tempo de resposta aos profissionais.

Na área da educação continuada, o isolamento social exigido pela pandemia foi enfrentado com a implementação de cursos em EAD, o que conferiu maior capilaridade e economia de 90% nos custos.

Outras inovações foram o reforço da estrutura de assessoria de imprensa e o estabelecimento de parcerias: com a Junta Comercial, para a criação da Sala do Contador, que facilitou a tramitação de documentos para abertura e baixa de empresas; e com duas empresas, uma para fornecimento de certificado digital e outra para o sorteio de um carro entre os profissionais em situação regular com o CRCRJ.

Itajay Maria Soares (CRCRR)

Do extremo norte do Brasil veio um exemplo surpreendente de superação. Nem a condição de menor dos regionais, com apenas 1.269 profissionais registrados, nem as dificuldades orçamentárias decorrentes de uma inadimplência em torno de 50% intimidaram a presidente do Conselho Regional de Contabilidade de Roraima (CRCRR), Itajay Maria Soares.

Por meio de uma ferramenta simples e gratuita como o WhatsApp e contando com uma equipe de conselheiros e colaboradores muito motivados, reforçou a comunicação com os profissionais, aproximando-os do Conselho. Após, passou a enviar boletos das anuidades aos inadimplentes. Dessa forma, a arrecadação cresceu gradualmente e 2021 é o primeiro ano em que o regional alcança a sustentabilidade. Para 2022, o CRCRR, que até o ano passado não conseguia sequer cumprir as obrigações com a folha de pagamentos, tem a perspectiva de manter o orçamento sustentável.

Carla Cristina Tasso (CRCES)

Desde 2005 integrando o Sistema CFC/CRCs, a presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Espírito Santo (CRCES), Carla Cristina Tasso, apostou na tecnologia, na energia e na sustentabilidade.

Um grande passo foi a implantação de um sistema de geração de energia fotovoltaica, que proporcionou uma economia da ordem de 90% nesse custo: o valor da conta declinou gradualmente de R$ 59 mil, em 2019, para R$ 6 mil, neste ano.

Na seara da educação, parcerias com o Sebrae e com o Tribunal de Contas do Estado, respectivamente, para capacitações sobre pequenas, médias e microempresas, bem como para cursos de extensão para contadores públicos, somaram-se à realização de eventos técnicos on-line e híbridos, de fácil acesso para todos os profissionais.

Outra mudança importante da gestão foi a reforma da sede do Conselho com uso de mão de obra de apenados, a custo zero. Essa medida significou, ainda o cumprimento de uma função social, por meio da ressocialização dos presos envolvidos na obra.

José Donizete Valentina (CRCSP)

Muito espirituoso e com brincadeiras bem-humoradas, o presidente do Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo (CRCSP), José Donizete Valentina, parte da premissa de que a tecnologia é básica, porém o ser humano ainda é o maior protagonista. Segundo ele, humanizar a tecnologia é o maior dos desafios.

Gestor do maior regional do País, que cobre 645 municípios e conta com 151 mil profissionais, enfrentou a pandemia com a criação de uma central de produção de conteúdo on-line que já ultrapassou um milhão de acessos. Outro facilitador foi a criação das delegacias virtuais, que propiciam autoatendimento on-line, evitando deslocamentos desnecessários aos profissionais.

Sempre com o propósito de ajudar e motivar profissionais, em 2020, criou um Grupo de Trabalho de Diversidade e Inclusão, com o objetivo de contribuir para estimular o respeito pelas pessoas, independentemente de questões raciais, de gênero, orientação sexual, religião ou condição física. E, ainda, o CRCSP Cultural, um espaço para apresentação dos talentos artísticos dos profissionais registrado no regional.

Laudelino Jochem (CRCPR)

O mapeamento dos pontos críticos do Conselho Regional de Contabilidade do Paraná (CRCPR) foi o primeiro movimento do presidente Laudelino Jochem, ao assumir a gestão. Diante das fragilidades apontadas, foram planejadas ações estratégicas, principalmente em educação, fiscalização e atendimento aos profissionais.

Uma das constatações iniciais foi de que a maioria dos acadêmicos em períodos finais da graduação não têm clareza da finalidade das entidades de classe. Para suprir essa lacuna, o CRCPR criou o Programa Contador do Amanhã, que atendeu mais de 20 mil estudantes, por meio da contratação de palestrantes que têm a missão de esclarecer as atribuições dos Conselhos Regional e Federal, associações e sindicatos. Ainda na área da educação, foi criada a Escola Técnica que, por meio de uma rigorosa avaliação dos palestrantes, assegura a construção de conhecimento qualificado e evolutivo.

A gestão também tem atuado fortemente na fiscalização, em especial, em duas frentes: com foco sobre a possibilidade de aviltamento de honorários, no caso de empresas que migram de um escritório contábil para outro, sobre o exercício irregular da profissão. O presidente relata que, recentemente, com o uso de 14 robôs, em poucos dias de fiscalização, foram descobertos mais de mil casos de atuação sem registro no Conselho, o que permitiu  ações que levaram à regularização de boa parte dos casos.

Em 2020, foi lançado um podcast com informações sobre a profissão que, atualmente, está ganhando uma nova versão com artigos de opinião sobre o mercado, visando qualificar os profissionais para que atuem como consultores. Ao mesmo tempo, criou-se a TV CRC, cujo objetivo é repercutir informações de interesse da classe contábil, por meio de entrevistas com especialistas e autoridades.

Também foi criado um banco de oportunidades, que conecta profissionais que buscam colocação no mercado e empresas interessadas em contratar e desenvolvido um sistema de atendimento on-line, para agilizar a resposta às demandas apresentadas pelos profissionais.

Maria Dorgivânia Arraes Barbará (CRCPE)

Primeira mulher a assumir a presidência do Conselho Regional de Pernambuco (CRCPE), em 2020, Maria Dorgivânia Arraes Barbará declara que gosta de desafios e que acredita que estabelecer conexões é um modo de vencê-los.

A partir do decreto da essencialidade da profissão, foram estabelecidos três pilares para a gestão:

  1. Conexão com os governos, instituições e sociedade

A partir do planejamento, foi feita uma parceria com o Sebrae – cujo objetivo é capacitar, integrar e certificar profissionais – e estabelecidos mais de cem relacionamentos institucionais, dentre eles, com a Junta Comercial, para desburocratização e simplificação de processos de abertura e encerramento de empresas. Também foi firmado um termo de cooperação para desenvolvimento de projetos de inovação no interesse de profissionais da Contabilidade, um deles para a geração de energia renovável.

  1. Educação para o desenvolvimento de habilidades e competências

Por meio de convênio com a Universidade de Pernambuco, foi criado o MBA em Ciência de Dados, que busca capacitar e valorizar os profissionais por meio do conhecimento científico.

  1. Fortalecimento da infraestrutura

A construção da nova sede própria do CRCPE, concluída em setembro último, tem área total construída de 2.338,79 m², distribuídos em cinco pavimentos. O espaço foi concebido de acordo com as demandas da classe contábil e levando em consideração as normas de acessibilidade e conforto ambiental.

Rangel Francisco Pinto (CRCGO)

Por duas gestões, o mais jovem entre os presidentes dos CRCs, Rangel Francisco Pinto, presidente do Conselho Regional de Contabilidade de Goiás (CRCGO), falou sobre a importância forte investimento na educação profissional continuada em formato on-line, durante o período de pandemia. Foram 120 lives, que atingiram um público de mais de 200 mil pessoas.

Contudo, a marca de sua gestão está em ações políticas cujos resultados se revestem de grande relevância não só para os profissionais goianos, mas, de todo o País. Assim ocorreu com a luta em prol do estabelecimento da essencialidade da profissão contábil em legislações municipais e estaduais, como também contra a Lei 17.519/2011, que estabelece a responsabilidade solidária do profissional da contabilidade pelo pagamento de tributos e penas pecuniárias de seus clientes.

Nesse caso, foram muitos os movimentos até que, em 2018, uma Ação Direta e Inconstitucionalidade (Adin) sepultou o caso: por dez votos a zero, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) julgaram inconstitucionais partes da Lei. Dessa forma, fica afastada a possibilidade de que outros estados tentem restabelecer esse tipo de responsabilidade solidária.

 

Por Ruvana De Carli – Comunicação CFC/CRCRS

O mundo ideal é que todos inovem

Criar e inovar. Há alguns anos essas palavras têm dominado as conversas dos mais diversos tipos de empreendedores. No cenário contábil não seria diferente. A inovação vem ganhando força nos últimos anos, principalmente nas grandes organizações contábeis, em que os líderes precisam provocar uma verdadeira transformação, na forma de pensar, no clima organizacional. E essa quebra de paradigmas, conhecida como mindset, foi debatida na palestra O novo mindset da Inovação ocorrida no final da manhã dessa quarta-feira durante a 34ª CIC e 18ª CCRS.

“O mundo ideal é que todos inovem”, segundo o presidente da Alterdata Software e palestrante no evento, Ladmir Carvalho, todos, em qualquer organização, precisam inovar. “Investir em tecnologia, em software é importante, mas na minha concepção devemos ir muito mais além, ou seja, precisamos de lideranças que motivem e criem  ambientes certos para que  tudo ocorra, da melhor maneira possível, dentro do aspecto inovador.

Mas o que seria o mindset de inovação? O termo em inglês se refere a um modelo mental, o que proporciona uma forma de pensar e enxergar as coisas e buscar novas soluções para os problemas existentes.

No cenário contábil, o palestrante esclarece que  os profissionais são muito técnicos e  é preciso entender o corpo funcional (pessoas) e ter planejamento. Segundo Ladmir, para o processo inovador é recomendável criar dois ambientes: um mais leve e outro mais forte. Leve, para que todos os colaboradores se sintam à vontade e que tenham orgulho de pertencer à organização; e forte para traçar metas e atingir objetivos traçados a curto prazo. “O empoderamento aos colaboradores é importante para que essas pessoas tenham coragem para questionar o líder.

É importante destacar que as empresas terão desafios no processo  de inovação, no entanto uma estratégia inovadora é essencial para que empresas obtenham vantagem competitiva. “O colaborador empoderado se sente motivado a participar e a questionar grandes debates que envolvem o crescimento e desenvolvimento nas organizações”, pontua o palestrante.

Por Fabrício Santos – Comunicação CFC

 

Palestra apresenta os projetos de normas IFRS em andamento no Iasb

Um resumo dos principais projetos em andamento no International Accounting Standards Board (Iasb) foi apresentado pelo contador Tadeu Cendon, brasileiro que representa a América Latina no Board do Iasb. A palestra fez parte da programação da manhã desta quarta-feira (20) da XXXIV Conferência Interamericana de Contabilidade (CIC) e XVIII Convenção de Contabilidade do Rio Grande do Sul (CCRS) e contou com abertura e moderação do vice-presidente Técnico do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Idésio Coelho.

Falando virtualmente de Londres-Inglaterra, sede do Iasb, o contador abordou os documentos abertos para comentários públicos; destacou projetos em fase de nova deliberação pelo Board; fez atualização sobre o trabalho do Comitê de Interpretações do Iasb – International Financial Reporting Interpretations Committee (Ifric); e também comentou sobre projetos de governança e estratégia do organismo internacional que emite as normas International Financial Reporting Standards (IFRS).

Atualmente, segundo Tadeu Cendon, o Iasb possui 31 projetos em andamento. A seguir constam alguns deles, apresentados pelo membro do Board na palestra:

Documentos abertos para consulta

Iniciativas de Divulgação – Disclouse Initiative – Principles of Disclousures

O documento de consulta – Exposure Draft (ED) foi lançado em março de 2021 e tem o objetivo de melhorar a abordagem do Board para desenvolver requisitos de divulgação, de forma que permita às empresas aprimorar seu julgamento e fornecer informações mais úteis para a tomada de decisões dos investidores.

Acesse a página do projeto: https://www.ifrs.org/projects/work-plan/standards-level-review-of-disclosures/exposure-draft-and-comment-letters/

Relatórios da Administração

Publicado em maio deste ano, o projeto propõe melhorar o escopo e o foco nas necessidades de informação de investidores e credores, entre outros pontos. Trata-se de uma revisão do IFRS Practice Statement 1, visando fornecer estratégia abrangente para a preparação de comentários da administração, com base nos desenvolvimentos recentes em relatórios narrativos.

Mais informações sobre esse projeto: https://www.ifrs.org/projects/work-plan/management-commentary/exposure-draft-and-comment-letters-management-commentary/

Subsidiárias que são Pequenas e Médias Empresas (PMEs): Divulgações

Esse projeto diz respeito a empresas que são subsidiárias daquelas que utilizam as normas IFRS full e estabelece requisitos de divulgação reduzidos para as subsidiárias elegíveis.

Clique no link para saber mais: https://www.ifrs.org/projects/work-plan/subsidiaries-smes/exposure-draft-and-comment-letters/

Revisão pós-implementação do IFRS 9 – Classificação e Mensuração

Com período de consulta aberto até janeiro de 2022, o ED busca avaliar se os requisitos de classificação e mensuração no IFRS 9 estão funcionando conforme o pretendido.

Mais informações: https://www.ifrs.org/projects/work-plan/post-implementation-review-of-ifrs-9-classification-and-measurement/request-for-information-and-comment-letters/

Próximas consultas

Entre os documentos que serão disponibilizados para comentários pelo Iasb, Cendon citou dois, cujos Exposure Drafts devem ser lançados ainda este ano:

  • Supplier Finance Arrangements (Risco Sacado), que terá por objetivo fornecer informações que ajudem os investidores a determinar os efeitos dos acordos financeiros; e
  • Classificação da Dívida com Covenants, com a finalidade de melhorar a informação sobre responsabilidades com covenants por meio da classificação (como atual ou não corrente), apresentação e divulgação em demonstrações financeiras.

Novas deliberações do Board

Cendon apresentou também os documentos que já passaram por período de comentários, receberam feedbacks e serão agora analisados e deliberados pelo Iasb: Demonstrações Financeiras Primárias; segunda revisão da norma IFRS para PMEs; Goodwill e Impairment; Passivo de leasing em transação de sale and leaseback; e Revisão pós-implementação do IFRS 10, IFRS 11 e IFRS 12, Atividades com tarifas reguladas, Falta de câmbio e outros.

Outros pontos da palestra

Ainda, o contador citou alguns projetos que estão em discussão no Board do Iasb: Instrumentos financeiros com características de patrimônio, Gestão Dinâmica de Risco (“Macro Hedge”), Provisões – melhorias pontuais no IAS 37, Equivalência patrimonial, Atividades extrativas e Benefícios de pensão que dependem do retorno dos ativos.

Sobre o Comitê de Interpretações do Iasb (Ifric), Cendon fez um resumo das atividades realizadas pelo grupo em 2021 e afirmou que é importante que os contadores acompanhem o trabalho do Ifric. Neste ano, em cinco reuniões realizadas até agora, o comitê já discutiu sobre 14 tópicos.

Finalizando, o palestrante mencionou relevantes projetos de governança e estratégia da Fundação IFRS:

Por Maristela Girotto – Comunicação CFC

 

 

Blockchain e os impactos para a contabilidade

Um tema que gera polêmica e está em alta, o Blockchain ficou conhecido por viabilizar moedas digitais e foi o tema de um painel na Conferência Interamericana de Contabilidade (CIC), evento referência da área contábil na América Latina.

Na manhã desta quarta-feira (20), os painelistas Carl Amorim e Oliver Cunningham, especialistas no assunto, discorreram sobre essa tecnologia e seus impactos na área da contabilidade.

Em tradução livre do inglês, Blockchain significa cadeia de blocos e funciona como um grande livro-caixa público no qual são registradas todas as transações, de forma rápida e segura. Para os especialistas que participaram do painel, trata-se de um instrumento importante para garantir que ninguém consiga efetuar fraudes, tornando cada moeda rastreável desde o momento de sua criação.

Segundo o executivo do Blockchain Research Institute no Brasil, Carl Amorin, que tem doutorando no assunto e é coeditor, tradutor e autor da apresentação do livro Blockchain Revolution de Don Tapscott, o Blockchain une tecnologia e finanças e tem como vantagem a otimização de diversos processos além dos financeiros, possuindo uma estrutura de alta segurança, e tendo um grande potencial tecnológico que pode ajudar inclusive nos processos contábeis, facilitando o trabalho dos clientes e dos contadores.

“Essa tecnologia nos faz ter que ressignificar a forma como trabalhamos, não vai acabar com o banco, mas nós teremos um novo tipo de banco. Não vai acabar com o cartório, mas vamos ter um novo tipo de cartório. Então, com o Blockchain, fica muito mais fácil, por exemplo, assinar um contrato digitalmente”, explica o palestrante.

Para ele, essa nova tecnologia também demonstra que teremos que começar a ir além da criptomoeda. “Nós temos que entender que um criptoativo é algo que junta o papel de moeda e papel de título imobiliário, por exemplo. Mas ela também pode representar uma ação da Petrobras ou um kilowatt de energia. Então, temos que nos perguntar: quem regulamenta isso? É a Aneel? É o banco? E mais importante para os contadores: quem e como se contabiliza isso?”

Durante o painel, ambos os palestrantes trouxeram explicações sobre o conceito de Blockchain, exemplos que já acontecem pelo mundo e, mais do que respostas prontas, abriram uma discussão sobre os pontos positivos e os desafios que os contadores e o mundo terão para se adequar à essa nova onda tecnológica.

Para Oliver Cunningham, essa tecnologia já é o futuro e já está aqui. Oliver é Sócio responsável pela área de transformação digital e inovação da KPMG e Fundador da LEAP, o braço de inovação da KPMG no Brasil, que ajuda a própria empresa e outras grandes corporações a se transformarem digitalmente através da inovação aberta.

“O futuro já está aqui, só está mal distribuído. Nós, contadores, temos clientes que ainda estão lidando com papel, mas também já tem muita gente fazendo tudo online. Então, ainda está muito heterogêneo esse espaço e, à medida em que isso acontece, a gente vai ter que entender como lidar com essa transição. Nós vivemos um espaço de transição nesse futuro que já está aqui hoje”, disse Oliver.

Definitivamente, de acordo com o representante da KPMG, não estamos falando de coisas do futuro e, dependendo de como formos lidar com essa inovação, pode ser uma transição positiva. “Esse é o ritmo da inovação que está acontecendo, pois viemos de um ciclo onde tínhamos uma inovação a cada vinte anos, agora, é importante entender esse novo ritmo da inovação, pois esse ritmo não irá desacelerar”, reflete o painelista.

Para Carl Amorim, o Blockchain traz uma expansão das possibilidades do que se é possível fazer em qualquer nível e em qualquer tamanho de empresa. “Se isso antes era uma barreira de entrada para as pequenas e médias empresas – pois só as grandes tinham acesso a mercados de capitais e operações financeiras, hoje qualquer um pode ter isso”, afirma.

“Hoje podemos programar cadeias de suprimentos com contratos, para pagar um fornecedor que deixou uma mercadoria em consignação, ou para pagar uma transportadora, ou para pagar um imposto. A empresa não precisa mais de um departamento enorme de contas a pagar, a contabilização disso é feita automaticamente na boca do caixa, liberando uma série de operações que hoje são feitas manualmente pelos departamentos de contabilidade ou de administração das empresas”, explica.

Oliver fala que o mundo dos contratos inteligentes, assunto muito debatido nesta manhã por ambos os painelistas, tem um grande significado para os contadores. “Uma das coisas que fazemos bastante hoje como contador é tentar entender como classificar determinada transação. Agora, isso já vai estar resolvido, pois já terá um contrato inteligente em algum lugar que alguém já programou para aquela contabilidade estar resolvida, então isso vai eliminar a nossa carga transacional, mas vai amplificar a demanda para que a gente escreva o contrato certo de saída”.

O primordial para entender a Blockchain é ver que essa tecnologia traz o primeiro registro de origem de qualquer coisa, rastreamento de qualquer coisa desde a hora em que ela é criada. É o que diz Carl, relembrando um exemplo durante o evento: “O Wall Mart fez um estudo antes de aplicar a Blockchain. Antes desta tecnologia, para você localizar o fabricante, o fornecedor de qualquer produto alimentício dentro de uma loja, demorava em torno de 15 dias, o que causava prejuízos milionários para a empresa, pois alguns carregamentos vinham com produtos contaminados e o prejuízo na cadeia inteira daquele produto foi enorme, obrigando a loja a tirar aqueles produtos das suas prateleiras por 15 dias. Hoje, com a Blockchain, o Wall Mart demora três segundos para localizar o fornecedor de um produto”.

Com isso, os palestrantes concluem que essa tecnologia dá garantia de propriedade, pois hoje basta buscar na Blockchain e já é possível saber quem era o dono daquela propriedade ou daquele tipo de ativo, de uma obra de arte, de um animal de raça ou qualquer outra coisa que se precise garantir o direito de propriedade.

“Temos uma grande responsabilidade como profissionais que estão citando essas regras e, hoje, vivemos ainda no passado. Um exemplo disso é quando recebemos uma Nota Fiscal e trabalhamos a partir dela. Agora, com a Blockchain, nós temos a oportunidade de entrar antes do jogo começar. Isso nos faz refletir em como é que isso muda a realidade para nós contadores? Para mim, isso é transformador: é focar na tecnologia como uma solução de problemas”, conclui Oliver.

Fonte: Carol Veiga – Comunicação CFC

Convergência das normas contábeis ao padrão internacional é tema de palestra da CIC

A convergência das Normas Internacionais de Contabilidade foi tema de palestra na XXXIV Conferência Interamericana de Contabilidade (CIC) e da XVIII Convenção de Contabilidade do Rio Grande do Sul (CCRS) nesta quarta-feira (20). Na ocasião, o coordenador de Impostos do Editorial-Tributário da IOB, Valdir Amorim, falou dos impactos da internacionalização das normas contábeis no cenário tributário brasileiro. A conversa foi mediada pelo vice-presidente de Controle Interno do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul (CRCRS), Vilson José Fachin.

A finalidade da exposição foi, justamente, apresentar ao público os efeitos do trabalho de convergência, como explicou Amorim. “O objetivo dessa palestra é apresentar os impactos gerados pela harmonização da contabilidade brasileira perante as Normas Internacionais de Contabilidade, mas conhecida por IFRS [sigla em inglês], no cenário tributário brasileiro.

A adesão do Brasil a uma linguagem universal nos negócios é fundamental para o país. Isso porque, como lembrou o palestrante, as empresas estão inseridas em um cenário global de negócios, interagindo com atores de diferentes partes do mundo. Dessa forma, torna-se essencial que se fale a mesma língua. Amorim ainda menciona mais um aspecto que explica a necessidade dessa harmonização. “A contabilidade é utilizada para avaliar investimentos econômicos e seus riscos em um nível internacional”, afirmou. Além disso, esse trabalho contribui para que a contabilidade conquiste o aumento da confiabilidade em relação ao público externo, a partir da ampliação da transparência e da segurança na entrega das informações contábeis. O palestrante, inclusive, citou quem são os interessados nesse trabalho de harmonização, sendo eles: investidores, administradores, analistas financeiros, empresas internacionais de contabilidade e multinacionais.

Durante o evento, Amorim alertou os participantes que todas as empresas brasileiras estão obrigadas às Normas Internacionais de Contabilidade, por meio de uma série de normas que envolvem desde os pequenos até grandes negócios.

Essa adesão não é apenas obrigatória, a convergência traz, na realidade, benefícios tanto para o país, como para as próprias empresas. Entre as vantagens elencadas por Amorim estão a facilidade na comunicação internacional, com uma linguagem mais homogênea, principalmente em relação à estrutura patrimonial; sistema de informações contábeis mais homogêneos; informações contábeis muito mais objetivas; e eliminação de incertezas ao analisar aspectos contábeis de uma organização, o que gera mais confiabilidade.

Por Lorena Molter
Comunicação CFC/Apex

CRCRS realiza Encontro de Delegados Representantes e Coordenadores de Comissões de Estudos de forma presencial

Empossados em março deste ano, os delegados representantes do CRCRS tiveram o primeiro encontro presencial, este ano, juntamente com os coordenadores das comissões de estudos, em duas etapas: no primeiro e segundo dias da 34ª Conferência Interamericana de Contabilidade e 18ª Convenção de Contabilidade do RS, realizadas na PUCRS, em Porto Alegre. Mesmo com a manutenção dos protocolos sanitários, a oportunidade de interação direta com os presidentes do CFC, Zulmir Breda e do CRCRS, Ana Tércia, além dos vice-presidentes e do diretor Executivo foi saudada com alegria e muito bom humor.

Presidentes do CFC, Zulmir Breda, e do CRCRS, Ana Tércia, com vice-presidentes, delegados representantes e coordenadores de comissões de estudos | Foto: Josué Verdejo/Imprensa CIC-CCRS

Na oportunidade, Zulmir Breda ressaltou a honra de realizar o primeiro evento presencial do Sistema CFC/CRCs no Rio Grande do Sul e comemorou a renovação do quadro de delegados representantes. “Os novos delegados delegadas são o gás que se necessita para revitalizar a classe contábil conquistando, dessa forma, mais prerrogativas que nos permitam prestar um serviço cada vez melhor para sociedade”, afirmou o presidente do CFC.

Emocionada, a presidente Ana Tércia lembrou a solenidade de abertura do evento, com as participações presenciais e on-line de autoridades e de líderes de entidades em 21 países da América Latina e Caribe, além do presidente da IFAC, Alan Johnson, que enviou uma mensagem em português, reverenciando o evento, o que demonstra a valorização da profissão contábil.

A vice-presidente de Relação com os Profissionais, Elaine Strehl, apresentou os demais vice-presidentes, que falaram sobre as atribuições de suas pastas, e reiterou a disponibilidade do CRCRS para colaborar com os delegados, no sentido de integrar cada vez mais os profissionais ao Conselho.

Vice-presidentes Elaine Strehl, Tatiani Margutti, Celso Luft, Juliano Abadie e Vilson Fachin | Foto: Marco Escada / Imprensa CIC-CRCRS

Base da transformação digital é o ser humano, afirma Susanne Andrade

As atividades do segundo dia de eventos foram iniciadas pela palestra “O Sucesso É Ser Humano Na Era Da Tecnologia”. De uma forma positiva e bem-humorada, a painelista Susanne Andrade mostrou que a base de toda a evolução tecnológica, que traz agilidade aos processos e consequente melhoria de resultados, é o ser humano.

Autora dos best-sellers “O Poder da Simplicidade no Mundo Ágil”, “O Segredo do Sucesso é Ser Humano”, e do livro digital “A Magia da Simplicidade”, Susanne iniciou sua explanação dizendo que o fato de a tecnologia não se sobrepor ao homem (em sentido amplo) foi uma constatação realizada, ainda em 2001,  por desenvolvedores norte-americanos de softwares, que praticavam métodos ágeis como XP, DSDM, Scrum, FDD, entre outros.

Eles elaboraram um documento, intitulado Manifesto Ágil de Desenvolvimento de Software, cujo objetivo era criar um consenso sobre aspectos importantes em desenvolvimento de software. De acordo com Susanne, esses desenvolvedores queriam obter maior satisfação do cliente por meio de entregas contínuas que agregassem valor. “Eles queriam potencializar resultados e perceberam que isso é obtido por meio de pessoas”, disse.

A partir dos princípios gerados por esse manifesto, foi elaborado o Modelo Ágil Comportamental (MAC), desenvolvido pela empresa A&B Consultoria e Desenvolvimento Humano, cuja sócia-fundadora é a palestrante. Para Susane, o MAC é um modelo que prima por obter uma mudança de mindset nas empresas e assim obter dos profissionais mais agilidade e produtividade.

Para alcançar a agilidade, a painelista afirma que a simplicidade é o caminho. Com base nessa afirmação, ela finalizou a apresentação compartilhando com os espectadores um passo a passo composto por de sete atitudes que prometem o logro desse objetivo e de uma relevante mudança comportamental na empresa.

A XXXIV Conferência Interamericana de Contabilidade (CIC) e a XVIII Convenção de Contabilidade do RS (CCRS) acontecem até amanhã, dia 21. Informações sobre a programação e visita à Feira Digital de Negócios podem ser obtidas no site dos eventos (https://cic-ccrs.com/).

Por Luciana Melo Costa
Comunicação CFC