Pelotas recebe I Encontro Regional de Delegados Representantes do CRCRS

Pelotas sediou, na manhã desta terça-feira, 28, o I Encontro Regional de Delegados Representantes, realizado no auditório da Universidade Católica de Pelotas, sob a coordenação da vice-presidente de Relações com os Profissionais, Tatiani Pedrotti.

Tatiani Pedrotti, vice-presdiente de Relações com os Profissionais

O momento foi de interação entre presidente, vice-presidentes e delegados. Durante o bate-papo foram esclarecidas dúvidas, alinhadas ações, ressaltada a importância do papel dos delegados nas suas respectivas regiões, além de manifestações com sugestões e opiniões com vistas a melhorar o fluxo da informação entre Conselho e os profissionais que atuam no interior do Estado.

O Encontro contou com 33 delegados representantes presentes, no auditório da Universidade Católica de Pelotas

Na oportunidade, o presidente do CRCRS, Márcio Schuch Silveira, destacou a satisfação pelo retorno dos eventos presenciais que permitem a interação direta entre o Conselho e os delegados representantes. De acordo com o presidente, são eles que conferem capilaridade à atuação do CRCRS em todo o Estado, em especial, perante os órgãos públicos, estudantes e profissionais das comunidades onde atuam.

Presidente do CRCRS, Márcio Schuch Silveira

Ao dar as boas-vindas aos participantes, o delegado representante do CRCRS em Pelotas, Carlos Roberto Vaz da Silva Almeida, considerou uma distinção a possibilidade de sediar o I Encontro Regional de Delegados Representantes, nesta retomada dos eventos presenciais. Ressaltou, ainda, as possibilidades da interação direta com o presidente e vice-presidentes e a troca de experiências entre os colegas.

Carlos Roberto Vaz da Silva Almeida, delegado representante de Pelotas

Durante o Encontro, que teve por objetivo o alinhamento de processos e ações do Conselho, os vice-presidentes também apresentaram as atividades que estão sendo desenvolvidas nas suas respectivas pastas.

Paulo Comazzetto, vice-presidente de Controle Interno

Marco Aurélio Barbosa, vice-presidente Técnico

Elaine Görgen Strehl, vice-presidente de Registro

Patrícia de Souza Arruda, vice-presidente de Desenvolvimento Profissional

Juliano Bragatto Abadie, vice-presidente de Fiscalização

CRCRS na mídia | “Contadores somam forças no combate à lavagem de dinheiro”

Em reportagem do JC Contabilidade, na edição de hoje, o vice-presidente de Fiscalização do CRCRS, Juliano Abadie, analisa a polêmica gerada em torno da exigência aos profissionais de contabilidade e às organizações contábeis de comunicar ao Coaf as movimentações de seus clientes com indícios de lavagem de dinheiro ou suspeitas de estarem ligadas ao terrorismo. Confira!

CRCRS promove primeiro Seminário de Gestão e Desenvolvimento de 2022, em Pelotas

Após dois anos de pandemia, o CRCRS retoma os seminários presenciais, em parceria com a Academia de Ciências Contábeis do RS (ACCRGS). Nesta terça-feira, 28, o primeiro Seminário de Gestão e Desenvolvimento, deste ano, foi realizado, em Pelotas, no Auditório da UCPEL. Além do presidente Márcio Schuch Silveira e vice-presidentes do CRCRS, o evento contou com as presenças de presidentes e representantes de entidades contábeis da região, bem como conselheiros, delegados representantes, delegados honorários e integrantes de Comissões de Estudos do Conselho. Também prestigiaram o seminário, autoridades municipais e a coordenadora do curso de Ciências Contábeis da Universidade, na oportunidade representando o reitor da UCPel.

Na abertura do evento, o presidente Márcio Schuch Silveira falou da satisfação pela retomada dos seminários presenciais. Também enfatizou que a realização do seminário marca a atuação do CRCRS no âmbito do debate de todos os temas que impactam a profissão.

O delegado representante do CRCRS em Pelotas, Carlos Roberto Vaz da Silva Almeida, ressaltou o aprendizado, obtido durante a pandemia, sobre as diferentes formas de comunicação. “Contudo, nenhuma delas é tão eficaz e satisfatória como a comunicação proporcionada pelo contato”, afirmou.

O presidente do Sindicontábil de Pelotas, Mário Gularte, também saudou os participantes e a retomada dos eventos presenciais. Salientou a importância da  oportunidade em proporcionar a atualização aos profissionais da região.

A prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas, foi representada pelo secretário da Fazenda, Jairo Dutra, que destacou a importância do papel dos contadores para o relacionamento entre a administração municipal e os empresários e para o desenvolvimento econômico.

A palestra sobre “A LGPD Aplicada à Realidade das Pequenas e Médias Organizações Contábeis”, ministrada pelo vice-presidente de Tecnologia e Inovação do CRCRS, Ricardo Kerkhoff, abriu o evento, tendo como mediador Luiz Roberto de Souza Ávila, integrante da Comissão de Estudos do Voluntariado do Conselho.
Kerkhoff apresentou aspectos da Lei 13.709, que dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural. Lembrou o histórico do surgimento e a necessidade de implementação da Lei e deu ênfase ao artigo 7º, que refere-se às hipótese em que poderá ocorrer o tratamento de dados pessoais.
Na na sequência, o contador Eduardo Ribeiro, integrante da Comissão de Estudos de Organizações Contábeis do CRCRS, abordou a “Contabilidade para Gestão”, com mediação da conselheira Marlete de Moura. Ribeiro falou um pouco da sua experiência e como deu a “virada de chave” na sua vida profissional. Considerou a Contabilidade Consultiva como importante para modernizar uma organização contábil e acompanhar as tendências do mercado, definindo-a como aplicação prática das informações que constam no balancete. Detalhou também as vantagens da contabilidade digital, do uso da tecnologia e do marketing para uma gestão eficaz.
Encerrando o Seminário de Gestão e Desenvolvimento, o secretário de Desenvolvimento, Turismo e Inovação de Pelotas, Gilmar Bazanella, e o presidente do CRCRS, Márcio Schuch Silveira, conduziram o debate em torno do tema “Conectados no Desenvolvimento da Sociedade”.
Presidente Márcio falou sobre a profissão contábil, a contribuição para o desenvolvimento e a sustentabilidade dos negócios, das entidades e sociedade. “Nós queremos o progresso e a prosperidade, o avanço do empreendedorismo, a desburocratização e a simplificação de processos”, definiu o presidente.
O secretário Gilmar apontou alguns progressos do município depois da aprovação da Lei da Liberdade Econômica e do andamento das tratativas para implantar o distrito industrial. Também reconheceu a importância dos profissionais da contabilidade na área pública.
Os painelistas, ao final da exposição, responderam às perguntas enviadas por whatsapp pelos participantes do seminário.
As inscrições dos seminários são gratuitos, sendo solicitado um quilo de alimento aos participantes. Os donativos são destinados, posteriormente, a entidades assistenciais da comunidade. Em Pelotas, as doações serão direcionadas ao Instituto São Benedito.
O seminário é sempre um momento de atualização profissional, que proporciona networking, troca de experiência e de aproximação do profissional com o Conselho. Durante o ano, serão realizados 12 seminários. O próximo será em Uruguaiana, em 7 de julho.

Multas por atraso da DCTFWeb passarão a ser emitidas automaticamente

A partir do dia 1º de julho de 2022, a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais Previdenciários e de Outras Entidades e Fundos (DCTFWeb) passará a emitir Multa por Atraso no Envio de Declaração (MAED) automaticamente quando a declaração for enviada depois do prazo. Todas as DCTFWeb originais enviadas em atraso a partir dessa data estarão sujeitas à MAED, independentemente de a quais períodos de apuração se refiram.

A notificação da multa e o DARF para o pagamento serão gerados diretamente pelo sistema, no momento do envio da declaração.

A MAED está prevista no art. 32-A da Lei nº 8.212 de 1991, e é devida sempre que a obrigação for entregue após o prazo legal, possuir incorreções ou não for entregue. O valor da multa pelo atraso é de 2% ao mês, sobre o total de contribuições informadas, mesmo que tenham sido pagas, limitado a 20% desse montante.

A multa mínima é de R$ 200,00 para DCTFWeb sem movimento (quando não há fato gerador de tributos) e de R$ 500,00 nos demais casos. Se forem identificados erros ou a declaração não for entregue (omissão), o contribuinte é intimado a corrigir os erros ou enviar a DCTFWeb, respectivamente.

Reduções

O valor da multa é reduzido em 50% se a DCTFWeb for enviada antes de qualquer procedimento de ofício, como o recebimento de intimação fiscal, por exemplo, ou em 25%, se a apresentação da declaração for dentro do prazo estabelecido na intimação.

Ainda, se o contribuinte for MEI, a multa tem redução de 90% e para as micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional, o valor cai pela metade (50%).

Descontos

Se o pagamento da multa for realizado dentro de 30 dias, o contribuinte ainda conta com um desconto de 50% no DARF.

Fonte: Receita Federal do Brasil

Estado reabre parcelamento facilitado para contribuintes do Simples Nacional prejudicados pela pandemia

Em mais um estímulo à retomada da atividade econômica e incentivo à regularização de dívidas tributárias contraídas durante a pandemia, a Receita Estadual e a Procuradoria-Geral do Estado estão disponibilizando condições especiais de parcelamento do ICMS devido por contribuintes optantes pelo Simples Nacional. A medida é válida para os débitos declarados em DeSTDA (Declaração de Substituição Tributária, Diferencial de Alíquota e Antecipação devida por Contribuintes da categoria Simples Nacional) vencidos no período de 1º de março de 2020 a 31 de maio de 2022.

As dívidas poderão ser parceladas em até 60 meses diretamente na internet tanto para débitos em cobrança administrativa quanto para débitos em cobrança judicial. Também estará dispensada a apresentação de garantias para obtenção do parcelamento.

A adesão será feita exclusivamente de maneira virtual no Portal e-CAC da Receita Estadual e fica disponível entre 4 de julho e 31 de agosto de 2022, que também é a data-limite para pagamento da parcela inicial. Informações adicionais estão disponíveis no Portal de Atendimento da Receita Estadual.

Conforme Ricardo Neves Pereira, subsecretário da Receita Estadual, a medida é mais uma ação que busca mitigar as consequências econômicas, causadas principalmente pelos efeitos da Covid-19, para as empresas do Rio Grande do Sul. “Queremos incentivar que os contribuintes fiquem em dia com o fisco, proporcionando fôlego ao fluxo de caixa das empresas, mas sem abrir mão dos valores devidos aos cofres públicos. Não se trata de um programa com descontos, mas sim de um parcelamento dos débitos de forma mais facilitada que normalmente, mantendo os acréscimos por atraso”, explica.

Segundo os dados do fisco gaúcho, dos mais de 200 mil optantes pelo Simples Nacional no Rio Grande do Sul pouco mais de 7 mil possuem dívidas relativas ao período da pandemia, totalizando cerca de R$ 44 milhões a serem regularizados. A novidade do parcelamento facilitado, que também atende à demanda oriunda do diálogo permanente com entidades representativas e empresariais, consta na Instrução Normativa RE Nº 052/2022, publicada no Diário Oficial do Estado da última terça-feira (21/6).

Clique aqui e confira a IN RE Nº 052/2022 no Diário Oficial do Estado de 21 de junho de 2022 (página 100).

Fonte: Receita Estadual/Ascom Sefaz

Contabilidade eleitoral: um segmento em franca expansão

O ano de 2022 descortina um novo, pouco explorado e promissor, nicho para os profissionais contábeis: a contabilidade eleitoral – um segmento que, na eleição de 2018, envolveu mais de 26 mil candidaturas, as quais movimentaram em torno de 1,7 bilhões de reais do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). Os números foram apresentados, em outubro de 2021, na XXXIV Conferência Interamericana de Contabilidade e XVIII Convenção de Contabilidade do RS, durante o painel “Contabilidade Eleitoral – O Novo Oceano Azul?”, apresentado pelo coordenador da Comissão de Contabilidade Eleitoral do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Haroldo Santos Filho, e o membro da Comissão Eleitoral do CFC, contador Guilherme Sturm, que também é delegado representante do CRCRS em Santa Rosa – RS.

Guilherme Sturm, membro da Comissão Eleitoral do CFC e delegado representante do CRCRS em Santa Rosa-RS

Neste ano, a previsão de um fundo eleitoral de 4,9 bilhões de reais para financiamento de campanhas é uma boa notícia para os partidos políticos. E para os profissionais que atendem a contabilidade eleitoral? Indagado sobre a questão, Guilherme Sturm considera: “Para nós, melhor ainda! Não vou fazer aqui juízo de valor, se esse dinheiro seria mais prioritário em outros segmentos, como saúde ou educação, por exemplo. O debate não é esse, a matriz de financiamento público foi uma escolha feita por todos nós, pós-escândalos revelados pela Operação Lava Jato, visando, inclusive, baratear o custo das campanhas eleitorais. Portanto, para nós, contadores, são pelo menos duas boas notícias: um mercado com disponibilidade natural e garantia de recursos (adimplência) e, ainda, prestação de contas com análise mais rigorosa por parte de Justiça Eleitoral, o que serve para prestigiar os serviços de contadores com experiência neste segmento, pois aumenta a complexidade do processo. Portanto, sem dúvida nenhuma, para nós, é uma boa notícia.”

O profissional da contabilidade tem um papel preponderante na prestação de contas eleitoral de candidatos e partidos, uma vez que agrega transparência e correção ao processo. Para a coordenadora do Grupo de Estudos de Contabilidade Eleitoral e conselheira do CRCRS, Lisiane München, o profissional da contabilidade deve acompanhar toda a movimentação financeira da campanha.

Lisiane München, coordenadora do Grupo de Estudos de Contabilidade Eleitoral e conselheira do CRCRS

Compete ao profissional contábil orientar sobre receitas e despesas, desde o início da campanha, realizando os registros pertinentes e auxiliando candidatos e partidos na elaboração da prestação de contas, observando todas as a legislações relacionadas e as normas do CFC, sem esquecer que o candidato e o administrador financeiro, se houver, respondem solidariamente pelas informações financeiras e contábeis prestadas (Lei 9.613/98),” explica Lisiane.

Apesar da atratividade do segmento eleitoral, porém, é preciso estar atento à possibilidade de cometer de erros. “Este é um nicho jovem e como tal, aumenta o risco de equívocos técnicos, que nem sempre custam barato,” alerta Guilherme Sturm.

São muitos detalhes relativos às finanças das campanhas que exigem a leitura e estudo atento das legislações aplicáveis. Uma das leituras obrigatórias para o profissional contábil que pretende atuar nessa área, recomendada por Lisiane, é a resolução do TSE. 23.607/2019, que trata sobre arrecadação, gastos e prestação de contas dos candidatos e partidos – alterada pela resolução 23.665/21, “que deve ser muito bem compreendida e aplicada na prática da campanha”, ressalta a contadora.

Desde 2019, uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina que a prestação de contas das campanhas eleitorais seja completamente digital. Essa realidade, que ainda é nova para muitos profissionais da contabilidade, exige adaptações. Para as eleições de 2022, em especial, para as pequenas empresas contábeis, Guilherme Sturm avalia o grande desafio que se impõe. “Não apenas pelo fato de ser um pleito digital, mas também, por ser um tipo de cliente bastante diferente dos clientes habituais dos escritórios de contabilidade. Atuar no mercado eleitoral exige cada vez mais especialização, principalmente, pelo volume de recursos públicos transitando nas campanhas. Uma saída para as pequenas empresas contábeis é vincularem-se às redes de negócios, que tragam know-how, ferramentas e estrutura, o que gera um investimento mais baixo e com menos risco para atuação em um segmento tão particular como esse,” considera Sturm.

Em relação a outros aspectos a serem observados pelos profissionais e empresas contábeis para empreenderem no campo da contabilidade eleitoral, Lisiane München destaca a série de permissões e proibições da prestação de contas eleitoral. “É importante que o profissional contábil conheça as regras de uso de cada recurso financeiro, os limites de gastos, bem como que se tenha um cuidado especial com os prazos das obrigações. Além, disso, orientar, acompanhar e construir as boas práticas com o candidato ou partido é fundamental para o sucesso do profissional contábil e para a aprovação da prestação de contas,” alerta a conselheira.

“Gestão para Negócios Contábeis: a inovação que pode fazer a diferença”

Mais uma parceria de sucesso! O CRCRS, por meio de sua Comissão de Estudos das Organizações Contábeis, com o apoio do Sescon-RS e do Sescon Serra Gaúcha, realizou, nesta segunda-feira (20), o webinarGestão para Negócios Contábeis: A inovação que pode fazer a diferença”, transmitido pela TV CRCRS, no YouTube.

Após a abertura, que contou com a participação dos presidentes das entidades Márcio Schuch Silveira, do CRCRS; Flávio Duarte Ribeiro Júnior, do Sescon-RS; e Osmar Júnior Tomielo da Rocha, do Sescon Serra Gaúcha, foram apresentados dois cases de sucesso em gestão de empresas de contabilidade, pela diretora do Sescon-RS Vanessa Malinowski Casagrande e pelo diretor de Formação Técnica Profissional do Sescon Serra Gaúcha e integrante da Comissão de Estudos de Organizações Contábeis do CRCRS, Arcenildo Valderes da Silva Nunes.

A moderação, ficou a cargo da coordenadora da comissão de estudos, Cármen Alves Tigre, que apontou o objetivo do programa: evidenciar o quanto a implantação de um sistema de gestão personalizado pode dar estrutura para o crescimento das pequenas empresas, qualificando o serviço contábil como um todo.

Abertura

Ao parabenizar a Comissão de Estudos pela escolha do tema, o presidente do CRCRS, Márcio Schuch Silveira, destacou a importância da gestão para o enfrentamento do ambiente competitivo.

Eu acredito muito que trabalhar gestão dentro das nossas empresas não só vai nos capacitar, e aos nossos sócios e colaboradores, para o melhor desenvolvimento dos negócios, mas também nos habilitar para que possamos conversar melhor sobre gestão com nossos clientes, muitos deles, pequenas médias ou até grandes empresas com deficiências de gestão. Ter estruturado a própria empresa, trabalhando gestão de pessoas, planejamentos financeiro e estratégico e controles nos habilita a não só a oferecer conhecimento, como, também, a trocar experiências”, afirmou Márcio Schuch.

A seguir, o presidente do Sescon-RS, Flávio Duarte Ribeiro Júnior, lembrou as consequências do aumento exponencial e muito veloz da aplicação de sistemas gerenciais nas empresas de contabilidade, ocorrido nos últimos dois anos, em função da pandemia. “Esse cenário fez com que nós, empresas de serviços contábeis, escritórios e profissionais da contabilidade nos tornássemos verdadeiros hubs de aceleração das empresas de desenvolvimento de software e de tecnologia. Com a grande complexidade dessa nova realidade, fomos deixando de ser apenas empresas que calculam impostos, fazem folhas de pagamento e questões fiscais. Nosso negócio passou a ser um grande gerador de dados e essa nova conjuntura valoriza a classe contábil, que passa a ser vista pela sociedade como estratégica para a economia como um todo”, argumenta Flávio.

Com os tradicionais escritórios de contabilidade alçados, hoje, ao patamar de empresas, torna-se cada vez maior a necessidade de controle da gestão e de uma visão de negócios muito mais profissional, como ressaltou o presidente do Sescon Serra Gaúcha, Osmar Júnior Tomielo da Rocha. “O Programa da Qualidade Contábil (PQC), é uma ótima ferramenta, que permite trabalhar a gestão, as equipes e ter uma visão de negócios muito mais profissional, nas empresas contábeis”, justifica Osmar.

O PQC foi desenvolvido, em conjunto, pelo Sescon-RS e Sescon Serra Gaúcha, com o objetivo de fortalecer e reconhecer as organizações contábeis do Rio Grande do Sul, pelo trabalho desenvolvido em prol da melhoria da gestão e aumento dos resultados.

Casa de ferreiro, espeto de ferro”

O diretor de Formação Técnica do Sescon Serra Gaúcha, Arcenildo Valderes da Silva Nunes, iniciou sua palestra brincando com o tradicional ditado “Casa de ferreiro, espeto de pau”. “Somos empresas de serviços contábeis e, como tais, o nosso ditado é ‘Casa de ferreiro, espeto de ferro’! Para levarmos gestão para o nosso cliente, temos que trabalhar gestão nas nossas empresas, afinal de contas, também somos um negócio, com objetivos em comum com os demais empreendedores”, enfatizou.

Na apresentação sobre sua empresa, Arcenildo surpreendeu a plateia com um desafio: aprender a fazer gestão para negócios contábeis com as crianças – elas fazem perguntas básicas que podem servir para nortear a leitura dos processos e da produtividade da empresa, bem como permitem uma comparação com os dados da concorrência, capaz de resultar na melhoria dos serviços e, por consequência, em melhor faturamento.

Um sonho bem sucedido

Outro case de sucesso iniciou há 12 anos, em Cachoeirinha, Região Metropolitana de Porto Alegre, com a contadora Michele Modelski, cuja experiência profissional foi baseada na prática em escritórios contábeis. Três anos depois, chegou a sócia Vanessa Malinowski Casagrande, que trazia no currículo a atuação na área tributária de grandes empresas. A partir dessa união, o negócio passou a crescer. Porém, consolidar o sonho de prestar serviços contábeis de forma inovadora e descomplicada, exigiu superar as limitações de uma formação voltada aos aspectos técnicos e focar na gestão.

Fomos buscar o modelo de gestão da Fundação Nacional de Qualidade, que nos permitiu olhar para cada momento dentro da empresa e ir adaptando passo-a-passo. Desde 2015, temos seguido esses parâmetros, cumprindo ciclos periódicos: olhar para dentro da empresa, vendo o que precisa, aprender e monitorar”, conta Vanessa.

Mais detalhes dessas histórias de sucesso, você acompanha no canal do CRCRS no YouTube, no webinar “Gestão para Negócios Contábeis: A inovação que pode fazer a diferença”. Clique e confira.

CFC publica edital de abertura do EQT 2022

O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) publicou, na manhã desta quarta-feira, 22, no Diário Oficial da União (DOU), o Edital n.º 1/2022 do Exame de Qualificação Técnica (EQT) para Auditoria e Perícia.

O documento torna pública a abertura de inscrições e estabelece as normas para a realização da 23ª Edição do EQT para registro no Cadastro Nacional de Auditores Independentes (CNAI), para os profissionais que pretendam atuar nas instituições autorizadas a funcionar pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), pelo Banco Central do Brasil (BCB), pelas Sociedades Supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e pelas Sociedades Supervisionadas pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).

O texto também regulamenta a 6ª Edição EQT, para registro no Cadastro Nacional de Peritos Contábeis (CNPC) do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), para profissionais que pretendam atuar como peritos contábeis.

As inscrições custarão o valor de R$200 e estarão abertas das 15h do dia 24 de junho até as 14h do dia 27 de julho de 2022, em consonância com o horário oficial de Brasília (DF). Elas devem ser realizadas, exclusivamente, no site da Fundação Cesgranrio. Ainda de acordo com o edital, as provas serão aplicadas na modalidade presencial nas 26 capitais de todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.

Para verificar os demais detalhes e acessar a publicação na íntegra, no DOU clique aqui, ou no site do CFC.

Fonte: Comunicação CFC

CRCRS na mídia | JC Contabilidade aborda compliance fiscal e a utilização da contabilidade para a gestão eficaz na pecuária

A edição de hoje do JC Contabilidade traz reportagem sobre compliance fiscal nas empresas, com a participação do integrante da Comissão de Estudos de Governança e Compliance do CRCRS, Sandro Augusto Martins Bittencourt. E, ainda, na página de Opinião, a integrante da Comissão de Estudos do Agronegócio do CRCRS, Pamela Fiuza Werlang, assina artigo sobre “A utilização da contabilidade para a gestão eficaz na pecuária”. Confira.

IV Olimpíada Brasileira de Educação Financeira e IV Olimpíada de Educação Financeira do Rio Grande do Sul

O projeto de Educação Financeira tomou forma em 2012, na Universidade Federal da Paraíba, como Programa de Extensão, sendo desenvolvido para crianças do 1º ano até o 5º ano. A partir desse programa, que surgiu a inspiração para a 1ª Olimpíada Paraibana de Educação Financeira. Depois de duas edições da Olimpíada, apenas na Paraíba, resolveu-se expandir e aplicá-la no país todo, surgindo a 1ª Olimpíada Brasileira de Educação Financeira, em 2019, que reuniu mais de 38 mil participantes. As edições de 2020 e 2021 foram realizadas de forma on-line; e no ano de 2022 serão retomadas no formato presencial.

Integram a Rede de Olimpíada Brasileira de Educação Financeira (OBEF), as universidades públicas e institutos federais de todas as unidades federativas e Distrito Federal. No Rio Grande do Sul, a OBEF está sob a coordenação da professora Wendy Haddad Carraro, do curso de Ciências Contábeis da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em 2019, participaram quase 3 mil crianças do Estado, sendo 11 as medalistas nacionais.

A Olimpíada tem o objetivo de estimular e promover o estudo da Educação Financeira nas instituições de ensino, em cada estado do país, e assim, contribuir para a melhoria da qualidade da Educação. Além disso, uma das suas premissas é despertar o interesse de crianças e adolescentes no aprendizado da Educação Financeira, e também para conhecer o nível de conhecimento dos alunos sobre esse assunto. Outro ponto que vale ressaltar é que a Olimpíada promove a inclusão social, por meio da difusão do conhecimento e a interação entre as intuições de Ensino Fundamental e Médio com as de Ensino Superior.

A OBEF consiste na aplicação de uma prova (com quatro fases), com questões objetivas para todos os alunos regularmente matriculados nas instituições de ensino público e privado, subdividida em cinco níveis: 1: alunos do 2º ao 3º ano do ensino fundamental I; 2: alunos do 4º ao 5º ano, do ensino fundamental I; 3: alunos do 6º ao 7º ano do ensino fundamental II; 4: alunos do 8º ao 9º ano do ensino fundamental II; e 5: alunos do 1º ao 3º ano do ensino médio.

Na edição de 2022, a OBEF está dividida em 4 fases, sendo a primeira e a segunda, a aplicação de provas nas escolas de forma on-line, na própria escola. A terceira e quarta fase ocorrem de forma presencial nas universidades que integram a Rede OBEF. Os detalhes e critérios de aprovação de cada fase encontram-se no edital, bem como as orientações em relação às inscrições: http://ufpb.br/educacaofinanceira/contents/paginas/editais/edital-iv-obef

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelas escolas até dia 24/06/2022. Dúvidas podem ser enviadas para o e-mail edufinanceiraprobex@gmail.com ou para a coordenação regional do RS obefrs@ufrgs.br

A Educação Financeira é um tema importante e participar da IV OBEF é uma forma de contribuir para o desenvolvimento de competências e habilidades dos nossos futuros adultos.

Redes sociais: https://www.instagram.com/edufinanceiraufrgs/ https://www.instagram.com/edufinanceiraprobex/

Fonte: Contadora Wendy Haddad Carraro, professora de Ciências Contábeis da UFRGS e conselheira do CRCRS