Curso “Sped ECD” trilha caminho do módulo de Escrituração Contábil Digital

Imperdível! Está disponível no canal do CRCRS no YouTube o curso “Sped ECD – Escrituração Contábil Digital”, ministrado pelo contador Adilson Torres, especialista em Contabilidade e Finanças e consultor empresarial, que foi transmitido ao vivo, em 8 de junho, pela TV CRCRS.

Realizado pelo Conselho, por meio de sua Comissão de Estudos de Contabilidade Aplicada ao Setor Público, o curso trilha o caminho do módulo do Sped ECD, abordando meandros do Sistema Público, como aspectos do seu contexto e da Auditoria Fiscal. Entre outros itens, também foram avaliados, a finalidade do Sped ECD, que vem, gradativamente, substituindo a escrituração em papel; o prazo de entrega; situações especiais; e  correções ou, ainda, em casos extremos, as substituições da Escrituração.

Confira o curso na íntegra,pelo canal do CRCRS no YouTube, lembrando que, no mês de julho, a palestra será sobre o Sped ECF. Não perca!

CFC aprova resolução criando o Comitê Brasileiro de Pronunciamentos de Sustentabilidade

O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) aprovou nesta quinta-feira, 9 de junho, resolução criando o Comitê Brasileiro de Pronunciamentos de Sustentabilidade (CBPS), que terá por função o estudo, o preparo e a emissão de documentos técnicos sobre divulgação das práticas de sustentabilidade (ambiental, social e de governança – ASG), preparando pronunciamentos técnicos para serem adotados pelos reguladores no Brasil. O novo comitê vai interagir com o International Sustainability Standards Board (ISSB), cuja criação foi anunciada pela Fundação IFRS na Conferência das Partes da ONU, a COP26, em Glasgow, no Reino Unido, em novembro de 2021.

O objetivo do ISSB é fornecer uma linha de base global abrangente de padrões de divulgação relacionados a sustentabilidade, que forneçam aos investidores e outros participantes do mercado de capitais informações sobre os riscos e oportunidades das empresas, para ajudá-los a tomar decisões em melhores bases informacionais.

Nos últimos anos, mais e mais investidores globais têm direcionado seus recursos financeiros para empresas comprometidas com a sustentabilidade ASG e que têm como prática a divulgação de suas ações nesse sentido. De acordo com o relatório Gerenciamento de Riscos Globais – 2020 (GRIS), houve um expressivo crescimento nos investimentos sustentáveis globais, atingindo a cifra de US$ 35,3 trilhões nos cinco principais mercados cobertos pelo relatório (Austrália, Canadá, Europa, Estados Unidos e Japão), o que representa cerca de um terço dos ativos financeiros sob gestão no mundo. Isso representa um crescimento de 55% de 2016 a 2020.

Segundo o relatório, o crescimento na demanda por negócios ASG se deve ao desejo de maior transparência nos negócios, à preocupação com questões climáticas e biodiversidade e ao desejo de se promover uma sociedade mais justa com inclusão social e respeito aos direitos humanos. O movimento é motivado porque os riscos pré-financeiros são cada vez mais considerados por investidores.

A agenda ASG ganhou protagonismo nos mercados de capitais, e a criação de padrões de divulgação das ações das empresas sobre o tema da sustentabilidade tornou-se um imperativo de mercado, que demanda informações comparáveis e verificáveis.

As informações dos fatores de sustentabilidade ASG pelas empresas trazem benefícios aos investidores, porque estão integradas a questões economicamente significativas, com a redução de restrições financeiras, de custos de capital, das distorções nas previsões dos analistas e menor volatilidade nos preços de ações em torno desse tipo de divulgação.

A criação do CBPS tem o apoio da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), da Superintendência de Seguros Privados (Susep), do Banco Central do Brasil (BCB) e da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).

OComitê será composto por dois representantes das entidades fundadoras do CPC: Abrasca, Apimec Brasil, B3, CFC, Ibracon e Fipecafi, e ainda deverá receber indicações de entidades representativas de investidores do mercado de capitais. O CBPS terá 14 membros e quatro coordenadorias, nos moldes consolidados pelo CPC – Comitê de Pronunciamentos Contábeis – há quase 20 anos.

Como já existem dois temas colocados em audiência pública pelo ISSB – um que estabelece os requisitos gerais de divulgação relacionados à sustentabilidade e o outro que especifica os requisitos de divulgação relacionadas ao clima –, a Fundação de Apoio ao CPC (FACPC) criou um Grupo de Trabalho que está ultimando as sugestões a serem encaminhadas até 29 de julho de 2022 para o ISSB.

Fonte: Grupo de Divulgação do CBPS

Materiais do Seminário Nacional de Contabilidade Eleitoral e Partidária de 2022 já estão disponíveis

As apresentações e os vídeos do Seminário Nacional de Contabilidade Eleitoral e Partidária 2022 – Financiamento de Campanha e Prestação de Contas Eleitorais, realizado nos dias 8 e 9 de junho, já estão disponíveis ao público. O evento foi promovido em parceria com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foi transmitido para o todo o país, atingindo cerca de 5 mil profissionais.

A íntegra das palestras e os materiais das apresentações podem ser acessadas nos links abaixo:

Painel: Inovações da Legislação para as Eleições 2022
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Painel: Evolução da Qualidade da Prestação de Contas
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Painel: Teoria e Prática da Contabilidade Eleitoral
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Painel: Arrecadação de Recursos Eleitorais
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Painel: Entrega das Prestações de Contas e Julgamento
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Painel: Pré-Campanha Aspectos Preliminares e Constituição Jurídica do Candidato
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Painel: Gastos Eleitorais
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Painel: Contratações de Gastos Eleitorais
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Vídeos

Dia 8 de junho de 2022
Quintas do Saber – Os Desafios da Justiça Eleitoral nas Eleições de 2022.

Dia 9 de junho de 2022
Seminário Nacional de Contabilidade Eleitoral e Partidária 2022 – Financiamento de Campanha e Prestação de Contas Eleitorais.

Fonte: Comunicação CFC

Contas bancárias dos fundos da criança e do idoso precisam estar ativas para receberem repasse das destinações do IRPF

Prazo para que contas inativas sejam reativadas junto aos bancos vai até 6 de julho.

Está agendado para o próximo dia 29 de julho o repasse, pela Receita Federal, de valores destinados aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente (FDCA) e aos Fundos dos Direitos da Pessoa Idosa (FDI) por meio da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (Dirpf) 2022. Os fundos precisam estar atentos, pois não serão repassados os valores doados aos fundos aptos que apresentem conta bancária inativa no momento do repasse.

Para a efetivação dos repasses, é necessário que as contas informadas no cadastro dos fundos estejam em situação ativa junto à respectiva instituição bancária até o dia 6 de julho e no próprio dia de efetivação do repasse.

A Receita Federal recomenda que os gestores dos fundos fiquem atentos às datas e verifiquem com antecedência no banco se, de fato, a conta bancária está ativa, a fim de assegurar que o dinheiro seja repassado.

Caso a conta não esteja ativa e o repasse não aconteça, o fundo só poderá receber esses recursos em 2023, no próximo repasse de valores atrasados. Conhecido por Repasse Multiexercício, ele deve ocorrer no primeiro semestre, em data a ser divulgada futuramente.

Para mais informações, visite o site da Receita Federal.

Fonte:  Receita Federal do Brasil

CRCRS participa da 31ª reunião do Conselho Estadual de Desburocratização e Empreendedorismo

O CRCRS, representado pelo vice-presidente de Fiscalização, Juliano Abadie, participou, nesta quinta-feira, 9, de mais uma reunião do Conselho Estadual de Desburocratização e Empreendedorismo do Rio Grande do Sul (Cede). Nesse, que foi o 31º encontro do Cede, foram apresentados os balanços dos projetos “Crie o Impossível” e Escolha Certa”, relacionados à área da educação, e atualizadas as informações sobre o andamento da plataforma de desburocratização Tudo Fácil Empresas (TFE), implementado pela Junta Comercial do Estado.

Vice-presidente de Fiscalização do CRCRS, Juliano Abadie

Na oportunidade, o vice-presidente do CRCRS reiterou o apoio do Conselho no sentido de propor às prefeituras, que ainda não participam do TFE, que se integrem ao projeto, implementado pela JucisRS. “Quanto maior for a adesão ao Tudo Fácil Empresas, mais ágil e competitivo se tornará a nossa economia e o CRCRS se mantém firme na proposição de contribuir para a melhoria do ambiente de negócios, em prol da desburocratização e do desenvolvimento econômico”, afirmou Juliano Abadie.

Até o momento, 46 municípios já aderiram à plataforma, sendo três em funcionamento de 42 em processo de implantação.

31ª reunião do Cede

Além do vice-presidente do Sebrae-RS, André de Godoy, que conduziu o encontro, em formato híbrido, e da presidente da JucisRS, Lauren Momback, estiveram presentes conselheiros do Cede, representantes do governo estadual, da prefeitura de Porto Alegre, de entidades profissionais e da ONG Parceiros Voluntários.

“Esquenta Contabilidade”: entidades contábeis realizam campanha do agasalho

Doe calor, receba amor!” É com esse slogan que as entidades da classe contábil se unem para a realização da campanha “Esquenta Contabilidade”. Com a participação do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul (CRCRS), Sescon-RS, Sescon Serra Gaúcha e Fecontábil, o objetivo é recolher agasalhos e cobertas para que a população mais vulnerável possa enfrentar o inverno.

No dia 22 de junho, como encerramento da campanha, vice-presidentes, membros de comissões de estudos e conselheiros do CRCRS estarão na loja da entidade, recebendo doações.

Antes do dia 22, os donativos podem ser entregues, de segundas a sextas-feiras, nos seguintes locais e horários:

CRCRS: Av. Senador Tarso Dutra, 170, loja 101 – Bairro Petrópolis – Porto Alegre – 9h às 17h;

Sescon-RS: R. Augusto Severo, 168 – Bairro São João – Porto Alegre – 9h às 17h;

Sescon Serra Gaúcha: R. Ítalo Victor Bersani, 1134 – Bairro Jardim América – Caxias do Sul – 8h às 11h45 e 13h30 às 17h30.

No interior, os postos de arrecadação funcionam nos sindicatos de profissionais da contabilidade.

 

Retrocessos dos novos projetos de legislações eleitorais são abordados em painel do Quintas do Saber

O projeto Quintas do Saber, realizado na manhã desta quarta-feira (8), trouxe como tema “Desafios da Justiça Eleitoral nas Eleições de 2022”. Essa edição do evento aconteceu durante a realização do Seminário Nacional de Contabilidade Eleitoral e Partidária, promovido pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC).

Para falar sobre o assunto, foi convidada a secretária de Controle Interno e Auditoria do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE/SC), Denise Goulart Schlickmann. Em sua fala, Denise pontuou que os desafios para essas eleições são, sem dúvida, o combate à desinformação para garantir eleições transparentes, processo eleitoral justo e urnas eletrônicas confiáveis.

Entretanto, no que diz respeito ao financiamento de campanha e prestação de contas eleitorais, tema central da apresentação da palestrante, Denise destacou que o desafio maior se encontra nas iminentes aprovações do projeto do novo Código Eleitoral, o PLP nº 112/2021, que dispõe sobre as normas eleitorais e as normas processuais eleitorais brasileiras, e o Projeto de Lei nº 700/2022, que altera a Lei nº 9.096, de 19 de setembro de 1995, e a Lei nº 9.504, de 30 de setembro de 1997, para instituir normas relativas às prestações de contas partidárias e eleitorais.

O PLP nº 112/2021, a nova proposta de Código Eleitoral, já aprovado na Câmara dos Deputados e em tramitação no Senado Federal, traz como motivações a simplificação das regras, dar clareza, segurança jurídica, supressão de resquícios autoritários, uma vez que Código Eleitoral vigente data de 1965, entre outras coisas. “O projeto do novo Código eleitoral tem inúmeros e inegáveis avanços em outras áreas do direito eleitoral. Mas, na área do financiamento de campanha eleitoral e partidária, do ponto de vista da Justiça Eleitoral, nós perdemos muito”, afirmou.

A constatação de Denise vem do fato de o projeto elencar ainda como motivações a transição de um direito eleitoral da proibição para o processo eleitoral da liberdade e dos pluralismos de ideias. De acordo com a secretária de Controle Interno e Auditoria, o problema reside nessa questão, pois o que se interpreta por transição do direito eleitoral de proibição é, na verdade, uma ausência quase que completa da possibilidade de a Justiça Eleitoral fiscalizar.

“Isso incorre em impactos sobre as regras de distribuição, aplicação de recursos e prestação de contas nas duas esferas, tanto partidária quanto eleitoral, temos prejuízo muito claro à independência e à possibilidade de atuação da Justiça Eleitoral no dever que ela tem de julgar a regularidade das contas, que não é feito por escolha, mas por competência legal. Nós perdemos muito da independência e da possibilidade de ampla fiscalização”, afirmou.

Para embasar sua argumentação, Denise mostrou as inovações trazidas pelo PLP nº 112/2021, que aparecem nos dispositivos que tratam de fontes vedadas, empréstimos de campanha, comercialização de bens em eventos, autofinanciamento, computo em dolo, coligações, fundo especial para o financiamento de campanha, obrigações de prestar contas e veracidade dos gastos.

Em relação ao PL nº 700/2022, que tramita em regime de urgência no Senado Federal, os retrocessos também são inúmeros. O PL permite o uso de qualquer programa informatizado existente no mercado para prestar contas. “Isso nos retira a possibilidade de padronizar, de cruzar dados, de executar os procedimentos de auditoria que nós já consolidamos há anos”, pondera.

O PL nº 700/ prevê ainda que o exame contábil passa a ser meramente formal, não podendo ser requisitado nenhum documento adicional, além de curiosidades como o impedimento de apontar irregularidades de pessoa jurídica ou de prestador de serviço que já tenha sido contratado anteriormente por um Tribunal Eleitoral ou órgão da Administração Pública, entre outras coisas.

“Nós temos um impacto muito significativo nessas regras de aplicação e distribuição de recursos e prestação de contas. Temos um prejuízo muito claro à independência da Justiça Eleitoral e as possibilidades que ela tem de atuar para examinar irregularidade de contas. Temos avanços normativos muito pequenos, como o exemplo o computo dos votos das minorias que também passa a ser incorporado no novo projeto de Código Eleitora e as regras de financiamentos de mulheres e candidaturas negras. Temos pequenos avanços normativos, mas inúmeros retrocessos”, concluiu.

Participaram das discussões do painel do Quintas do Saber o vice-presidente de Desenvolvimento Operacional do CFC, Joaquim de Alencar Bezerra Filho, o conselheiro do CFC e diretor do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Haroldo Santos, e o diretor do MCCE, Melillo Diniz.

O Quintas do Saber é um projeto desenvolvido pela Academia Brasileira de Ciências Contábeis (Abracicon) que visa proporcionar encontros com convidados de renome nacional, como gestores e representantes públicos, estudiosos reconhecidos e lideranças, para discutir temas de alta relevância para a classe contábil e sociedade.

Fonte: Comunicação CFC

RS elimina Substituição Tributária para oito grupos de mercadorias

Medida implementada pela Receita Estadual será válida a partir de julho e atende demanda de diversos setores econômicos gaúchos

Atendendo a demanda dos setores econômicos e baseado em estudos econômico-tributários, a Receita Estadual está excluindo da Substituição Tributária (ST) as operações envolvendo oito grupos de mercadorias. A medida consta no Decreto Nº 56.541, publicado no Diário Oficial de 9 de junho, e é válida a partir de 1º de julho de 2022. Os setores e grupos de produtos abrangidos são os pneumáticos de bicicletas, aparelhos celulares, produtos eletrônicos, artefatos de uso doméstico, ferramentas, artigos de papelaria, materiais elétricos e máquinas e aparelhos mecânicos.

A retirada dos produtos da ST faz parte da agenda de estímulo ao desenvolvimento econômico que vem sendo trabalhada pelo governo do Estado e, no tocante às questões tributárias, especialmente pela Receita Estadual. As ações estão inseridas no contexto da agenda Receita 2030, composta por 30 medidas para modernização da administração tributária gaúcha. A arrecadação do ICMS ST dos oito setores que serão impactados pela medida representa aproximadamente 3,2% da arrecadação total do ICMS no RS.

Trabalhamos com uma agenda de modernização, com foco na simplificação extrema das obrigações tributárias dos contribuintes, na transformação digital do fisco e no desenvolvimento econômico do Estado. No mesmo sentido, também priorizamos o ajuste fiscal das contas, com ênfase, no caso da Receita Estadual, no lado das receitas públicas, ou seja, na arrecadação”, destaca Ricardo Neves Pereira, subsecretário da Receita Estadual, explicando que a revisão de produtos que fazem parte da sistemática da ST seguirá em análise pelo fisco.

A sistemática da ST foi instituída no Rio Grande do Sul e em outros estados brasileiros por apresentar, para o Estado, a vantagem de concentrar a arrecadação do ICMS em apenas uma etapa do processo produtivo de determinados bens. Por outro lado, para os contribuintes que estão nas etapas posteriores ao recolhimento do imposto, o mecanismo possibilita ampla simplificação pela não realização das tarefas necessárias para a determinação do ICMS devido por eles.

Todavia, com as recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), em especial com o fim da “definitividade” do ICMS recolhido sob a sistemática da ST, o Estado viu-se obrigado a monitorar a arrecadação em todos os elos das cadeias de distribuição. Já os contribuintes que recebem os produtos já tributados, por sua vez, passaram a fazer pagamentos adicionais (quando a base de cálculo da retenção foi inferior ao preço final efetivamente praticado) ou a solicitar ressarcimentos mensais do ICMS (quando a base de cálculo da retenção foi superior ao preço final efetivamente praticado), com o objetivo de “ajustar” o imposto inicialmente estimado ao imposto calculado com base nos valores reais das operações.

Diante da alteração, portanto, as principais virtudes atribuídas à ST, especialmente a simplificação para os contribuintes, foram substituídas por uma sistemática mais complexa que a exigida no sistema tradicional de “débito x crédito”. Atenta aos acontecimentos, a Receita Estadual iniciou um processo de revisão criteriosa da ST para avaliar em quais casos tal sistemática ainda é válida para o Estado e para os contribuintes e, por outro lado, para quais produtos é mais conveniente retornar ao sistema tradicional.

Os estudos e o relacionamento com os setores econômicos resultaram, em um primeiro momento, na identificação e na eliminação da ST para oito grupos de mercadorias que o Estado entendeu viável deixar de exigir a aplicação da sistemática. A decisão considera também a evolução nos sistemas de controles fiscais nos últimos anos e as vantagens decorrentes da simplificação da forma de apuração ao retirar as atuais complexidades inerentes à exigência do imposto por ST. Outros grupos de operações com mercadorias também estão em fase de estudo na administração tributária estadual.

Entenda as mudanças na sistemática da ST

  • A sistemática da ST estabelece que um contribuinte da cadeia produtiva recolhe o imposto pelos demais a partir de um valor de mercadoria presumido.

  • Em 2016, o STF definiu, por meio do Recurso Extraordinário nº 593.849, a possibilidade de restituição ao contribuinte do ICMS-ST pago a maior e a complementação ao Estado do ICMS-ST pago a menor quando há diferença entre a base de cálculo presumida e o preço final efetivamente praticado na operação. A alteração de entendimento motivou ações judiciais nos Estados e criou uma série de dificuldades operacionais para o fisco e para os contribuintes, retirando um dos principais objetivos da sistemática, que era a redução do universo de contribuintes submetidos à fiscalização, obrigando o controle de todas as operações subsequentes para verificar a correção dos valores de imposto a restituir ou a complementar apurados.

  • Após um amplo debate, adaptações de legislação e de sistemas de controle, o Estado do Rio Grande do Sul passou a exigir dos contribuintes a apuração do chamado “Ajuste ST” no início do ano de 2019. No entanto, a sistemática implementada é complexa, gerando uma série de dificuldades para os contribuintes e para o próprio Fisco no controle da apuração. Além dos problemas operacionais, também foram verificadas uma série de distorções em diversos segmentos e regiões, referentes a práticas de mercado ou diferenças regionais de preços que não geravam impacto na sistemática original da ST.

  • Com o objetivo de adequar as distorções e com a autorização do Convênio ICMS nº 67/19, no ano de 2020 o Rio Grande do Sul instituiu Regime Optativo de Tributação da Substituição Tributária (ROT-ST), viabilizando que parte dos contribuintes optassem pela não aplicação do Ajuste ST. Apesar da solução, as dificuldades de controle seguiram existindo, pois os contribuintes com valores a restituir significativos continuaram realizando o Ajuste ST. Além disso, outras Unidades da Federação, em especial com proximidade física do Rio Grande do Sul, optaram por deixar de submeter uma série de operações à sistemática de ST, gerando vantagens competitivas na atração de investimentos de contribuintes.

  • Nesse contexto, o Estado do Rio Grande do Sul iniciou estudos para verificar a viabilidade de deixar de submeter operações à sistemática de ST, considerando, em especial, as evoluções nos sistemas de controles fiscais nos últimos anos e as vantagens decorrentes da simplificação da forma de apuração ao retirar as complexidades inerentes à exigência do imposto por ST. Em um primeiro momento, foram identificados oito grupos de operações com mercadorias em relação aos quais o Estado entendeu viável deixar de exigir a ST para frente. Continuam em estudo outros grupos de produtos.

Sobre os impactos na EFD e na GIA

Está em fase final de revisão a normativa com as instruções que serão incorporadas na IN DRP N° 045/98, repercutindo os impactos na Escrita Fiscal Digital (EFD) e na Guia de Informação e Apuração do ICMS (GIA). Serão inseridos detalhes procedimentais na Seção 23.0, Capítulo IX, Título I. Também há impactos na sistemática do Ajuste ST, disciplinado na Seção 19.0, Capitulo IX, Título I.

Resumidamente, os dispositivos disciplinarão:

  • Na EFD da competência de 07/2022 deverá ser apresentado o inventário (Bloco H) relativo às mercadorias que estão saindo da ST na data de 30/06/2022.

  • A primeira parcela do crédito do inventário (restituição, nos termos previstos no Livro III, art. 23, §§ 2º a 3º) será adjudicada na competência do mês 07/2022.

  • O crédito a ser lançado no mês 07/2022 será adjudicado através da emissão e escrituração da NF-e, Livro III, art. 23, § 4º, “b” e “d”. Na EFD, essa NF-e será escriturada com a apresentação de registro C197, com o código RS10000406.

  • Como forma de simplificar a adjudicação do crédito, assim com otimizar o controle sobre as demais parcelas, será emitida e escriturada uma única Nota Fiscal de adjudicação do crédito, com o valor total a ser creditado. Os valores correspondentes às parcelas seguintes (ainda não disponíveis para a compensação) deverão ser objeto de segregação em registro 1200, com código RS190706, e constarão no campo 26 (Créditos não compensáveis a transportar para o mês seguinte) do Quadro B da GIA.

  • Nos meses seguintes, cada parcela do crédito deverá ser retirada do registro 1200 e lançada na apuração do ICMS.

Texto: Ascom Sefaz / Receita Estadual

CFC, Fenacon e Ibracon solicitam à RFB ajustes no sistema do IRRF e de contribuições previdenciárias

O Conselho Federal de Contabilidade (CFC), a Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícia, Informações e Pesquisas (Fenacon) e o Instituto de Auditoria Independente do Brasil (Ibracon) enviaram um ofício ao secretário Especial da Receita Federal do Brasil (RFB), Julio Cesar Vieira Gomes, para solicitar ajustes no sistema do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF) e de contribuições previdenciárias. O documento foi enviado nesta quarta-feira (8).

De acordo com o texto, as entidades vêm recebendo relatos da classe contábil informando a inclusão, equivocada, de débitos com exigibilidade suspensa. Tal fato, tem acarretado, de forma errônea, a emissão de certidões positivas com efeitos de negativa.

Esse problema, segundo o ofício, tem afetado tanto pessoas jurídicas quanto empregadores domésticos. As entidades informam que tanto o IRRF devido por empregadores domésticos quanto as contribuições previdenciárias em geral, não vencidas, têm sido interpretados, por um erro no sistema, como débitos de exigibilidade suspensa. Isso impede que esses contribuintes obtenham as suas Certidões Negativas de Débito.

Fonte: Comunicação CFC

Destinação do Imposto de Renda aos fundos cresce 34%, este ano. Parabéns, profissionais da contabilidade!

Levantamento preliminar da Receita Federal do Brasil aponta aumento de 34,6% nas destinações do Imposto de Renda (IR) aos fundos da criança e do adolescente e idoso, este ano, ou seja, mais de R$ 29 milhões. Em 2021, o valor arrecadado foi de R$ 21,6 milhões.

A colaboração efetiva da classe contábil gaúcha, reconhecidamente, foi determinante para a obtenção de resultados positivos e crescentes a cada ano. A concentração de esforços e a mobilização, em nível estadual, dos profissionais, no sentido de incentivar seus clientes a destinarem parte do IR aos fundos têm favorecido na melhoria das condições de vida de muitas comunidades.

Este ano, pelo quarto ano consecutivo, o CRCRS participou da campanha Valores que Ficam, iniciativa da Assembleia Legislativa do RS, com a parceria da Receita Federal do Brasil, CRCRS, Sescon-RS, entre outras entidades. Além disso, o Conselho lançou também a campanha Imposto Solidário, com envolvimento dos delegados representantes nas diversas regiões do Estado.

Com total adesão e comprometimento da classe contábil, os resultados crescem a cada ano, beneficiando milhares de pessoas. É o profissional da contabilidade cumprindo o seu papel social!