75 anos do Sistema CFC/CRCs: diálogo sobre diversidade é essencial e precisa se estender

Ao olhar para o mercado de trabalho e para o setor educacional, ainda há muito a ser feito para que a comunidade LGBTI+ conquiste um lugar de igualdade em relação aos demais. Apesar dos avanços nos últimos anos, ainda são perceptíveis inúmeras barreiras para a ascensão profissional dessas pessoas, especialmente para as pessoas transgêneras. Dados de uma pesquisa realizada pelo Center for Talent Innovation, revelam que 61% de funcionários gays e lésbicas decidem esconder sua sexualidade de gestores e colegas em razão do medo de perderem o emprego.

Nesses 75 anos de existência do Sistema CFC/CRCs, o diálogo avançou com a inclusão de comissões sobre o tema nos Conselhos Regionais de Contabilidade (CRCs) e, ainda, com o direito de candidatos usarem o nome social na prova do Exame de Suficiência, porta de entrada para profissionais estarem aptos a exercerem a profissão. “Desde 2019, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) adotou o direito do uso do nome social de candidatos do exame justamente porque, além de ser algo muito importante nas relações sociais, ele caminha junto com a aparência”, explica o presidente do CFC, Zulmir Breda. “Os dois [o nome e a aparência] são as primeiras coisas que identificam uma pessoa, por isso, precisamos respeitar essa identidade”, completa.

A discussão desse assunto se torna cada vez mais urgente, tendo em vista a sua responsabilidade social e os desafios que esses indivíduos ainda enfrentam em suas respectivas carreiras. No entanto, para que esse diálogo seja realizado, é necessário entender. A sigla LGBTI+ significa:

  • L: Lésbicas – mulheres que se identificam com seu gênero e têm preferência sexual por mulheres;
  • G: Gays – homens que se identificam com seu gênero e têm preferência sexual por homens;
  • B: Bissexuais – pessoas que têm preferência por dois ou mais gêneros;
  • T: Transgêneros (engloba as travestis, as mulheres transexuais e os homens trans) – pessoas que não se identificam com os gêneros que lhes foram atribuídos na hora do nascimento, baseados em seus órgãos sexuais;
  • I: Intersexos – pessoas não definidas distintamente como homens ou mulheres (antigamente denominadas como hermafroditas); e
  • +: outras letras, como Q de Queer e A de assexual.

Ainda segundo a pesquisa da Center for Talent Innovation, 33% das empresas do Brasil não contratariam para cargos de chefia pessoas LGBTs; 41% dessas pessoas afirmam terem sofrido algum tipo de discriminação em razão da sua orientação sexual ou identidade de gênero no ambiente de trabalho; e 90% das travestis se prostituem por não terem conseguido nenhum outro emprego, até mesmo aquelas que têm boas qualificações.

Lésbica, assistente social e professora de Serviço Social da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (URFN), pesquisadora e doutoranda em Serviço Social, Rayane Noronha Oliveira afirma que “nós não conseguimos nem ter estatísticas conclusivas sobre a morte e discriminação da população LGBTI+ porque vivemos no país que, proporcionalmente, mais mata essa população e não temos um processo confiável de apuração desses crimes”, ressalta. “Pesquisas e apuração sobre o tema são realizadas por meio de ONGs e grupos políticos que realizam essas pesquisas em relação aos direitos civis dessas pessoas”, completa.

Cristiane Teresinha Domingues, coordenadora
da Comissão CRCRS Plural & Inclusivo

Apesar desse cenário assustador, os debates e discussões sobre o tema têm aumentado. Compreendendo essa necessidade, o Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande Sul (CRCRS) instalou, este ano, a Comissão CRCRS Plural & Inclusivo, que tem como principais pautas promover a inclusão da diversidade nos espaços de poder. “Temos como objetivo formar lideranças com diversidade étnico-racial, de gênero, pessoas com deficiência, LGBTI+ e outras demandas relacionadas aos direitos humanos de pessoas ou grupos vulneráveis”, diz a coordenadora do grupo, contadora há 20 anos e professora universitária, Cristiane Teresinha Domingues. “Também estamos trabalhando a transversalidade na promoção da diversidade nas comissões de estudo do Conselho e promovendo a discussão e o debate do tema diversidade, criando um ambiente de respeito e valorização das diferenças”, conclui.

Escolas, empresas e os direitos LGBTI+
Entre a comunidade, é comum o relato de pessoas que acabaram não conseguindo concluir os estudos por diversos fatores, como o abandono familiar, o preconceito de colegas e professores e até mesmo da instituição onde estudavam. Hoje, Cristina tem sua carreira consolidada, mas nem sempre foi assim. “Ao longo da minha carreira, tive muitas oportunidades de crescimento, mas no início foi difícil. Eu tinha como objetivo trabalhar na área de auditoria, mas, devido a meu gênero e etnia, na época acabei não conseguindo atuar na área. Refiz os planos e segui em frente, crescendo em outras áreas da contabilidade”, conta ela.

“É preciso intensificar esse diálogo e ressaltar os direitos que esse público tem, como o uso do nome pelo qual a pessoa se identifica ou nome social; a garantia à pessoa trans em poder utilizar o banheiro do gênero com o qual ela se identifica, além de professores, em todos os ambientes acadêmicos, preparados para lidar com esses alunos e para preparar os demais estudantes para lidar e entender esses direitos”, ressalta Noronha.

Hábitos, culturas e tradições que um grupo de colaboradores de instituições e empresas fomentam a diversidade. No entanto, é necessário que elas identifiquem, registrem e trabalhem isso para o avanço do respeito. “A comissão iniciou suas atividades em janeiro deste ano, com o planejamento das ações que serão realizadas. Desta forma, entendemos que ainda não temos dados suficientes para mensurar esses ganhos. Entretanto, podemos dizer que o fato de o CRCRS ter criado a nossa comissão é um ganho para a classe contábil, além de acreditar que o Sistema CFC/CRCs deu os primeiros passos para progredir neste contexto”, ressalta Cristiane. Uma constatação disso é o número de mulheres em cargos de liderança nos Conselhos Regionais. Isso prova que estamos evoluindo, mas que ainda precisamos avançar. “Tenho certeza de que outros CRCs também abrirão este espaço, pois é uma pauta atual da sociedade”, torce a coordenadora da Comissão CRCRS Plural & Inclusivo.

Todo e qualquer cargo declarado por pessoas LGBTI+ que atuam em grandes cenários profissionais não é à toa, mas um grande ato de resistência e promoção ao diálogo sobre o tema na sociedade brasileira em geral. Assim como o CRCRS, o Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo (CRCSP) percebeu essa necessidade e criou um grupo para acolher e debater sobre o tema.

Daisy Christine Hette Eastwood é conselheira efetiva, vice-coordenadora da Câmara de Registro e coordenadora do GT Diversidade e Inclusão do CRCSP, grupo de trabalho instituído em 26 de maio de 2020. É autodeclarada lésbica e atuante na área de direitos humanos, a frente da Comissão Municipal de Diversidade Sexual de Santos/SP; representante municipal da Aliança Nacional LGBT; presidente da Associação de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transgêneros de Santos (APOLGBT Santos); além de vice-presidente da Comissão de Diversidade Sexual e Gênero da OAB Subseção Santos e membro da Comissão de Direito Homoafetivo e de Gênero do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFam), também em Santos/SP.

Segundo ela, o grupo tem cumprido seu papel e aumentado o debate desses temas entre a classe contábil de São Paulo.  “Já protagonizamos imersão nas causas de pessoas com deficiência e igualdade étnica e racial, trazendo a discussão e a sensibilização dos temas para o profissional da contabilidade e para as empresas de auditoria, perícia, contabilidade e para a organização de grupos de D&I internos, ligados ao RH”, revela.

Daisy Christine Hette coordenadora do
GT Diversidade e Inclusão do CRCSP

Esse trabalho é de extrema importância para profissionais que já estão no mercado de trabalho. Imagine a diversidade de hábitos, culturas e tradições que um grupo de colaboradores de uma determinada empresa ou instituição pode ter. Imagine agora como pode ser a relação e a conexão das equipes diante de toda essa diversidade. “Precisamos fomentar a inclusão de todas as pessoas no ambiente de trabalho e na sociedade, nos posicionando contra o racismo, a homofobia e outros tipos de preconceito que nunca tiveram sentido de existir. Como entidade que representa 150 mil profissionais registrados, temos orgulho de defender uma sociedade diversa e inclusiva, que trabalhe pela paz e pelo fim da violência”, reflete o presidente do CRCSP, José Donizete Valentina.

A conselheira Daisy explica que, apesar de relacionados, diversidade e inclusão são termos distintos. O primeiro diz respeito à pluralidade dos indivíduos, às semelhanças e diferenças que os tornam únicos dentro da organização. Já o segundo, a inclusão, se refere à integração desses indivíduos entre si e na organização em que estão inseridos. Garantir chances iguais de desenvolvimento e ascensão profissional e a oportunidade de se expressarem enquanto indivíduos são as questões que diferem empresas realmente inclusivas das que não estão preocupadas de fato com seus diferentes públicos.

Provavelmente, novos grupos serão criados e isso não é algo planejado, pelo contrário, esse é um comportamento natural do ser humano, uma vez que as pessoas se agrupam por afinidades e interesses. “Vivemos em um mundo onde são recorrentes episódios de racismo, xenofobia, misoginia, LGBTIfobia, bem como manifestações de todo tipo de preconceito no mercado de trabalho”, lembra Daisy. “Mas, também, reconhecemos os avanços obtidos nos últimos 20 anos nestes mesmos espaços. As empresas vêm trabalhando significativamente na construção de locais de trabalho mais inclusivos. Além de ser a coisa certa a se fazer, é perceptível que políticas inclusivas são positivas para os negócios. Ainda há muito a se conquistar em termos de sociedade e de respeito ao diverso, mas isso depende do trabalho e da dedicação de cada um de nós”, ressalta ela, que também atua na Associação Mães pela Diversidade, de abrangência nacional, como “mãe” e diretoria jurídico-financeira.

Fonte: Comunicação CFC

Programa de Voluntariado da Classe Contábil: profissionais da contabilidade são agentes de transformação social

O Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul (CRCRS), por meio da Comissão de Estudos de Voluntariado, se soma aos subprogramas desenvolvidos pelo PVCC: Rede Nacional de Cidadania Fiscal – Observatórios Sociais; Educação Financeira; Ações Locais de Voluntariado; e Doações ao Funcriança e Fundo do Idoso. Dentre as ações empreendidas, uma iniciativa de grande alcance social é a Campanha Valores que Ficam, capitaneada pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, que visa incentivar os contribuintes a destinarem até 6% do imposto de renda (IR) devido para projetos sociais cadastrados nos Fundos da Criança e do Adolescente e Fundos da Pessoa Idosa.

O CRCRS apoia a campanha, realizando um grande número de eventos, com vistas a mobilizar, sensibilizar e orientar os contribuintes para a destinação, sem gastar nada. O montante arrecadado cresce a cada ano, mas ainda está muito aquém do potencial. Em 2020, cerca de R$ 17 milhões foram direcionados a projetos sociais do Estado, entretanto, a capacidade de arrecadação do RS é cerca de R$ 500 milhões.

Para aumentar esses valores, o PVCC estimula os profissionais da contabilidade a atuarem como agentes de transformação social, afirma a coordenadora do PVCC-RS e do PVCC nacional, Silvia Grewe. Eles participam de lives, palestras e entrevistas que incentivam o direcionamento do IR, dessa forma, fazendo a diferença para melhorar a vida de quem mais precisa.

Vice-presidente de Gestão do CRCRS, Celso Luft, em entrevista ao programa Bom Dia Rio Grande, da RBS TV, sobre Campanha Valores que Ficam, em dezembro de 2020

Vice-presidente de Gestão do CRCRS, Celso Luft, na live “As vantagens e a importância da destinação do IR para o Funcriança e Fundo do Idoso”, em 6 de maio

Contador Gerson Luis dos Santos, coordenador da Comissão de Estudos do Voluntariado do CRCRS, na live “As vantagens e a importância da destinação do IR para o Funcriança e Fundo do Idoso”, em 6 de maio

Contadora Cristiane Teresinha Domingues de Souza, coordenadora da Comissão de Estudos Plural e Inclusivo do CRCRS, na live “As vantagens e a importância da destinação do IR para o Funcriança e Fundo do Idoso”, em 6 de maio

Confira a live “As vantagens e a importância da destinação do imposto de renda para o Funcirança e Fundo do Idoso”, na TV CRCRS, no YouTube.

Vice-presidente de Gestão do CRCRS, Celso Luft, em entrevista ao programa Bom Dia Rio Grande, da RBS TV, em 10/06/2020

Confira a live “As vantagens e a importância da destinação do IR para o Funcriança e Fundo do Idoso”, pela TV CRCRS, no TouTube

Revista Brasileira de Contabilidade (RBC) lança edição comemorativa

O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) é responsável pela edição da Revista Brasileira de Contabilidade (RBC) há 50 anos. Para comemorar esse meio século de produção do periódico técnico centenário – o primeiro número circulou em janeiro de 1912 –, uma edição especial da revista foi lançada nesta quinta-feira (27), durante o seminário virtual comemorativo aos 75 anos de criação dos Conselhos de Contabilidade e regulamentação da profissão.

A edição “50 anos com o CFC” conta com seis artigos de autores convidados. Os artigos e os respectivos autores são:

  • Formação de capital humano nos Programas de Pós-Graduação de Contabilidade – por Ilse Maria Beuren;
  • Papel e inserção da mulher na comunidade contábil – por Maria Clara Cavalcante Bugarim;
  • Compromisso com valor ético no exercício da atividade contábil – por Ernani Ott;
  • Um pouco da longa história até a adoção das IFRS no Brasil – por Eliseu Martins;
  • A interação entre CFC, academia e mercado – por Valcemiro Nossa, Silvania Neris Nossa e Lara Mendes Christ Bonella Sepulcri; e
  • A função social da contabilidade e de seus profissionais – por Zulmir Ivânio Breda

A RBC é um periódico técnico bimestral, publicado em sistema on-line, com avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e tem conteúdo aberto e gratuito.

Para esta edição comemorativa, foram impressos 250 exemplares, que serão distribuídos a bibliotecas e entidades da classe contábil. Mas a versão on-line deste número está disponível a todos os interessados no site do CFC.

Clique na imagem da capa para acessar a revista:

Orgulho de ser voluntário: CFC convida classe contábil a participar do PVCC

A campanha tem como foco incentivar profissionais da contabilidade a participarem do Programa de Voluntariado da Classe Contábil, uma iniciativa presente em todos os estados do país e aberta a todos.

Nesta quinta-feira (27), em meio à comemoração dos 75 anos de criação do Sistema CFC/CRCs, o Conselho Federal de Contabilidade lança a campanha “Orgulho de ser voluntário: orgulho de ser contábil”, em nível nacional. A ação tem por objetivo incentivar profissionais da contabilidade a participarem do Programa de Voluntariado da Classe Contábil (PVCC), que busca apoiar a sociedade civil em diversas frentes. Atualmente, o programa já conta com 9 mil voluntários.

Os profissionais da contabilidade podem conhecer mais o papel do PVCC e se inscrever para participar do programa por meio do sitevoluntariadocontabil.cfc.org.br . O portal ganhou uma nova versão que facilita a identificação dos subprogramas, a apresentação dos coordenadores estaduais e a divulgação das atividades que estão sendo realizadas em todo o país.

O vice-presidente de Política Institucional do CFC, Joaquim de Alencar Bezerra Filho, explica que o PVCC nasceu para ajudar. “O nosso papel é o de sensibilizar os profissionais da contabilidade sobre a importância da prática do voluntariado para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária”, destaca.

Joaquim também explica que o PVCC é dividido em quatro subprogramas: Rede Nacional de Cidadania Fiscal, Educação Financeira, Doações ao FunCriança e Fundo do Idoso e ações de voluntariado.

Ele ressalta que só neste ano o programa realizou quase 60 lives em 2020 e ainda destinou mais de R$124 milhões para apoiar ações. “Sem dúvida, somos, sim, uma classe solidária. Faça parte também”, convida o vice-presidente.

Fonte: Comunicação CFC

75 anos do Sistema CFC/CRCs: presidentes dos Regionais prestam homenagens

O Conselho Federal de Contabilidade e os Conselhos Regionais de Contabilidade estão em festa. Neste 27 de maio, o Sistema CFC/CRCs, celebra os 75 anos de criação, desde a assinatura do Decreto-Lei n.º 9295/1946, assinado pelo então presidente da República Eurico Gaspar Dutra.

A programação do evento, que está sendo transmitido – ao vivo – pelo canal do CFC no youtube (CFCBSB), desde às 9h da manhã, conta com a presença de renomados profissionais que contribuíram e contribuem para o crescimento e aprimoramento da classe contábil brasileira.

Para homenagear o Sistema, os presidente dos Conselhos Regionais de Contabilidade enviaram depoimentos sobre a importância da data. Para assistir, clique no vídeos abaixo.

Fonte: Comunicação CFC

CFC lança livro comemorativo aos 75 anos de criação dos Conselhos de Contabilidade

O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) lançou, neste dia 27 de maio, durante o seminário virtual comemorativo aos 75 anos de criação dos Conselhos de Contabilidade e da regulamentação da profissão contábil, o livro “75 Anos de Criação dos Conselhos de Contabilidade. Uma História Brilhante”.

A obra resgata a história da regulamentação da profissão, a partir do início do século XX aos dias atuais, com enredo composto por 75 atos.

O coordenador da comissão responsável pela elaboração do livro, José Martonio Alves Coelho, afirmou, no lançamento da obra, que o projetoconsidera as razões que legitimam a grandeza dos Conselhos de Contabilidade, que justificam o sólido crescimento da profissão contábil e que, por isso, jamais permitirão que a história contábil seja esquecida. “São 75 razões que nos enchem de orgulho por integrarmos uma profissão que sustenta as bandeiras da ética e da transparência”, destacou Martonio Coelho.

Além do coordenador, a comissão responsável pela elaboração da obra foi composta por João Verner Juenemann, Maria Clara Cavalcante Bugarim, Marisa Luciana Schvabe de Morais, Luiz Mateus Grimm, Adriana da Silva Guimarães, Maristela Cristina Girotto, Maria do Carmo da Nóbrega de Moraes, Thiago Luis Gomes, Lúcia Helena Alves de Figueiredo, Stephanie Vasconcelos Lacerda e Matheus Henrique Bastos Leite.

Para o presidente do CFC, Zulmir Breda, a dimensão do livro, com 322 páginas, corresponde à grandeza da história que retrata. Ainda, o presidente agradeceu o Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon) pelo patrocínio da impressão de exemplares do livro.

A tiragem impressa é limitada e os exemplares serão enviados às entidades da classe contábil brasileira. Mas a edição on-line está disponível para todos os interessados no site do CFC: clique em Livro 75 Anos de Criação dos Conselhos de Contabilidade. Uma História Brilhante

A história em seis capítulos

No capítulo I – Contexto e Pioneiros – o livro traz o cenáriodos esforços que foram feitos pelos pioneiros da classe contábil brasileira, nas primeiras décadas do século XX,até a conquista do desejado regulamento para a profissão no território nacional.

Os itens que compõem esta parte da obra são:

  1. A contabilidade no início do século XX no Brasil
  2. No princípio, os guarda-livros
  3. O ensino de contabilidade

3.1      O ensino comercial

3.2      O ensino superior

3.3      O surgimento da Revista Brasileira de Contabilidade

  • O patrono João de Lyra Tavares
  • Os Precursores e os movimentos pela regulamentação da profissão
  • O coletivo profissional e o primeiro Congresso Brasileiro de Contabilidade

No capítulo II – O Decreto-Lei n.º 9.295/1946 e os Conselhos de Contabilidade – são apresentados os fatos que ocorreram com a edição da lei de regência da profissão, a partir da imediata instalação do Conselho Federal e, logo em seguida, dos Conselhos Regionais de Contabilidade.

7.      A edição do DL nº 9.295/1946

7.1      A importância da regulamentação da profissão

7.2      A organização dos Conselhos e os primeiros atos normativos

7.3      O registro profissional

7.4      A fiscalização do exercício profissional

8.      O Conselho Federal de Contabilidade

8.1      A nomeação do presidente do CFC pelo Presidente da República

8.2      A eleição do presidente do CFC pelo Plenário e dos conselheiros pelos CRCs

8.3      A sede no Rio de Janeiro

8.4      A transferência da sede para Brasília

8.5      As Estruturas deliberativas e as executivas

8.6      A única mulher a presidir o CFC e a representação feminina na classe

8.7      A 1.000ª reunião plenária

9.      Os Conselhos Regionais de Contabilidade

10.   O Sistema CFC/CRCs

10.1    A visão sistêmica

10.2    Seminários e eventos internos do Sistema CFC/CRC

10.3    Os manuais

11.   O Código de Ética Profissional

12.   Atribuições dos profissionais da contabilidade

13.   A Medalha Mérito Contábil João Lyra

14.   A Lei da Representatividade

15.   A luta pela elevação do nível da formação profissional: o Exame de Suficiência

16.   O fim do registro para técnicos em contabilidade

17.   A nova terminologia: Profissionais da Contabilidade

18.   A política de governança no Sistema CFC/CRCs.

No capítulo III –Ações e Programas – são descritos os principais projetos e eventos técnicos desenvolvidos pelo CFC e CRCs.

19.   As Normas Brasileiras de Contabilidade

20.   O Comitê Administrador do Programa de Revisão Externa de Qualidade (CRE)

21.   O Programa Excelência na Contabilidade

22.   O Exame de Qualificação Técnica

23.   O Cadastro Nacional de Auditores Independentes (CNAI)

24.   O Cadastro Nacional de Peritos Contábeis (CNPC)

25.   O Exame de Suficiência instituído pela Lei nº 12.249/2010

26.   A Revista Brasileira de Contabilidade (RBC)

27.   A Revista de Educação e Pesquisa em Contabilidade (REPeC)

28.   A Prestação de Contas de Campanha Eleitoral

29.   O Programa de Voluntariado da Classe Contábil (PVCC)

30.   O Programa Nacional da Mulher Contabilista

31.   O Projeto Jovens Lideranças Contábeis

32.   A Educação Continuada – Realização de Eventos Técnicos

32.1 O Congresso Brasileiro de Contabilidade

32.2 O Encontro Nacionais da Mulher Contabilista

32.3 A convenção estadual

32.4 O Encontro Nacional de Coordenadores e Professores do Curso de Ciências Contábeis

32.5 A Semana Contábil e Fiscal para Estados e Municípios (Secofem)

32.6 O Encontro Nordestino de Contabilidade (Enecon)

32.7 O Encontro de Contabilidade da Amazônia Legal (Ecal)

32.8 O Encontro Luso-Brasileiro de Contabilidade

32.9 O Congresso Internacional de Contabilidade do Mundo Latino (Prolatino)

33.   A Educação Profissional Continuada

34.   O processo de convergência das Normas Brasileiras de Contabilidade ao Padrão Internacional

35.   O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC): estrutura e organização

36.   O Grupo Latino-americano de Emissores de Normas de Informações Financeiras (Glenif)

37.   A participação em Organismos Técnicos Internacionais

38.   A Aproximação com Conselhos de Profissões Regulamentadas.

No capítulo IV – O Interesse Público – é contemplada a representatividade dos Conselhos de Contabilidade, suas parcerias e participações em organizações nacionais e internacionais da profissão.

39.   Os Grupos de Trabalho

40.   As Relações Institucionais e Parcerias

41.   Apoio à Lei de Prevenção a Crimes de Lavagem de Dinheiro

42.   A Atuação com os Três Poderes

43.   As Audiências Públicas

44.   A Ouvidoria

45.   A Transparência das Informações

46.   A Responsabilidade Social e Ambiental

47.   O Plano de Integridade

48.   A Prestação de Contas à Sociedade e ao TCU

49.   A LGPD e o Sistema CFC/CRCs

No capítulo V – Evolução e Modernização – estão os principais fatos que representam a preparação do CFC e dos CRCs para o presente e o futuro da profissão, com destaque para o aspecto tecnológico.

50.   A Lei nº 12.249/2010

51.   A Nova Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 11.638/2007)

52.   A Portaria do Ministério da Fazenda nº 184/2008 e o Início da Convergência das Normas do Setor Público

53.   Os Sistemas Eletrônicos e Serviços

54.   A Carteira Digital

55.   O Processo Eleitoral Eletrônico para Gestores dos CRCs

56.   A Tecnologia na Área Contábil

57.   Os Eventos e Reuniões Plenárias On-line

58.   O Planejamento Estratégico e a Definição de Visão de Longo Prazo

No capítulo VI – Presidentes e seus Ideais – estão os 17 presidentes do CFC, que apresentam o que pensam da evolução da contabilidade e do Sistema CFC/CRCs. Os ideais dos presidentes que já faleceram foram retirados em registros históricos que preservam a memória desses líderes.

59.   Paulo Lyra Tavares (1946/1955)

60.   Ibere Gilson (1955/1956)

61.   Amaro Soares de Andrade (1956/1961)

62.   Eduardo Foreis Domingues (1961/1969)

63.   Ivo Malhães de Oliveira (1970/1973)

64.   Ynel Alves de Camargo (1974/1977)

65.   Nilo Antônio Gazire (1978/1982)

66.   João Verner Juenemann (1982/1985)

67.   Militino Rodrigues Martinez (1986/1989)

68.   Ivan Carlos Gatti (1990/1993)

69.   José Maria Martins Mendes (1994/1997)

70.   José Serafim Abrantes (1998/2001)

71.   Alcedino Gomes Barbosa (2002/2003)

72.   José Martonio Alves Coelho (2004/2005 e 2014/2017)

73.   Maria Clara Cavalcante Bugarim (2006/2009)

74.   Juarez Domingues Carneiro (2010/2013)

75.   Zulmir Ivânio Breda (2018/2021)

Fonte: Comunicação CFC

Sede do CFC: do Rio de Janeiro para Brasília

O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) existe desde 1946, quando foi assinado o Decreto-Lei n.º 9.295, pelo então presidente Eurico Gaspar Dutra. No entanto, a primeira sede só foi consagrada alguns anos depois. E, diferente do que muito pensam, não foi em Brasília.

A história conta que, antes disso, o Sindicato dos Contabilistas do Rio de Janeiro servia de sede provisória do CFC e, assim, permitia em seu espaço as reuniões plenárias. Foi, inclusive, na estreia delas, nesse local, em 21 de agosto de 1946, que o assunto da criação de uma sede surgiu oficialmente na pauta. Antes disso, as primeiras reuniões foram sediadas no prédio do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, localizado na mesma cidade.

O resultado das discussões sobre o tema foi concretizado seis anos depois. Na 124ª Reunião Plenária, no dia 30 de dezembro de 1952, o presidente e contador Paulo Lyra inaugurou o primeiro prédio do CFC, na capital fluminense. Além dela, como homenagem aos pioneiros da contabilidade no país, duas esculturas, dos bustos de Moraes Júnior e de João Lyra Tavares, também foram lavradas.

Brasília
A decisão da mudança da sede do CFC do Rio de Janeiro para Brasília, se deu no ano de 1991. Mais do que uma questão política, para aproximação com os Poderes Executivo e Legislativo, era uma necessidade legal, isso em razão do  Art. 3º do Decreto-Lei n.º 9.295/1946, que diz:

“Terá sua sede no Distrito Federal o Conselho Federal de Contabilidade, ao qual ficam subordinado os Conselhos Regionais”.

Assim, o então presidente Ivan Carlos Gatti iniciou os trabalhos para a chegada do CFC na capital do país. Antes mesmo da inauguração do prédio oficial, ele autorizou a compra do terreno, lançou um concurso nacional para a escolha do projeto arquitetônico e definiu uma instalação provisória no Distrito Federal.

História pelos funcionários
Há 29 anos trabalhando no CFC, a analista administrativa Celia Schwindt se recorda bem dessa época. A sede provisória em Brasília, estava localizada no Edifício Sofia, no Setor Comercial Sul, e foi palco da primeira Plenária.

Ao longo da jornada de trabalho, Célia presenciou diversos fatos importantes, como as atividades que deram origem ao Conselho em sua nova cidade: “a reorganização administrativa imposta pela transferência da sede, o acompanhamento da construção do edifício onde hoje funciona o Conselho Federal e a projeção de novas iniciativas voltadas à valorização da profissão contábil no Brasil”, destaca.

Além desse fato, ela também pontua outros marcantes para o CFC. Veja, ao final da matéria, a entrevista completa que fizemos com ela, na qual detalha um pouquinho mais das mudanças dessa história.

Foto: Presidente Ivan Carlos Gatti no lançamento da pedra fundamental da sede própria do CFC – 1993/ Arquivo do CFC

Construção do prédio
O projeto arquitetônico do prédio do CFC foi desenhado pelo arquiteto José Luiz Tabith Júnior, de São Paulo. Ele venceu o concurso e foi escolhido dentre outras 37 propostas por uma comissão instituída para essa finalidade.

No CFC, há dois funcionários que ajudaram a executar a obra, são eles: os auxiliares operacionais Adão Barboza e Reginaldo Melo. Em 1994, Melo morava em São Paulo e prestava serviços para uma empresa da mesma área de construção. “Fui convidado a trabalhar na obra do CFC, e como era solteiro e não tinha filhos, aceitei a proposta e vim para Brasília. Ajudei a levantar a sede do Conselho que hoje trabalhamos e tenho muito orgulho”, conta Reginaldo.

Para Adão, não foi diferente. Ele ajudou a construir a história do CFC sendo eletricista na construção do prédio do Conselho. Depois, pelo desempenho do trabalho, assim como Reginaldo, foi indicado para fazer parte do corpo funcional da entidade. A memória recorda: “comecei a trabalhar no Conselho no início de setembro de 1996, coincide com a época que o prédio do CFC foi inaugurado. Já são 24 anos de casa”, diz seu Adão.

Foto: Reginaldo Melo em dia de trabalho no CFC. (Foto tiradas antes da pandemia) / CCOM

Plenário e Museu

O prédio do CFC em Brasília está localizado no Setor de Autarquias Sul (SAUS), possui 13 andares, sendo um deles um auditório com capacidade para 180 pessoas.

Além disso, o Conselho Federal também abriga o Museu Brasileiro de Contabilidade. Uma instituição permanente, sem fins lucrativos, aberta ao público e a serviço da sociedade. O Museu adquire, conserva, pesquisa, comunica e expõe a história da evolução da Contabilidade no Brasil e no mundo, para fins de estudo, educação e lazer. Além disso, destaca e valoriza a atuação CFC desde a sua fundação, em 1946. Atualmente ele se encontra fechado à visitação, mas pode ser visitado virtualmente. Para fazer tour, acesse: https://bit.ly/museudocfc


Entrevista com Célia Schwindt

– Quais foram as evoluções mais marcantes que você acompanhou?

“Com a criação do modelo de Planejamento do Sistema CFC/CRCs, foi introduzida a visão sistêmica dos Conselhos, o que permitiu a elaboração e o acompanhamento do Plano de Trabalho do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais de uma forma consistente e organizada. Foi o primeiro passo para viabilizar os trabalhos que viriam a seguir”.

– Entre os trabalhos citados, poderia descrever alguns exemplos?

“O Conselho Federal apoiou os Conselhos Regionais na compra de sede própria e de equipamentos necessários ao bom funcionamento de cada uma das unidades. Ainda na década de 1990, o presidente Ivan Carlos Gatti e seu sucessor, José Maria Martins Mendes, foram incansáveis no propósito de criar e manter uma estrutura favorável ao pleno desenvolvimento das atividades da classe contábil em todo o país”.

Os sucessivos gestores que assumiram a condução do CFC contribuíram de forma significativa para tornar a entidade forte e reconhecida no meio social e político do país. Difícil enumerar as importantes e decisivas ações voltadas ao fortalecimento da profissão. Promover a aproximação efetiva da classe contábil à esfera governamental e, mais precisamente, junto ao Congresso Nacional foi uma das inúmeras conquistas das últimas décadas.”

Quais projetos você acredita terem sido importantes nesse percurso?

“Os projetos de Educação Profissional Continuada, Qualificação Técnica e Fiscalização do Exercício Profissional foram intensificados e aperfeiçoados ao longo do tempo, e a instituição do Exame de Suficiência veio consolidar o status da contabilidade, que hoje se destaca no ranking como uma das profissões mais valorizadas pelo mercado.

A internacionalização da contabilidade avançou, por meio da participação ativa do CFC em organismos internacionais, possibilitando não só a troca de experiências, mas também o reconhecimento do Brasil como país gerador de conhecimento, em virtude das valiosas contribuições dos seus renomados profissionais e pela forte atuação no processo de emissão e adoção de normas internacionais.”

Por fim, Célia, como é para você fazer parte do time do CFC há tanto tempo?

“O Conselho Federal de Contabilidade se destaca pela sua organização e já serviu de referência a outros conselhos de fiscalização profissional, tanto em aspectos funcionais como em iniciativas voltadas ao aperfeiçoamento profissional. Isto se deve à determinação dos seus gestores na adoção de políticas eficazes voltadas ao fortalecimento da profissão contábil e ao apoio da equipe funcional, que sente orgulho de pertencer a uma entidade que trabalha para assegurar à sociedade a prestação de serviços de qualidade.

É gratificante fazer parte da história do CFC e festejar os seus 75 anos de existência. Confraternizar com a equipe atual, sem esquecer aqueles que passaram e deixaram o seu legado, conscientes de que a contribuição de hoje será o produto de amanhã.”

Fonte: Comunicação CFC

Atenção: prazo da entrega da declaração do Imposto de Renda encerra-se em 31 de maio. O vice-presidente Celso Luft dá dicas e orientações nesta reta final

O prazo para entrega da declaração do IR encerra-se na próxima segunda-feira (31/05). Na edição de 26 de maio do jornal Correio do Povo, o vice-presidente Celso Luft faz alguns lembretes, dá dicas e orientações importantes para o correto preenchimento do IRPF.
Pode ser uma imagem de 1 pessoa e texto que diz "60 maic 2021 Editora Eugenio Bortolon Schmidt ECONOMIA CORREIO POVO de economia@correiodopovo.com.br arrecadados de Dicas facilitam preenchimento da declaração Na envio Receita, especialista ressalta alguns cuidados para não cair na malha Prazo acaba dia Imposto eclaração Pessoa Conselho Rio Grande UI.E paga centavo será possível também obter completa. nunca, Outra dica isenta Luft mobilização maiores campo adequado, incentivadores endimen- e,en novidades algu- ique fazendo, Estado, Receita informação importante estinaçao fundos além certificado somente paraquem alertando rendimentos ributáveis precisam milhoes cruzamento. colocar 100% https://www.gov.br/re ceitafederal."

Conheça a história do sistema CFC/CRCs em 15 fatos

Por Amanda Oliveira / Comunicação CFC

Em 2021, momento histórico no qual o mundo busca se recuperar da crise sanitária gerada pelo novo coronavírus, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e os Conselhos Regionais (CRCs) completam 75 anos de existência. Há mais de sete décadas, o sistema CFC/CRCs se volta para o desenvolvimento e a valorização da profissão contábil, essencial para a sustentabilidade das organizações e, que neste ano, reforçou o compromisso público com a sociedade para manter os negócios e as economias funcionando. Conheça agora 15 fatos que marcaram a trajetória do Sistema CFC/CRCs:

  1. Em 1946, são criados os Conselhos de Contabilidade

No dia 27 de maio de 1946, o então presidente da República, Eurico Gaspar Dutra, assinou o Decreto-Lei n.º 9.295, que criou os Conselhos de Contabilidade no país. A partir do dispositivo legal, a profissão ganhou um regulamento próprio.

2. Regimento interno do Conselho é destaque da primeira reunião Plenária

A primeira reunião Plenária do Conselho Federal de Contabilidade, presidida pelo conselheiro Paulo Lyra, aconteceu no dia 21 de agosto de 1946, no edifício do Ministério do Trabalho, no Rio de Janeiro. No primeiro encontro, os conselheiros trataram da elaboração do Regimento Interno do Conselho e da instalação dos Conselhos Regionais. A Plenária também aprovou a proposta do conselheiro Ferdinand Esberard, que sugeria a expedição de um ofício a todos os ministros de Estado, agradecendo o apoio à criação do decreto-lei.

3. Revista Brasileira de Contabilidade (RBC) é incorporada pelo CFC

Considerada uma das publicações técnicas mais importantes da profissão, a Revista Brasileira de Contabilidade (RBC) teve o seu primeiro número editado em 1912, mas passou por três fases distintas. Na primeira delas, a RBC foi dirigida por Carlos de Carvalho, Horácio Berlinck e José da Costa Sampaio e administrada por Francisco D´Áuria, Carlos Levy Magano, Raymundo Marchi e Emílio de Figueiredo. O primeiro editor da RBC foi Carlos de Carvalho e, com o seu falecimento, a sociedade foi extinta e a RBC parou de circular em 1920. Nove anos depois, em 1929, ela voltou a circular graças a Francisco D´Áuria, Ubaldo Lobo, João Salustiano de Campos, Paulo Lyra Tavares e Hugo da Silveira Lobo. Nessa segunda fase, a RBC já era impressa em papel de excelente qualidade. No entanto, em 1932, a revista deixou de circular em razão de problemas financeiros e em face do falecimento de alguns de seus diretores. Em 1971, iniciou-se uma nova fase da RBC. A partir de então, ela passou a ser patrocinada pelo Conselho Federal de Contabilidade, à época sediado na cidade do Rio de Janeiro, passando a RBC a constituir-se no órgão de divulgação oficial do CFC. Sua circulação era trimestral, com impressão da capa em 4 cores e o miolo em uma cor.

4. Primeira Medalha João Lyra é entregue no ano de 1976

Em comemoração ao 50º Dia do Contabilista, o CFC instituiu a Medalha do Mérito Contábil João Lyra por meio da Resolução n.º 440 de 1976. No mesmo ano, durante o X Congresso Brasileiro de Contabilidade, realizado em Fortaleza (CE), Hilário Franco, Ulisses Celestino de Góes e Zilmar Bazerque de Vasconcelos foram os primeiros profissionais a receberem a medalha, considerada a maior honraria da classe contábil.

5. Sede do CFC é transferida do Rio de Janeiro para Brasília

A transferência da sede do CFC para Brasília ocorreu em função da determinação contida no Art. 3º do Decreto-Lei n.º 9.295/1946, que prevê a sede da entidade no Distrito Federal e, em 1991, o projeto foi aprovado.  As obras tiveram início em 1993, na gestão do presidente Ivan Carlos Gatti. A inauguração do edifício aconteceu em 1996, pelo presidente José Maria Martins Mendes.

6. Trabalhos de auditores independentes passam por controle de qualidade

Em maio de 1999, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) editou a Instrução n.º 308, que prevê a obrigatoriedade da revisão do controle de qualidade para os contadores e as firmas de auditoria que exerçam auditoria independente. A Revisão Externa de Qualidade, também conhecida como “Revisão pelos Pares”, tem o objetivo de garantir o máximo de confiabilidade aos serviços de auditoria independente prestados ao mercado de capitais brasileiro. O controle de qualidade constitui um dos pontos centrais da NBC PA 11 – Revisão Externa de Qualidade pelos Pares.

7.  Plenário do CFC passa a ter representantes de todas as unidades federativas

A partir da Lei n.º 11.160, de 2 de agosto de 2005, o CFC passou a ser integrado por um representante de cada Conselho Regional de Contabilidade, totalizando 27 conselheiros efetivos e igual número de suplentes, para um mandato de 4 anos, com renovação a cada biênio.

8.  Aprovação no Exame de Qualificação Técnica (EQT) se torna requisito para contador que pretende atuar como auditor independente ou perito contábil

Regulamentado pela Resolução CFC n.º 1.077, de 25 de agosto de 2006, e instituído pela NBC PA 13(R2), o Exame de Qualificação Técnica passou a ser o principal requisito para o ingresso dos contadores no Cadastro Nacional dos Auditores Independentes (CNAI), do Conselho Federal de Contabilidade, com vistas à atuação na área de Auditoria Independente.

Em 2016, por meio da Resolução CFC n.º 1.502, alterada pela Resolução CFC n.º 1.513, a aprovação no Exame também passou a possibilitar aos contadores o registro no Cadastro Nacional dos Peritos Contábeis (CNPC).

9. Criado programa que incentiva contadores a participarem de ações de voluntariado 

O Programa de Voluntariado da Classe Contábil (PVCC) busca sensibilizar os contadores sobre a importância das ações de voluntariado para a construção de uma sociedade mais justa e solidária. O projeto, que foi criado em 2008, é composto por quatro subprogramas: Rede Nacional de Cidadania Fiscal, Educação Financeira, Doações ao Funcriança e Fundo do Idoso e ações locais de voluntariado. Hoje, mais de 8 mil contadores fazem parte do programa.

10. Lei que rege a profissão contábil passa por atualização

No dia 11 de junho de 2010, foi sancionada a Lei n.° 12.249, que alterou alguns dispositivos do Decreto-Lei n.º 9.295/1946, regulador da profissão contábil. A medida é resultado de uma solicitação dos profissionais tendo em vista a atualização e modernização da profissão. Dentre as mudanças, uma delas autoriza o CFC a editar Normas Brasileiras de Contabilidade de natureza técnica e profissional.

11. Inicia-se o processo de convergência das normas contábeis brasileiras ao padrão internacional

No Brasil, o processo de convergência aos padrões internacionais de contabilidade, no setor público, teve início em 2008, quando o Conselho Federal de Contabilidade emitiu o primeiro conjunto de Normas Brasileiras de Contabilidade – NBCT 16.1 a NBCT 16.10. O objetivo dessa iniciativa é adequar, de maneira gradual, as Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicáveis ao Setor Público (NBC TSP) às internacionais (Ipsas), que são emitidas por conselho independente (Ipsasb) apoiado pela Federação Internacional de Contadores (Ifac). Já no setor privado, as International Financial Reporting Standards (IFRS), editadas pelo International Accounting Standards Board (Iasb), começaram a passar por convergência alguns anos antes: a partir de 2005, quando o CFC emitiu resolução que criou o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC).

12. Exame de Suficiência passa a ser requisito para obtenção de registro profissional

Com a atualização da lei de regência da profissão, em 2010, pela Lei n.º 12.249, a obrigatoriedade de aprovação no Exame de Suficiência para obtenção de registro profissional se consolidou. Aplicado duas vezes ao ano, o exame busca promover a melhoria do conhecimento técnico dos profissionais da contabilidade.

13. Termo “contabilista” deixa de ser utilizado

Em abril de 2012, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) determinou que o Sistema CFC/CRCs passasse a substituir o termo “contabilista” por “profissional da contabilidade”. De acordo com ofício dirigido aos CRCs, “a alteração da terminologia […] deve-se ao processo de modernização da profissão. A edição da Lei n.º 12.249, publicada no dia 14 de junho de 2010, representou um marco nesse processo”. O ofício informava também que “o Plenário do CFC deliberou pela substituição do termo ‘contabilista’ por ‘profissional da contabilidade’ quando houver referência conjunta a contadores e técnicos. Essa decisão vem sendo respeitada, inclusive, nos conteúdos das normas editadas pelo CFC.”

14. Produção científica na área contábil ganha incentivo

Instituído pelo CFC e entregue pela primeira vez em 2014, o prêmio Olivio Koliver busca fomentar a produção de pesquisas técnicas e científicas na área contábil. O troféu é concedido aos autores do melhor artigo publicado na Revista Brasileira de Contabilidade (RBC) no ano anterior.

15. Código de Ética Profissional é atualizado

No dia 1º de junho de 2019, uma nova versão do Código de Ética Profissional do Contador (CEPC) entrou em vigor. Uma comissão especializada realizou o trabalho de atualização para ajustá-lo às novas demandas do mercado. A resolução anterior (n.º 803/1996) foi revogada e passou a viger a Norma Brasileira de Contabilidade (NBC PG) 01, de 7 de fevereiro de 2019.

Ferramenta Prezi será apresentada na 6ª edição do projeto Conexão Educa e Aprende

O Conselho Federal de Contabilidade (CFC), em parceria com a Associação Interamericana de Contabilidade (AIC), realiza a 6ª edição do projeto “Conexão Educa e Aprende – A América trocando habilidades práticas para a formação do futuro contador”. O evento acontecerá na próxima sexta-feira (28), das 14h às 16h, e terá como tema “Tecnologias Aplicadas à Educação – Prezi”. A iniciativa é gratuita e as inscrições devem ser realizadas por meio da página do CFC na internet. A atividade também será transmitida pelo canal da AIC no YouTube.

Para acessar o canal da AIC no YouTube, clique aqui.

Confira a programação:

Fonte: Comunicação CFC